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Atriz acadêmica

Quem era Taylor Schilling de Orange Is the New Black antes da fama?

Divulgação/NBC

Em um colsutório médico, a loira Taylor Schilling veste um avental grená e faz cara série em imagem do drama Mercy

A atriz Taylor Schilling interpretou uma enfermeira na série médica Mercy, cancelada na primeira temporada

JOÃO DA PAZ

Publicado em 18/4/2020 - 5h59

A atriz Taylor Schilling, 35 anos, aproveita a fama conquistada por viver a presidiária Piper Chapman na série Orange Is the New Black (2013-2019). Mas, nos anos 2000, a loira era só mais uma em busca do estrelato fazendo de tudo um pouco, de peça de teatro ao lado de Peter Dinklage (Game of Thrones) a uma série médica flopada. Nessa aventura, chegou a interpretar a versão jovem de uma personagem de Meryl Streep, no cinema.

Esse foi exatamente o seu primeiro papel da carreira, no filme Fúria Pela Honra (2007). Aos 23 anos, sua participação no longa foi curtíssima, mas memorável. Por onde passa, Taylor conta histórias de bastidores da produção. Para o programa Popcorn (ABC News), comandado pelo respeitado crítico Peter Travers, a atriz compartilhou um detalhe curioso.

"Eu não via Meryl Streep nas gravações, porque não tínhamos cenas juntas", revelou. "Mas como eu fazia a versão mais nova da personagem dela, nós usamos uma mesma calça jeans, porque em uma cena os produtores queriam refletir o visual das personagens. Eu, obviamente, enlouqueci! Afinal, usei uma calça da Meryl Streep."

Até esse ponto da jornada, Taylor se dedicou aos estudos. Com um bacharelado em artes em 2006, passou pela Universidade de Nova York para aperfeiçoar sua atuação. Nessa época, ela conseguiu seu primeiro trabalho de fato, como babá, e usava o dinheiro para se sustentar.

Taylor nasceu em Boston em uma família de classe alta: mãe administradora do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e o pai promotor público. Como eles se separaram, ela cresceu na casa de um enquanto visitava o outro.

Livre e com condições de fazer o que quisesse na vida adulta, a loira escolheu ser atriz. Desde os tempos da escola, Taylor gostava de participar de peças de teatro e de coisas relacionadas às artes cênicas. Foi assim durante toda essa fase da vida, o que a levou aos cursos superiores e à grande virada de sua carreira.

Ao falar com jovens atores americanos em um painel organizado pelo sindicato da categoria (o SAG), Taylor confessou que o dia mais importante para ela foi quando conheceu a agente de talentos Rhonda Price, famosa em Hollywood, que virou sua empresária enquanto a intérprete ainda estava na faculdade. Foi o que a fez largar a academia e meter a cara no mundo.

Rhonda conseguiu um papel para a cliente tanto no filme com Meryl Streep quanto na peça Uncle Vanya, na Broadway, em 2008. A atração tinha como um dos nomes principais Peter Dinklage, que anos depois seria consagrado por viver o anão Tyrion Lannister em Game of Thrones (2011-2019). Taylor ficou extasiada por ganhar US$ 600 (pouco mais de R$ 3 mil) por semana de trabalho.

O mundo girou, e sete anos depois, famosa por Orange Is the New Black, ela voltou a aparecer com Dinklage em outra peça, chamada de A Month in the Country (2015).

divulgação/Classic Stage Company

Taylor Schilling com Peter Dinklage na peça teatral A Month in the Country, realizada em 2015


Primeira série

A primeira série de Taylor Schilling foi Mercy (2009-2010). Ela viveu uma enfermeira no drama hospitalar sofrível que não passou da primeira temporada na NBC. Na conversa com os jovens atores do SAG, ela explicou a importância de montar uma rede de contatos. Mesmo essa atração flopada rendeu frutos para ela.

Um diretor de Mercy conhecia Jenji Kohan (criadora de Orange Is The New Black) e ficou sabendo das audições dessa série diferentona de uma vitrine que ninguém sabia o que era ainda. Taylor foi na base do "QI" (quem indica), mas precisou passar pelo teste como qualquer outra atriz. Foi aprovada logo de cara.

Como Orange foi um sucesso instantâneo, o nome da atriz começou a aparecer nos principais veículos de mídia dos Estados Unidos e do mundo. Ela desfrutou nos dois primeiros anos os holofotes de ser a protagonista da trama, mas depois foi escanteada para dar espaço às histórias de outras personagens, presidiárias ou não.

Acabou que, após sete temporadas, Orange Is the New Black recebeu o rótulo de série mais vista da história da Netflix, com uma plateia de 105 milhões de pessoas, segundo dados da própria empresa. A loira que um dia foi a Meryl Streep jovem cravou seu lugar no circuito de premiações de Hollywood, com indicações ao Globo de Ouro e Emmy.

Enquanto Orange Is the New Black alcança um sucesso surpreendente nas madrugadas da Band, com episódios da primeira temporada exibidos aos sábados de noite, Taylor Schilling descansa, sem novos projetos no horizonte.

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