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João Doria bate boca com Constantino na Jovem Pan: 'Vassalo do Bolsonaro'

REPRODUÇÃO/JOVEM PAN

O jornalista e comentarista político Rodrigo Constantino durante entrevista com o governador João Doria, por telefone, na Jovem Pan, durante o Jornal da Manhã nesta terça-feira (2)

Rodrigo Constantino durante entrevista com o governador João Doria, por telefone, na Jovem Pan

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 2/2/2021 - 10h19
Atualizado em 2/2/2021 - 10h56

João Doria e Rodrigo Constantino bateram boca durante uma entrevista ao vivo no Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta terça-feira (2). Após se sentir atacado pelo jornalista, o governador do Estado de São Paulo relembrou a fala do comentarista político sobre estupro, polêmica que causou a demissão do funcionário da rádio em novembro de 2020, e o chamou de "vassalo do Bolsonaro".

No jornal apresentado por Thiago Uberreich e Adriana Reid, Doria foi convidado para se defender das críticas de Constantino a respeito da fase vermelha do Plano São Paulo, em que proíbe o funcionamento de serviços não essenciais para tentar evitar a proliferação do novo coronavírus durante a pandemia da Covid-19. Ele entrou ao vivo por telefone. 

"Muito obrigado, Thiago Uberreich e direção da Jovem Pan. Por dever de justiça, o mesmo tempo que Rodrigo Constantino nos fez críticas, nós usaremos para fazer a defesa, a defesa da vida, da ciência. E contrariar Rodrigo Constantino, um negacionista, ideólogo do [Jair] Bolsonaro, defensor de um governo homicida, como é o governo Bolsonaro", começou o político.

"Aliás, o mesmo Rodrigo Constantino que defendeu um estupro nas redes sociais, foi demitido da Jovem Pan e lamentavelmente voltou. Rodrigo Constantino, São Paulo defende a ciência, a saúde e a vida. Coisa que você e Jair Bolsonaro nunca fizeram, ao contrário, você e Bolsonaro sempre disseram que era uma gripezinha, um resfriadinho", alfinetou Doria.

"Hoje, o Brasil contabiliza mais de 225 mil mortos por uma pandemia que poderia ter tido seu efeito minimizado, se não tivéssemos um governo negacionista e jornalistas, aliás, pseudo-jornalistas como você, defendendo terraplanismo e a ideologia ao invés de defender o povo e a vida das pessoas", continuou ele. 

"Foi aqui em São Paulo, Rodrigo Constantino, que viabilizamos a vacina. Aquela que em várias vezes em comentários na Jovem Pan, você e Jair Bolsonaro desqualificaram, chamaram de 'vacina da China', 'vachina', 'vacina do Doria', mas é esta vacina, Rodrigo Constantino, que foi aprovada e qualificada pela Anvisa como uma vacina segura e eficaz", ressaltou.

"E é essa vacina que está salvando milhões de brasileiros e brasileiras, médicos que fazem o oposto do que você faz, médicos que protegem e ajudam a salvar vidas. Respeite os profissionais de saúde, respeite a vida, respeite a ciência. Respeite as famílias de 225 mil mortos", exigiu o rival político de Bolsonaro.

Em seguida, Doria agradeceu novamente o âncora e a Jovem Pan pelo espaço, mas avisou que gostaria de outro tempo de resposta caso houvesse uma tréplica de Constantino.

Resposta do jornalista

 Como o comentarista já estava no ar, ele começou a rebater o governante. "Pode ficar no ar para escutar, governador. Eu entendo que você tenha ficado tão emotivo assim, porque eu apresentei fatos. E você vem de novo com essa tentativa de monopolizar as virtudes, a ciência e me atacar", começou o funcionário da Jovem Pan.

"Quais fatos, Rodrigo Constantino, 225 mil mortos no país? Isso não é fato?", ironizou o estrevistado. "O fato é que São Paulo, se fosse um país, seria o décimo quarto pior do mundo, enquanto que o Brasil tá melhor", argumentou o comentarista. "Não é verdade, Rodrigo Constantino. Você que tem que ser mais democrático e verdadeiro", negou o ex-prefeito da cidade de São Paulo. 

