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HOJE É UM NOVO DIA...

Neto de Roberto Marinho assume a Globo de olho em 'modelo Big Brother' para a TV

JOÃO COTTA e SERGIO ZALIS/TV GLOBO

Montagem de fotos com o apresentador Tadeu Schmidt e o executivo Paulo Marinho

Tadeu Schmidt vai apresentar o BBB; reality é modelo positivo para Paulo Marinho, novo chefão da Globo

VINÍCIUS ANDRADE

vinicius@noticiasdatv.com

Publicado em 17/10/2021 - 6h40

Neto de Roberto Marinho (1904-2003), Paulo Daudt Marinho vai assumir o cargo de presidente da Globo em fevereiro de 2022. O empresário de 44 anos será o mandachuva de todo o conteúdo da empresa e só terá o tio, João Roberto Marinho, acima dele na linha hierárquica da companhia. O novo chefão pretende dar continuidade ao "modelo Big Brother" de programas multiplataforma e investir em parcerias para produções internacionais.

As mudanças no comando da Globo foram anunciadas na última semana e são mais um passo nas "transformações" pelas quais o Grupo Globo tem passado nos últimos anos.

Jorge Nóbrega, executivo responsável pela maior reviravolta já enfrentada pela Globo, com fusões de empresas e demissões de milhares de profissionais, vai deixar a presidência do Grupo Globo (que envolve Globo, Editora Globo, Sistema Globo de Rádio, Globo Ventures e Fundação Roberto Marinho) no fim de janeiro, após quatro anos no cargo. Ele será substituído por João Roberto Marinho.

O herdeiro do fundador da emissora já é presidente do conselho de administração, além de comandar o conselho editorial e o comitê institucional. Nóbrega continuará na empresa como um dos conselheiros.

Na prática, quem comandará o dia a dia do maior conglomerado de comunicação da América Latina será Paulo Marinho. Desde o ano passado, ele já é diretor de Canais da Globo, posição que envolve TV aberta, por assinatura e a rede de afiliadas.

Agora, ele passará a ser o responsável pela seguinte estrutura: a TV Globo; os 26 canais por assinatura; o Globoplay; e os serviços e produtos digitais, como o G1 no jornalismo, o GE.globo no esporte e o Gshow no entretenimento, entre outros.

Modelo Big Brother Brasil

Quais são os planos do novo todo-poderoso da empresa? Paulo Marinho não é muito de conceder entrevistas, mas em um raro encontro com a imprensa durante o PayTV Forum, em agosto, ele deu algumas pistas de como pensa o mercado. O conteúdo foi resgatado pelo site Tela Viva, organizador do evento.

Um dos pontos mencionados pelo executivo é o sucesso do "modelo Big Brother": um programa exibido na TV aberta, com capacidade para aumentar a audiência não só da Globo, mas de diferentes plataformas que se alimentam dele:

Por mais que exista uma ampliação de ambientes, quando analisamos uma propriedade como o Big Brother no conjunto da obra, as audiências vêm se ampliando, então também há uma complementaridade nesse sentido. Quanto mais se tem ambientes de consumo, mais a audiência se fortalece em cada plataforma individualmente.

Além de ser o maior ibope pós-novela das nove da Globo no ano e impulsionar toda a grade da emissora, o BBB também bate recordes de consumo no Globoplay, aumenta a audiência do Multishow na TV paga e faz os sites da Globo terem mais cliques por conta das votações de paredão. Segundo Marinho, um dos objetivos da unificação feita pela empresa nos últimos anos era gerar esse efeito com diferentes atrações.

DIVULGAÇÃO/JAYME MONJARDIM/TV GLOBO

Sophie Charlotte na série Anjo de Hamburgo

Concorrência forte

Apesar de gigantes internacionais como Netflix, Amazon e Disney terem aumentado a produção de conteúdos brasileiros, com contratação de nomes que se consagraram na Globo, Paulo Marinho entende que o diferencial de sua empresa é o conhecimento que ela tem do público consumidor.

Atualmente, a emissora conta com uma base de mais de 100 milhões de usuários em suas plataformas, com dados que ajudam a identificar os gostos dessa audiência. Leia um trecho da entrevista do executivo abaixo:

Aprendemos que, mesmo nesse jogo global e de grande escala, o conteúdo local tem um valor muito importante --e a Globo se posiciona fortemente nessa frente. Recentemente, fizemos investimentos nesse sentido, ampliando estúdios [com a inauguração do MG4] e capacidade em termos de tecnologia e inovação voltada para a produção de conteúdo. Temos um conhecimento dos hábitos de consumo dos brasileiros e uma sintonia com a sociedade muito importante, fortalecida agora com nossa maior capacidade de entendimento de dados de comportamento.

Parcerias internacionais

O investimento em conteúdo local não fará a Globo abrir mão de tentar desbravar o mercado internacional. Atualmente, a empresa tem uma parceria com a Sony Pictures Television para fazer ao menos duas séries dramáticas em língua inglesa: uma delas é Anjo de Hamburgo, dirigida por Jayme Monjardim; a outra é Rio Connection, protagonizada por Marina Ruy Barbosa.

Marinho afirmou que o principal negócio da Globo com o exterior ainda é a exportação de conteúdos como novelas, mas que novas parcerias devem acontecer em breve. Além disso, o objetivo é ampliar o alcance do Globoplay.

"A estratégia ainda está voltada para a venda de conteúdos, mas podemos ter novidades em coprodução. Esse é um caminho que está aberto e é bem provável que tenhamos alguns movimentos nesse sentido", admitiu ele.

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