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EX-SECRETÁRIA

Exonerada, Regina Duarte comenta fim do 'casamento' com Bolsonaro: 'Ufa'

REPRODUÇÃO/CNN BRASIL

Imagem de Regina Duarte durante a cerimônia de posse como Secretária Especial da Cultura

Regina Duarte em cerimônia de posse como Secretária Especial da Cultura; atriz foi exonerada do cargo

REDAÇÃO

Publicado em 10/6/2020 - 10h05

O "casamento" entre Regina Duarte e Jair Bolsonaro acabou oficialmente nesta quarta-feira (10) após a exoneração da ex-atriz ser publicada no Diário Oficial da União. A artista deixou o cargo na Secretaria Especial da Cultura 20 dias depois de ter a saída do governo anunciada pelo presidente. No Instagram, a ex-secretária comentou a demissão e publicou a imagem do comunicado. "Deu-se! Ufa", escreveu ela.

Na última sexta (5), Regina causou confusão ao afirmar nas redes sociais que seguiria no cargo e disse que a prova disso seria a convocação do Ministério do Turismo para um projeto em conjunto, que não chegou a ser confirmado oficialmente pelo órgão. Ao mesmo tempo em que contou que ficaria, a ex-funcionária da Globo afirmou que sua falta de experiência política havia sido crucial para a saída da pasta.

A passagem de Regina Duarte pelo cargo foi envolvida em polêmicas. Entre elas, a entrevista que a artista deu ao vivo na CNN Brasil, na qual cantou músicas da época da Ditadura Militar no Brasil, desdenhou das mortes por Covid-19 no país e deu um chilique ao se deparar com um vídeo em que Maitê Proença aparece cobrando atitudes dela como secretária.

Regina assumiu o cargo em março deste ano e não completou nem três meses no emprego. Confira a publicação da atriz:

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Deu-se ! #ufa ! ☺️🎭🎼🎵🎶💖😉🙏🇧🇷

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Trajetória na política

Desde que Bolsonaro lançou sua candidatura para a presidência em 2018, contou com o apoio de Regina Duarte, contrariando diversos artistas. No entanto, o convite para que ela assumisse a Secretaria Especial da Cultura aconteceu mais de um ano depois de sua posse. O então secretário, Roberto Alvim, foi demitido do cargo por fazer um discurso semelhante ao de um ministro de Adolf Hitler.

Assim que a atriz aceitou o convite do presidente, teve o contrato com a Globo encerrado após mais de 50 anos de trabalho. A decisão da artista foi criticada por diversos ex-colegas da emissora, que não concordam com o posicionamento de Bolsonaro.

Ao longo dos dois meses na função política, a agora ex-secretária acumulou polêmicas desde a não publicação de notas oficiais sobre a morte de artistas brasileiros, até a falta de uma postura sobre como a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) afetou a classe artística.

O estopim das críticas --não só por parte dos artistas-- foram as declarações polêmicas da atriz durante a entrevista na CNN Brasil. Nela, Regina minimizou os assassinatos e torturas que aconteceram durante o regime militar no Brasil ao dizer que não queria "arrastar um cemitério nas costas", após cantar a música Pra Frente Brasil. 

Ainda durante a entrevista, ela afirmou que não viraria um obituário ao ser questionada sobre a pandemia da Covid-19 e se recusou a assistir um vídeo gravado por Maitê Proença. Ao ver a irritação da artista, o jornalista Daniel Adjuto encerrou a conversa ao vivo.

No início de maio, Regina ainda virou piada nas redes socias por conta de uma reportagem do Jornal Nacional sobre a possível demissão dela da secretaria. Chamada de "ex-atriz" pela repórter Delis Ortiz, os telespectadores do noticiário da Globo começaram a especular sobre seu futuro após a saída do governo de Jair Bolsonaro. Muitos especularam se ela estaria a caminho da Record.

O "divórcio" de Regina e Bolsonaro foi anunciado em 20 de maio em um vídeo publicado nas redes sociais oficiais do político. O presidente afirmou que a ex-secretaria continuaria trabalhando para o governo no comando da Cinemateca, em São Paulo.

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