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PAULO ROCHA

Em dose tripla, ator vira 'rei das reprises' e não dá a mínima para a superexposição

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Montagem com o ator Paulo Rocha como Avilez à direita em Novo Mundo, Dino de Totalmente Demais no centro, e Guaracy de Fina Estampa à esquerda

Paulo Rocha em cenas de Novo Mundo, Totalmente Demais e Fina Estampa: dose tripla na televisão

DANIEL FARAD, do Rio de Janeiro

Publicado em 24/3/2020 - 5h27

Paulo Rocha recebeu com espanto a notícia de que aparecerá em dose tripla na televisão a partir de segunda (30). Ele é o recordista entre os atores que estarão no ar em mais de uma daproduções reprisadas às pressas durante o surto de coronavírus (Covid-19). Apesar de permanecer no horário nobre da Globo durante quase cinco horas seguidas, o artista não se preocupa com o excesso de exposição. "Temos assuntos mais importantes nas mãos", pondera em entrevista ao Notícias da TV.

O galã, inclusive, já está há meses no ar como o advogado Felício em Éramos Seis. Antes mesmo do último capítulo do remake de Angela Chaves, ele deu as caras ontem (23) na estreia da reapresentação de Fina Estampa (2011), no papel do apaixonado Guaracy. Na semana que vem, ele surgirá como vilão nas tramas Totalmente Demais (2015) e Novo Mundo (2017).

"São só três personagens no meio de dezenas de outros, não sei se isso irá se traduzir numa superexposição. Não pensei muito nisso, porque temos questões mais importantes, com todos se adaptando a essa nova realidade que até três semanas seria um cenário ficcional. Não sei como vou reagir me assistindo no ar. Talvez ache engraçado", pondera.

Ele acredita que o público já se deu conta de que ele fará companhia a todos durante um longo tempo na quarentena. "As pessoas ainda estão bem focadas em Éramos Seis porque é um primor de novela, mas alguns já trouxeram reações sobre as reprises. São folhetins muito queridos do público", complementa o europeu.

divulgação/tv globo

Isabel (Giullia Buscacio) e Felício (Paulo Rocha) em sequência do remake de Angela Chaves


Através do oceano

Paulo preferiu permanecer no Brasil durante o período de isolamento voluntário ao lado da mulher, Juliana Pereira, e do filho, José Frederico, de 1 ano. "Tenho meu pai em Portugal, que está se cuidando. É um homem muito consciente. Mas é aqui que vou ficar, nesse lugar que se transformou no meu lar. Não acho que seja uma boa abandonar um país que me deu tanto nesse momento", afirma ele.

Diante da pandemia, o ator não vê motivos para comemorar o combo de trabalhos em exibição. "Nenhum de nós estava à espera, e obviamente foi uma medida de emergência. Eu prefiro ressaltar que a escolha deles [executivos da Globo] deve ter tido um critério mais interessante do que o sucesso que elas tiveram", analisa.

Em comum às três produções, o artista percebe que as histórias pretendem trazer mensagens de esperança em tempos sombrios. "Tudo isso tem um traço marcado na resiliência, na superação, na esperança. O momento é de luta e resguardo, então acho que as novelas vão passar esse recado para ajudar as pessoas nesse momento estranho que estamos vivendo", diz o intérprete.

Apesar da proporção de dois cafajestes para apenas um mocinho, o português acredita que Guaracy vai se destacar em meio às dificuldades pelo seu caráter. "Um ser humano com as suas características será bom em qualquer época. Acredito que existem valores nos seres humanos que geram sensações que são atemporais. Que resistem a uma série de modas e formas de pensar", conclui Rocha.

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