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SECRETÁRIA DA CULTURA

'Noiva' de Bolsonaro, Regina Duarte não fará falta à Globo; saiba por quê

Reprodução/Instagram

Regina Duarte com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Luiz Ramos

Regina Duarte com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Luiz Ramos: sem trabalho à vista na Globo

DANIEL CASTRO

dcastro@noticiasdatv.com

Publicado em 22/1/2020 - 5h51
Atualizado em 22/1/2020 - 11h28

Convidada pelo presidente Jair Bolsonaro a assumir a Secretaria Especial da Cultura, Regina Duarte não fará nenhuma falta à Globo. O Notícias da TV apurou que, embora tenha contrato vigente com a emissora, a atriz não está escalada para nenhuma novela ou série a ser produzida neste ano. Ela também não está entre os profissionais "reservados" para produções a partir de 2021.

Nome do primeiro time da teledramaturgia da Globo desde o final dos anos 1960, Regina Duarte perdeu esse status nos últimos dez anos. Sua última protagonista foi a médica Helena Camargo Varela, de Páginas da Vida, escrita por Manoel Carlos e exibida pela Globo entre julho de 2006 e março de 2007.

Depois de sua terceira Helena de Manoel Carlos, Regina Duarte até que defendeu bons papéis, mas eram todos coadjuvantes, como a lésbica Esther Viana, que gerou dois filhos artificialmente em Sete Vidas (2015), uma personagem que certamente reprovaria seu "namoro" com Bolsonaro.

A atriz de 72 anos não dá as caras nas novelas da Globo desde março de 2018, quando se encerrou Tempo de Amar (2017), trama das seis em que interpretava uma dona de bordel do bem e progressista.

Embora não seja mais lembrada por autores e diretores como era até a virada do século, Regina pertence ao cada vez mais seleto grupo de atores que a Globo faz questão de manter contratados mesmo sem ter trabalho para eles. Nos últimos anos, a emissora adotou uma política de redução de gastos que custou o emprego de estrelas do porte de Malu Mader e Maitê Proença, consideradas pouco produtivas.

Ícones da TV

A Globo mantém Regina contratada por gratidão, segundo uma alta fonte na emissora. Ela faz parte do "patrimônio moral" da emissora, tal qual Fernanda Montenegro, Lima Duarte e Tony Ramos.

Intitulada "namoradinha do Brasil" nos anos 1970, a atriz foi muito importante para a consolidação da emissora como líder de audiência. Sua imagem está associada à renovação do gênero telenovela, no final da década de 1960. Em seu currículo, ela tem personagens inesquecíveis, como a Viúva Porcina de Roque Santeiro (1985) e a Maria do Carmo de Rainha da Sucata (1990).

Simpatizante de Bolsonaro desde a campanha, em 2018, Regina foi convidada a ser secretária especial da Cultura na última sexta (17), após o então titular da pasta, Roberto Alvim, postar um vídeo em que plagiava o ministro da propaganda de Adolf Hitler (1889-1945). Regina ainda não aceitou o convite, mas topou fazer um "teste" a partir desta quarta-feira (22).

Se passar no teste e transformar o "noivado" com Bolsonaro em "casamento", a atriz terá de pedir a "suspensão" de seu contrato com a Globo, conforme nota lida por William Bonner no Jornal Nacional de segunda-feira (20). As normas da emissora não permitem que seus contratados ocupem cargos públicos.


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