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APOSTA OUSADA

Ao tentar agradar a fãs, Warner pode enterrar Universo DC com Liga da Justiça

Divulgação/Warner Bros.

Ben Affleck, Henry Cavill e Gal Gadot respectivamente como Batman, Superman e Mulher Maravilha em Liga da Justiça (2017)

Ben Affleck, Henry Cavill e Gal Gadot em Liga da Justiça; trio pode testemunhar o fim do Universo DC

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 1/10/2020 - 6h55

O anúncio de que o diretor Zack Snyder gravará cenas adicionais de sua versão de Liga da Justiça (2017) para o HBO Max reacendeu um debate no mundo do entretenimento: estaria a Warner apostando alto demais ao ressuscitar uma franquia que já estava "morta" há três anos? O questionamento é pertinente pois, com um novo fracasso, o estúdio pode enterrar de vez o Universo DC nos cinemas.

A decisão da Warner Bros. teve o intuito de atender a enorme campanha dos fãs feita nos últimos anos para que o mundo pudesse testemunhar como seria o chamado Snyder's Cut (nome dado nos Estados Unidos à versão de Snyder). O diretor, inclusive, colaborou com os pedidos ao divulgar com frequência cenas e artes que estariam inclusas em seu filme.

Mesmo que parte do público esteja interessado em ver como seria a trama original do longa, o estúdio há de saber os riscos de sua decisão. De acordo com a Forbes, cerca de US$ 70 milhões (R$ 394 milhões) serão investidos nas novas filmagens, programadas para ocorrerem em outubro. O valor inclui uma semana de gravações e novos trabalhos de pós-produção.

O sinal positivo da Warner para que tal valor seja usado na conclusão do filme mostra como o estúdio vê com otimismo o retorno do público. Para comparação, é mais do que o total investido em Coringa (2019), que custou pelo menos US$ 55 milhões (R$ 310 milhões) para uma bilheteria de pouco mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,6 bilhões). O longa rendeu o Oscar de melhor ator para Joaquin Phoenix e se tornou a produção baseada em quadrinhos mais rentável (considerados o investimento e o retorno) da história.

Seria uma espécie de redenção após o fracasso de Liga da Justiça nos cinemas, que fez "apenas" US$ 657 milhões (R$ 3,7 bilhões) na bilheteria mundial, além de receber inúmeras críticas negativas da imprensa. No entanto, tanto o estúdio quanto o público pareciam já terem superado a produção.

Mulher-Maravilha, Aquaman e Shazam tiveram boa recepção com suas aventuras solo. O Batman de Ben Affleck foi substituído pela versão de Robert Pattinson, que já está com as filmagens em andamento e lançamento previsto para 2021, o mesmo ano que o HBO Max reservou para o Snyder's Cut.

Os sucessos que surgiram após o lançamento do filme, que ficou nas mãos de Joss Whedon após a saída de Snyder na metade das gravações, também indicavam o aprendizado da Warner para lidar com esse universo.

Não só os filmes solos dos heróis tiveram retornos positivos. O derivado focado em Arlequina (Margot Robbie), após as críticas de Esquadrão Suicida (2016), também foi bem recebido. O Esquadrão, inclusive, ganhará uma sequência que servirá como continuação e reboot para a franquia --com a participação de alguns atores do original. Até Ben Affleck vestirá novamente a capa do Homem-Morcego para fazer a sua despedida no vindouro filme do Flash.

Uma nova "derrota" de Liga da Justiça pode significar o fim da reunião dos maiores heróis da DC no cinema e marcar negativamente a carreira de Snyder. Joel Schumacher (1939-2020), cineasta com currículo respeitável em Hollywood, foi lembrado até o final de sua vida pelos infames filmes do Batman estrelados por Val Kilmer e George Clooney, em 1995 e 1997.

Se o Snyder's Cut vai enterrar ou dar uma sobrevida ao Universo DC, o público só saberá no ano que vem. Ainda sem data confirmada, a produção chega ao HBO Max dividida em quatro partes com uma hora cada. Confira o trailer:


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