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HERÓIS IMPROVÁVEIS

Hilário e violento, O Esquadrão Suicida ressuscita a DC na luta contra a Marvel

Divulgação/Warner Bros.

David Dastmalchian, John Cena, Idris Elba e Daniela Melchior em cena do filme O Esquadrão Suicida

David Dastmalchian, John Cena, Idris Elba e Daniela Melchior em O Esquadrão Suicida

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 5/8/2021 - 6h20

Principal estreia da DC Comics em 2021, O Esquadrão Suicida chega aos cinemas nesta quinta-feira (5) com potencial para colocar o estúdio de volta na disputa contra contra a Marvel. Hilário e violento, o longa dirigido por James Gunn (Guardiões da Galáxia) ressuscita uma franquia que parecia perdida depois do fracasso do filme de 2016.

Detonada pela concorrência com a Marvel, que soube criar um universo compartilhado bem estabelecido entre 24 filmes e as três séries já lançadas no Disney+, a DC tem usado os últimos anos para se reinventar.

O fracasso de crítica com Esquadrão Suicida (2016), Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016) e Liga da Justiça (2017) fez com que o estúdio deixasse de lado a ideia de histórias interligadas e focasse em aventuras solos de seus heróis mais famosos.

Com a decisão, Mulher-Maravilha, Aquaman e Shazam ganharam filmes que, apesar de funcionarem dentro de um mesmo contexto, pouco usaram de referências ou citações a filmes anteriores para sobreviver. O bom resultado nas bilheterias e o aceno positivo dos críticos mostraram que o caminho para um universo compartilhado parecia cada vez mais distante.

Isso fez com que a DC optasse por dar chances a narrativas mais "fora da casinha" do que os fãs estavam acostumados. Essa mente aberta deu origem ao premiado Coringa (2019), que rendeu um Oscar de atuação para Joaquin Phoenix, abriu as portas para um novo Batman estrelado por Robert Pattinson e incentivou o estúdio a dar carta branca para James Gunn criar a própria história para os vilões "desajustados" de Esquadrão Suicida.

Em mais de uma oportunidade, o diretor afirmou que seu filme serve como continuação e reboot do longa dirigido por David Ayer. Isso é explicado logo no início da trama: os personagens que retornam do antecessor (vividos por Margot Robbie, Joel Kinnaman, Viola Davis e Jai Courtney) já se conhecem, mas nada do que viveram juntos é citado ou referenciado.

DIVULGAÇÃO/WARNER bros

Margot Robbie retorna como Arlequina

Após tirar o elefante branco da sala e esclarecer onde O Esquadrão Suicida está situado em sua linha temporal, Gunn não perde tempo e apresenta os novos personagens que passarão a integrar o grupo de vilões e topam participar de ações ultrassecretas do governo dos Estados Unidos para diminuir a sua pena na prisão. Desta vez, eles precisam derrubar um ditador que deu um golpe para comandar a fictícia ilha de Corto Maltese.

Como já diz o nome da equipe, a nova missão imposta por Amanda Waller (Viola Davis) é praticamente suicida. O chamado Esquadrão precisa enfrentar um exército liderado pelo vilão e impedir que ele use experimentos feitos em um monstro extraterrestre contra os EUA e outros países.

Com um elenco muito maior do que o do filme original, Gunn permite que mesmo aqueles atores que foram escalados apenas para morrer de maneira magistral tenham seus momentos de brilho. O próprio diretor disse anteriormente que os fãs não devem se apegar a ninguém ao assistir ao filme, e cumpre a sua promessa de forma surpreendente.

Dos novos rostos, aqueles que ganham mais destaque são Sanguinário (Idris Elba), Bolinha (David Dastmalchian), Pacificador (John Cena), Tubarão-Rei (Sylvester Stallone) e Caça-Rato 2 (Daniela Melchior), a última sendo o coração da equipe e, por consequência, do filme. Margot Robbie e Joel Kinnaman retornam em versões melhores de seus personagens, com a atriz dando vida a uma Arlequina muito menos sexualizada e mais imponente do que a versão de 2016.

O investimento em tantos personagens faz com que poucos sejam aqueles que, ao final do longa, pareçam subaproveitados. A mente de Gunn os coloca em situações tão insanas quanto engraçadas, o que torna O Esquadrão Suicida mais do que um típico filme de super-heróis e mais uma sátira do gênero que também não precisa carregar o fardo de tornar seus personagens puramente heroicos.

Ao deixar Gunn livre para criar o que quisesse, a Warner/DC mostra que aprendeu (pelo menos por enquanto) com as porradas recebidas nos anos anteriores e que deixará seus cineastas e idealizadores trabalharem para entregar o melhor produto possível. Se O Esquadrão Suicida for o marco de um novo começo para o estúdio, o caminho com certeza será mais florido do que estava destinado a ser.

Assista ao trailer de O Esquadrão Suicida:


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