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PLENA?

Rival de bolsonaristas na TV, Amanda Klein entrega segredo para manter a calma

REPRODUÇÃO/REDETV!

A jornalista e comentarista política Amanda Klein no Opinião no Ar, da RedeTV!

Amanda Klein no Opinião no Ar, da RedeTV!; jornalista virou comentarista também na Jovem Pan

KELLY MIYASHIRO

kelly@noticiasdatv.com

Publicado em 12/3/2021 - 6h55

Rival de bolsonaristas na TV e no rádio, Amanda Klein entrega seu segredo para manter a calma durante os debates acalorados nos programas Opinião no ar, da RedeTV!, e 3 em 1, da Jovem Pan. "Até fontes minhas me perguntam como eu aguento. Eu rezo e tento sempre separar trabalho da vida pessoal", revela a jornalista ao Notícias da TV.

Nesta semana, Amanda estreou como comentarista política no programa apresentado por Paulo Mathias na Jovem Pan, o 3 em 1, como substituta de Diogo Schelp --deslocado para outras atrações da rádio. Sua missão é a mesma que cumpre no matinal de Luís Ernesto Lacombe na RedeTV!: debater temas com colegas que apoiam o governo do presidente Jair Bolsonaro.

Em diversos momentos, a única mulher de ambos os programas foi interrompida, silenciada e "atropelada" pelos parceiros de trabalho, sendo obrigada, às vezes, a subir o tom para conseguir emitir sua opinião e terminar um raciocínio, mas sem perder a calma. 

Amanda explica o que faz para parecer tão "plena" nas discussões ao vivo e ao lidar com os ataques de haters bolsonaristas na web, onde ela é vista como "radical de esquerda" por apenas discordar de pensamentos e ações do governo federal. E a resposta é: autocuidado. 

"Muita gente se pergunta isso, mas na virada do ano eu tive que prezar pela minha saúde mental, meu bem-estar e da minha família. Tenho que me proteger e proteger a minha família. Eu não gosto de ficar discutindo e batendo boca, não é meu estilo", diz.

Na rádio, Amanda confronta Marc Souza e Rodrigo Constantino, com quem também "briga" na TV aberta. Além da jornalista e Constantino, o Opinião no Ar conta com Silvio Navarro. Todos com pensamentos aliados à direita e simpatizantes de Bolsonaro. Apesar de parecer um "ringue" na frente das câmeras, ela afirma que a relação entre todos é bem tranquila nos bastidores.

"No ar pode parecer que a gente vai um pra cima do outro, e eu até vou mesmo, mas vou com base em argumentos e tento sempre separar trabalho da vida pessoal. Até fontes minhas me perguntam como eu aguento. Eu já fiz três anos de meditação, hoje nem faço mais, e eu rezo antes de sair de casa para qualquer coisa, faço sinal da cruz todos os dias", revela a antiga apresentadora do É Notícia!, da RedeTV!.

"De verdade, eu rezo mesmo. Isso sempre me veio como proteção, me apego aqui com os meus santos e vou trabalhar", completa ela. Apesar disso, a analista de política também acredita que na frente das câmeras tudo vira um show --um ensinamento de Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, dono da Jovem Pan.

"Cada um encarna um personagem e acho que cada um atende um público. Eu entendo que eles [rivais nos debates] tenham o público deles, e depois de alguns meses de programa eu entendo que todas essas críticas que vêm com muita força nas redes sociais é porque as redes deles são muito fortes. Então é natural que essas pessoas venham perseguir a única pessoa que pensa diferente, que sou eu", analisa.

"Então, eu tento não levar pro lado pessoal, e eu tento pensar comigo mesma que eu não sou uma burra como eles [críticos da internet] pensam, nem sou uma mal-educada, nem interrompo. Pelo contrário, muitas vezes eu sou a vítima ali. Claramente é um programa que eu fico em desvantagem, eu tô em minoria. Mas sempre que eu participo eu tento fazer comentários embasados", defende.

"Às vezes pega fogo no ar, um ou outro pode sair mais machucado, chateado com o que aconteceu, mas no dia seguinte tá tudo bem! Não tem essa coisa de levar um mau-estar entre a gente nos programas", ressalta a ex-âncora do RedeTV! News, onde ocupou a bancada por nove anos

"Sou virginiana, sou super autocrítica. Eu sei quando eu vou bem, sei quando vou mal, quando a minha participação deixou a desejar, quando não consigo concluir um raciocínio. A minha régua é essa. São os meus valores. Eu tento me enfiar mesmo nesse foco em fazer um bom trabalho jornalístico. Enquanto eu souber que eu tô fazendo isso, pra mim tá bom", completa.

Esquerda ou direita?

Por se opor aos pensamentos radicais dos rivais, a analista é vista como "militante de esquerda" por eles e pelo público bolsonarista, mas ela mesma rejeita qualquer rótulo partidário. "Não acho que sou petista, nem tucana, nem bolsonarista. Não me vejo em nenhum desses rótulos. Acho que tenho uma visão progressista e sou liberal na economia, nem ultraliberal nem uberliberal, mas acho que tenho uma visão mais plural", avisa.

"Sou progressista em valores sim. Isso é diferente de ser partidária, eu sou progressista em questão de valores e costumes, isso sou mesmo. Agora, se esquerda quer dizer que você é petista, não. Rejeito esse rótulo. Lógico que todos possuem suas preferências políticas, mas eu não vou levar isso pro trabalho", explica a ex-parceira de bancada de Boris Casoy.

"Acredito que temos que ter um olhar social porque, pra mim, o maior problema desse país é a desigualdade social, não é a corrupção. Perto de gente radical eu sou vista como radical, mas eu me vejo como uma pessoa mais moderada", conclui Klein. 

Confira a participação de Amanda Klein no Opinião no Ar, da RedeTV! 

Veja uma análise de Amanda Klein no 3 em 1, da Jovem Pan: 


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