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OPINIÃO

Nem encurtada Fina Estampa fica boa: Cinco provas de que a novela é uma bomba

ALEX CARVALHO/ TV GLOBO

Os atores Lilia Cabral e Caio Castro caracterizados como seus personagens na novela das oito Fina Estampa

Griselda (Lilia Cabral) e Antenor (Caio Castro) são mãe e filho em Fina Estampa

RAPHAEL SCIRE

Publicado em 20/4/2020 - 6h15

Para dar mais dinamismo à reprise de Fina Estampa, a Globo passou a tesoura nos capítulos e tirou a gordura desnecessária de cenas em núcleos pouco importantes. Mas nem assim a atual titular das nove consegue melhorar. A única coisa a se comemorar é seu desempenho, que já supera o ibope da antecessora, Amor de Mãe.

O sucesso é compreensível: a novela entra no ar logo depois de um Jornal Nacional quente com notícias sobre a pandemia de coronavírus e é seguida por uma edição bastante dinâmica do Big Brother Brasil. Fora isso, há o fator inércia: mais gente em casa e mais televisores ligados inevitavelmente aumentam qualquer audiência.

Mas, se no quesito números a trama de Aguinaldo Silva não faz feio, o mesmo não pode ser dito da qualidade de sua história. Confira cinco provas de que Fina Estampa é uma grande bomba:

joão miguel júnior/tv globo

Adriana Birolli e Caio Castro são o casal jovem principal de Fina Estampa; atuações ruins


Atuações

Fina Estampa é um festival de atuações constrangedoras. De uma época em que a Globo não se preocupava tanto em fazer um trabalho de preparação de elenco, a novela apresenta um desfile nada invejável de canastrões: Adriana Birolli (Patrícia), Paulo Rocha (Guaracy), Caio Castro (Antenor) e Malvino Salvador (Quinzé) são alguns dos que têm um desempenho sofrível, para desespero do público.

aLEX CARVALHO/TV GLOBO

De maneira grosseira e gratuita, Crô (Marcelo Serrado) foi maltratado por muitos personagens


Velha nos costumes

Ambientada em 2011, a novela apresenta situações bastante desprezíveis hoje em dia, como o machismo de Quinzé e toda a sorte de comentários homofóbicos destinados a Crô (Marcelo Serrado). Esse é o ponto mais crítico da história. É certo que são problemas que existem ainda hoje, mas a abordagem da trama em relação a eles passa longe do exemplar e beira a gratuidade --Crô, por exemplo, é agredido verbalmente quase que diariamente e reage passivamente.

joão miguel júnior/tv globo

Crô e Tereza Cristina (Christiane Torloni) exageram em seus trejeitos; falta nuances ao elenco


Caricaturas

Crô, sem dúvida, é o melhor exemplo de personagem caricato de Fina Estampa, mas ele não está só. Griselda (Lilia Cabral), masculinizada, e Tereza Cristina (Christiane Torloni), espalhafatosa, também não ficam atrás nos trejeitos e exageros. Na trama, os personagens não têm nuances, deixando muito evidente quem é quem. Com isso, o público se livra do esforço de um raciocínio mínimo e perde a chance de contemplar uma boa história.

ESTevam avellar/tv globo

Griselda e Tereza Cristina, a mocinha e a vilã de Fina Estampa, em cena de embate grandioso


Direção e caracterização

Envelhecida, a direção de Wolf Maya abusa de recursos dignos de novela dos anos 2000, como os efeitos de transição entre as cenas. A fotografia também não tem um mínimo de refinamento. A caracterização é um show à parte --Christiane Torloni com lentes de contato é algo completamente desnecessário. A impressão é a de que a produção de Fina Estampa padecia de verbas, ou então era só descuidada mesmo.

Estevam avellar e  renato rocha miranda/tv globo

Eva Wilma (à esq.) e Arlete Salles (à dir.) interpretam Íris e Vilma; mal aproveitadas na trama


Desperdício de talentos

Personagens essenciais para sustentar os mais de cem capítulos de uma novela, os coadjuvantes de Fina Estampa são dispensáveis --e, nesse ponto, a edição da reprise está se encarregando de eliminá-los aos poucos. Ainda assim, é de se lamentar o tanto de atores bons que fizeram figuração de luxo, com personagens muito aquém de seus talentos: Eva Wilma (Íris), Arlete Salles (Vilma), Renata Sorrah (Danielle) e Julia Lemmertz (Ester) são só alguns exemplos. 

Justiça seja feita, a única coisa boa em Fina Estampa é o fato de deixar Amor de Mãe, a titular afastada das nove, com um saldo mais positivo do que já tinha antes de ser interrompida. Em se tratando de dramaturgia, a trama de Aguinaldo Silva não chega aos pés da de Manuela Dias.


Este texto não reflete necessariamente a opinião do Notícias da TV.


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