SUMMER SEASON 2020

De Dirty John a Fifagate; cinco apostas da nova safra de séries

Divulgação/USA Network

Em um ambiente verdejante, os atores Christian Slater e Amanda Peet trocam olhares em cena de Dirty John

Christian Slater e Amanda Peet em cena da segunda temporada de Dirty John; novo crime passional real

JOÃO DA PAZ - Publicado em 01/06/2020, às 05h25

A temporada do meio do ano da TV americana entre junho e agosto, chamada de summer season, terá em 2020 séries que escaparam do novo coronavírus (Covid-19), finalizadas antes da quarentena que paralisa Hollywood desde março. E vêm aí boas novidades, como a segunda temporada de Dirty John (USA Network) e El Presidente (Amazon), atração sobre um dos maiores escândalos do futebol mundial, batizado de Fifagate.

Os telespectadores vão ficar de olho na série Love, Victor, da plataforma Hulu, para observar o que a trama tem de tão controverso para ser rejeitada pelo Disney+, o streaming da Disney. Já a HBO vem com Perry Mason, minissérie que revive o famoso advogado, um clássico da TV dos Estados Unidos. E há ainda a estreia de Ethan Hawke como protagonista em uma série, no canal Showtime.

Saiba mais sobre essas cinco apostas da summer season de 2020:

divulgação/USA Network

A atriz Amanda Peet vive uma dona de casa assassina na segunda temporada de Dirty John


Dirty John, 2 de junho

Série que assombrou e conquistou telespectadores brasileiros no ano passado, Dirty John volta com a segunda temporada na terça-feira (2), no canal americano USA Network. Permanece a ideia de encenar uma história trágica de amor baseada em fatos reais. Desta vez, Christian Slater (Mr. Robot) e Amanda Peet (Togetherness) são os protagonistas.

O subtítulo dessa temporada é The Betty Broderick Story (A História de Betty Broderick). Amanda interpreta Betty, a dona de casa assassina que matou o ex-marido, Daniel (Slater), e a segunda mulher dele, Linda (Rachel Keller), no fim da década de 1980. O duplo homicídio foi um dos assassinatos mais midiáticos da história dos Estados Unidos, rotulado pela lendária apresentadora Oprah Winfey como "o divórcio mais bagunçado da América".

Divulgação/Amazon

Sem a cabeleira e o bigodão de Pablo Escobar, Andrés Parra é um cartola em El Presidente


El Presidente, 5 de junho

O escândalo batizado de Fifagate, um caso de corrupção na entidade máxima de futebol (a Fifa) envolvendo cartolas do mundo todo do esporte bretão no ano de 2015, ganhou uma adaptação de peso na Amazon.

O criador da série é o argentino Armando Bó, vencedor do Oscar por Birdman (2014). O protagonista é Andrés Parra, o traficante Pablo Escobar (1949-1993) do drama colombiano Pablo Escobar: O Senhor do Tráfico. E Karla Souza, a Laurel de How to Get Away with Murder (2014-2020), é integrante do elenco fixo.

No centro da história não estão os figurões da Fifa, mas sim Sergio Jadue (Parra), presidente um tanto quanto irrelevante de um time da segunda divisão do futebol chileno. A trama vai mostrar como ele saiu do anonimato para se destacar na América Latina e ser fundamental na conspiração que abalou o mundo, amarrado em um suborno na casa dos US$ 150 milhões (R$ 800 milhões).

divulgação/HULU

O jovem Michael Cimino é o protagonista da série adolescente Love, Victor, da plataforma Hulu


Love, Victor, 19 de junho

A série Love, Victor ganhou uma publicidade extra por linhas tortas, além de carregar o peso de ser baseada no pioneiro filme Com Amor, Simon (2018), sobre um romance entre dois adolescentes gays. Tudo porque a atração seria disponibilizada no streaming Disney+, mas foi dispensada pela Disney, por ter uma trama muito adulta, com cenas de consumo de álcool e teor sexual.

Logo, se criou a curiosidade de assistir a essa série para ver o que ela tem de tão polêmico assim. A história acompanha a jornada de autodescoberta de Victor (Michael Cimino), novo aluno da escola Creekwood, que busca se adaptar enquanto lida com seus desejos. Sophia Bush, de Chicago P.D., está no elenco.

Divulgação/HBO

Conhecido por The Americans, Matthew Rhys é o protagonista da minissérie Perry Mason


Perry Mason, 21 de junho

Popular nos Estados Unidos, o advogado Perry Mason não goza da mesma fama no Brasil. Mas que tal o nome Pede Mais Um? Foi assim que o Seu Madruga (Ramón Valdés), de Chaves (1973-1980), se referiu ao personagem da série clássica homônima, no episódio memorável do humorístico sobre um tribunal na cozinha da Dona Florinda (Florinda Meza), feito para condenarem ou absolverem Chaves (Roberto Bolaños) pelo atropelamento de um massacote (quer dizer, de um gato).

A HBO assumiu a responsabilidade de fazer uma nova versão de Perry Mason (1957-1966, exibida no Brasil pela Record). O protagonismo ficou com Matthew Rhys (The Americans), na pele do advogado criminalista que trabalha em caso escandaloso, um sequestro de uma criança em Los Angeles, nos anos 1930. O elenco ainda conta com Tatiana Maslany (Orphan Black), vencedora do Emmy.

Reprodução/Showtime

Barbudo e descabelado, Ethan Hawke vive um abolicionista no drama The Good Lord Bird


The Good Lord Bird, 9 de agosto

Duas vezes indicado ao Oscar como ator e outros duas como roterista, Ethan Hawke estreia como protagonista na TV em uma minissérie do canal Showtime, chamada de The Good Lord Brid, baseada em um livro homônimo premiado. A história é ambientada nos Estados Unidos pré-Guerra Civil (1861-1865). Além de atuar, Hawke criou a trama e ajudou a produzi-la.

O papel do ator é do abolicionista John Brown (1800-1859), que liderou um grupo armado na luta pelo fim da escravidão dos negros. Outros pessoas reais daquela época serão retratadas, como o também abolicionista Frederick Douglass (1817-1895) , vivido por Daveed Diggs, de Expresso do Amanhã. E o general James Ewell Brown "Jeb" Stuart (1833-1864), interpretado por Wyatt Russell (Lodge 49).

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