Na sequência, os ânimos se exaltaram, e Constantino elevou o tom de voz. "Governador, quem não fala a verdade é você ao falar que eu defendi estupro e por isso fui demitido", criticou o jornalista. "Foi demitido da emissora por isso", repetiu o governador.

"Não, não foi por isso. Se eu tô aqui de volta isso fica meio evidente que a emissora reconhece que foi um erro das pessoas que me acusaram", avisou o colega de Uberreich. "Você não defendeu o estupro?", questionou Doria.

"Não, eu não defendi estupro coisa nenhuma, governador. Se você tivesse compromisso com os fatos e com a verdade, ao contrário de só pensar em 2022 e fazer discursos sensacionalistas, que acusa presidente de homicida, sendo que o seu Estado é um dos piores do país, o senhor ia ver que eu não defendo estupro coisa nenhuma. Isso é uma acusação muito séria", atacou Rodrigo, começando o bate-boca. 

"A população sabe quem é você, Rodrigo Constantino. Você é um extremista. Você não honra o jornalismo da rádio Jovem Pan. Você não honra os ouvintes da Jovem Pan. Você é um vassalo de Jair Bolsonaro, vá beijar as botas de Jair Bolsonaro", atacou Doria.

"Eu não tenho medo de você, governador. Eu não obedeço a ditadura chinesa, eu não tô nem aí pro governo, eu falo aqui a minha análise, independente das coisas que você não entende o que é. Porque você deve vassalar a ditadura chinesa, mais respeito", exigiu o analista político.

"Você é um aliado de Jair Bolsonaro, um terraplanista daquelas que não defendem a vida e a ciência", rebateu o político do PSDB. "Terraplanista? O senhor surtou, não vai ser eleito nem pra síndico em 2022, governador. Tenha o mínimo de compostura, tá falando com um jornalista", gritou Constantino.

"A compostura que eu tenho é a que você não tem, desrespeitando a vida de 225 mil pessoas que morreram com a Covid-19. E milhares ainda estão hospitalizados", afirmou o governador. 

"Que vida? Morreram mais na Argentina em termos relativos. Isso é culpa do Bolsonaro, por acaso? Portugal falta oxigênio, isso é culpa do Bolsonaro também? O senhor só pensa em narrativa política, eleitoreira. Eu tô aqui pra fazer análise pensando no povo brasileiro", exagerou o radialista. "Ah, tá. No povo brasileiro? Tá bom, tá bom", disse João Doria, em tom de deboche.

"Você sempre defendeu o povo brasileiro? Com compaixão, com a visão plena, a visão democrática? Você não passa de um vassalo do Bolsonaro, você é uma vergonha. Você que não tem compostura, você deveria ter vergonha das coisas que você fala na rádio Jovem Pan. Você não tem compostura, assim quando você postou sobre estupro e foi demitido da rádio Jovem Pan", repetiu.

Ameaça de processo

Antes do embate chegar ao fim, Rodrigo Constantino avisou que irá processar João Doria pelas acusações de defender estupro. O governador de São Paulo lamentou a discussão permitida pela rádio.

"É uma pena que a rádio Jovem Pan, com uma tradição de tantos anos de bom jornalismo, tenha em seu grupo de comentaristas uma figura desastrosa como o Rodrigo Constantino", declarou o político, que desligou o telefone.

"Deu um show. Isso não é debate, não é democracia. É a figura autoritária de um governador decadente. O Estado dele tá precisando de um pouco mais de gestão", encerrou o comentarista. 

Confira a íntegra do Jornal da Manhã:

Demissão da Jovem Pan

Rodrigo Constantino foi demitido da Jovem Pan após fazer declarações controversas sobre o caso de estupro envolvendo Mariana Ferrer. Na ocasião, ele disse que se sua filha fosse estuprada em circunstâncias que não aprovasse, ele não denunciaria os estupradores e ainda a colocaria de castigo. A fala gerou repercussão negativa na web, de internautas e jornalistas.

Constantino também perdeu o emprego de comentarista no Grupo Record na época, mas recentemente ele voltou à programação para cobrir as férias de Augusto Nunes e José Maria Trindade no programa Os Pingos nos Is. Ele foi recontratado pela rádio dois meses após ter sido demitido, em 4 de novembro.


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