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OFENSAS

Com 'retardado' e 'perneta', Arthur exagera no capacitismo para xingar no BBB21

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

O instrutor de Crossfit e participante do BBB21 Arthur Picoli com uma placa escrita 'fraco(a)' colada em sua testa

Arthur Picoli no BBB21; o instrutor de crossfit tem feito comentários pejorativos sobre colegas

KELLY MIYASHIRO

kelly@noticiasdatv.com

Publicado em 3/3/2021 - 6h55

Salvo do paredão contra Projota e Lumena Aleluia na noite de terça (2), Arthur Picoli terá mais tempo para rever suas atitudes perante o público ou continuar exagerando no capacitismo para xingar seus colegas dentro do BBB21. O crossfiteiro já chamou Gilberto Nogueira de "retardado", Fiuk de "débil mental" e Caio Afiune, que está com o pé machucado por causa de um acidente em uma prova do reality show, de "perneta de merda".

Revoltado com as atitudes dos brothers que o colocaram indiretamente em dois paredões seguidos, o affair de Carla Diaz reproduziu ofensas capacitistas que estão enraizadas na cultura brasileira, conforme explica o influenciador digital de inclusão Ivan Baron ao Notícias da TV.

"Pessoas como o Arthur crescem ouvindo esses termos [pejorativos] sem saber que eles agridem outras pessoas. Eu acredito que não é apontando o dedo e chamando de preconceituoso ou capacitista que resolve, a gente precisa explicar o motivo, o porquê da necessidade de excluírem essas palavras do vocabulário", começa o blogueiro.

Na madrugada de 16 de fevereiro, o professor de crossfit ficou revoltado com Gilberto após um Jogo da Discórdia. Apesar de na conversa com Pocah o capixaba declarar que o economista havia lhe dito anteriormente que não votaria nele no paredão, o nordestino nunca havia explanado sua decisão de voto naquela ocasião, apenas Sarah Andrade se manifestou.

"O outro [Gil] votaria no Fiuk. Ele e Sarah. Duas horas antes eles falaram comigo lá fora. Ele tinha o direito de votar em mim, todo mundo tem o direito de votar. Só que depois ele ficava bem assim: 'É, agora eu me ferrei. Agora me ferrei' e ficava assim", contou Arthur, imitando o jeito impaciente do pernambucano. "Ué, você é retartado? Você é doente? Pô!", completou. 

Já no último domingo (28), Picoli se sentiu traído por Caio, que ganhou a Prova do Anjo e prometeu salvá-lo da berlinda, mas que acabou "imunizando" Thaís Braz. Antes de avisar aos confinados que o anjo era autoimune, Tiago Leifert fez uma pegadinha para que o fazendeiro fizesse uma escolha, expondo a "jogada dupla" do amigo de Rodolffo Matthaus.

A Projota, Arthur reclamou que o goiano havia prometido o colar para ele por terem feito juntos a Prova do Líder, vencida por João Luiz, já que ambos saíram machucados de outra disputa pela liderança, a que terminou com Sarah líder. "Perneta de merda", resmungou o loiro.

"Zé boceta do caralho. Tá na minha reta, filho. Você tá fodido comigo, seu perneta de merda", afirmou Arthur. "Não fala isso, você tem que acalmar com essas coisas de ânimo para não falar coisa que não tem que falar", aconselhou o rapper. "Tomar no cu, agora fica se fazendo de coitado com os outros", continuou o revoltado.

Confira:

O que é capacitismo?

Capacitismo é a discriminação e o preconceito social contra pessoas com deficiência. Com mais de 220 mil seguidores no Instagram e no TikTok, Ivan Baron tenta quebrar os esteriótipos e estigmas das PCDs, já que ele mesmo convive com uma paralisia cerebral que reduz sua mobilidade.

"Costumo falar que o capacitismo é da mesma família que o racismo, a LGBTfobia, o machismo, sendo que sua violência é diretamente voltada às pessoas com deficiência. Esse tipo de preconceito sempre existiu, mas só agora estamos começando a dar nome, pra facilitar a identificação e a maneira de combater", explica ele.

Aos 23 anos, o jovem aproveita a visibilidade do Big Brother Brasil para levantar o debate sobre capacitismo nas redes sociais. Recentemente, ele até publicou uma crítica direcionada a Juliette Freire que, apesar de ter sua torcida para vencer o programa, fez um comentário inapropriado sobre pessoas aleijadas.

"Essas piadas mexem muito com a autoestima da gente, sabe. Algumas pessoas com deficiência deixam de realizar vários sonhos por medo e vergonha de serem zombados e, na minha opinião, isso não é humor! Por situações como essa resolvi criar conteúdo para as redes sociais na tentativa de desconstruir o capacitismo recreativo, que é uma forma de naturalizar o preconceito contra as pessoas com deficiência", concluiu o influenciador.


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