Turma do dendê

Revelações, vexames e desaplaudidos: O sobe e desce de Segundo Sol

Fotos: Reprodução/TV Globo

Remy (Vladimir Brichta) despertou dentro de um caixão em plano surreal da irmã na novela  - Fotos: Reprodução/TV Globo

Remy (Vladimir Brichta) despertou dentro de um caixão em plano surreal da irmã na novela

MÁRCIA PEREIRA - Publicado em 06/11/2018, às 05h21

Segundo Sol sai do ar na sexta-feira (9) após apresentar, em especial, o trabalho de Kelzy Ecard, Claudia Di Moura e Narcival Rubens. Três caras novas na TV e que se tornaram as revelações da trama. Queridinhos do público, Chay Suede e Letícia Colin viraram o "rei" e a "rainha" da novela das nove. Dominaram o quesito sotaque, esbanjaram química e emocionaram com suas atuações. Já Luzia (Giovanna Antonelli) e Beto (Emilio Dantas) entram para a história como um dos casais de mocinhos mais desaplaudidos da teledramaturgia.

Difícil eleger o que merece levar o troféu abacaxi na novela das nove. A burrice da mocinha, a passividade do ídolo do axé ou a dubiedade do vingativo Roberval (Fabrício Boliveira) são três pontos que deveriam ter levado um "buzinaço" lá atrás.

Porém, as repetições na história foram, sem dúvida, o que mais irritou o telespectador. Precisava a sonsa Luzia ser injustiçada duas vezes por um crime que não cometeu? E dois personagens se passarem por mortos?

Nem as frases de efeito da novela foram originais. O autor João Emanuel Carneiro resgatou o "me serve, vadia" e "cave a sua própria cova" de Carminha, a vilã aclamada de Adriana Esteves em Avenida Brasil (2012).

Confira o sobe e desce de Segundo Sol:

Rosa (Letícia Colin) e Ícaro (Chay Suede) elevaram a temperatura com cenas cheias de pegada

Cheios de tempero
O casal mais temperado da novela foi o formado por Rosa (Letícia Colin) e Ícaro (Chay Suede). Desde o primeiro flerte até esta última semana, eles se falam com os olhos, transmitem romance, "pegada" e até a falta de compatibilidade de gênios dos dois "marrentinhos" diverte o público.

Já a relação da ex-prostituta com Valentim (Danilo Mesquita) foi tão morna que deu até sono. Ainda mais depois que ela fez o adolescente de trouxa, com o golpe da barriga com o filho do outro. 

Falta de carisma: Beto (Emilio Dantas), Luzia (Giovanna Antonelli) e Valentim (Danilo Mesquita)

Desaplaudidos
Luzia e Beto (Emilio Dantas) tiveram boas cenas de romance, fizeram o público embarcar nesse amor que ultrapassou a barreira do tempo e as tramoias preparadas pelas vilãs para separá-los. No entanto, os mocinhos foram tão "sangue de barata" que espantaram até os fãs mais fiéis. A abordagem de esconde-esconde, cheia de situações repetidas e desculpas esfarrapadas, fez dos protagonistas o casal mais desaplaudido de toda a novela.

História de Nice (Kelzy Ecard) e Agenor (Roberto Bonfim) evoluiu ao longo da novela das nove

De submissa a empoderada
Nice (Kelzy Ecard) cresceu em cena. E muito. A personagem, que mal levantava a cabeça para as grosserias do marido no início da história, foi enfrentando Agenor (Roberto Bonfim) até conseguir se libertar do machista e mau-caráter pai de suas filhas. A virada de submissa para mulher empoderada é um dos pontos altos.

Roberval (Fabrício Boliveira) passou mais tempo como "vilão" e perdeu o sentido na reta final

Nem bom nem mau
Roberval passou tanto tempo cuidando de seu rancor que, mesmo diante da boa atuação de Fabrício Boliveira, o personagem perdeu o sentido após virar bom-moço. O vingativo saltou para o posto de injustiçado na reta final e se mostra confortável nesse lugar. Depois de tanto tempo sem mostrar se era bom ou mau, ficar nessa situação sem força e sem apelo é um desperdício.

Remy (Vladimir Brichta) é um dos pontos altos da história de João Emanuel Carneiro

Malandro ferrado
Remy (Vladimir Brichta) sempre foi o Falcão mais interessante. Cheio de balacobaco, o personagem não usou máscaras. Entre um golpe e outro, sempre se deu mal. Se ferrou com traficantes, foi expulso pela família, virou válvula de escape da amante e foi enganado até pela própria mãe. Voltou "da morte" para salvar a novela do marasmo, juntamente com Laureta (Adriana Esteves) e Karola (Deborah Secco). 

Laureta (Adriana Esteves) com Ícaro (Chay Suede): carência e paixão incoerentes com vilã

Paixonite juvenil
Capaz de abandonar a própria filha em um orfanato e depois prostituí-la, de denunciar o pai e acabar com a sua vida, de matar a sangue-frio, como Laureta passou boa parte da novela apaixonada por um jovem que ela sabia que não gostava dela? A paixonite juvenil da vilã por Ícaro sempre foi um ponto fora da curva para a divertida personagem de Adriana Esteves. 


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