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Netflix compra filmes barrados por Covid, mas chefão ainda prefere ir ao cinema

Niko Tavernise/Netflix

Com camisa social, Eddie Redmayne fala com a imprensa em cena de Os 7 de Chicago

Eddie Redmayne em Os 7 de Chicago, filme comprado pela Netflix após pandemia impedir estreia no cinema

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 22/10/2020 - 7h05

Além de paralisar a indústria do entretenimento durante meses, a pandemia do novo coronavírus também fechou cinemas do mundo todo e adiou ou cancelou lançamentos de vários filmes, de blockbusters a longas feitos para o Oscar. Sem salas para exibição, muitos deles foram parar na Netflix --mas Ted Sarandos, chefe de conteúdo da plataforma, ainda prefere a experiência de ir a um multiplex com o balde de pipoca na mão.

"Eu acho que no momento que os cinemas reabrirem, as pessoas vão voltar a frequentá-los. Espero que isso aconteça, pois eu mesmo sou fã [desse tipo de atividade]. Acho que o público sente falta dessa interação social, de sair e ver um filme junto com uma plateia", apostou ele durante a reunião trimestral com acionistas realizada nesta semana.

Entre os filmes que seriam exibidos no circuito neste ano e foram parar diretamente na Netflix por causa da Covid-19 estão o sucesso Enola Holmes (produção da Warner Bros.) e o drama Os 7 de Chicago (vendido pela Paramount Pictures), que tem tudo para fazer bonito nas premiações do ano que vem). Em 5 de novembro, as crianças e os jovens serão prestigiados com a animação Bob Esponja: O Incrível Resgate (também da Paramount).

Concorrentes seguiram a mesma estratégia. A Disney deixou de exibir Artemis Fowl, Clouds e o musical Hamilton nos cinemas e os colocou direto no Disney+, que chega no Brasil em novembro. A empresa ainda bolou um esquema diferente com a superprodução Mulan --assinantes do streaming têm que pagar extra para ver a aventura chinesa até ela ficar disponível de graça, em dezembro.

Já o Prime Video estreia nesta sexta (23) a comédia Borat: Fita de Cinema Seguinte, continuação do premiado filme de 2006, uma produção da Four by Two Films. A plataforma da Amazon também adquiriu os direitos de exibição de Um Príncipe em Nova York 2, comédia que retoma o personagem clássico de Eddie Murphy 32 anos depois --o lançamento está marcado para 18 de dezembro.

"Digamos que é um 'oportunismo' a curto prazo. O desejo dos consumidores de verem filmes inéditos em casa cresceu por causa da pandemia, e nós estamos os satisfazendo. Mas eu não duvido que os cinemas vão reabrir, e o público vai voltar com tudo. Então não vejo uma mudança radical nos padrões de consumo", resumiu Sarandos na reunião de terça-feira (20).

O chefão da Netflix não descartou, no entanto, que a plataforma venha a adquirir mais filmes prontos no futuro --além dos projetos originais que ela já desenvolve por conta própria.

"Nós temos um planejamento bem saudável para 2021 e 2022. E estaremos em outras mesas de negociação também. Mas eu acho que os estúdios vão mudar essa abordagem em breve. Nesta semana, no Japão, os cinemas reabriram totalmente, e com 100% de ocupação. Então acho que os executivos vão avaliar o impacto mundial e aí vão decidir o que fazer com os projetos dos próximos anos. Vamos comprar alguns, não todos, mas estaremos de olho", finalizou o responsável pelo conteúdo da plataforma.

Confira o trailer de Bob Esponja: O Incrível Resgate, que estreia no dia 5:


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