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DESAFETO POLÍTICO

Marido de Hebe em série, Marco Ricca lembra que foi grosso no sofá da loira

REPRODUÇÃO/GLOBOPLAY

Com camisa e gravata, o ator Marco Ricca parece frustrado em cena da minissérie Hebe

Marco Ricca em cena da minissérie Hebe como Lélio Ravagnani, segundo marido da apresentadora

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 23/7/2020 - 7h05

Atuar na minissérie Hebe fez Marco Ricca relembrar suas passagens pelo programa que ela comandou no SBT. Intérprete de Lélio Ravagnani (1921-2000), segundo marido da loira, o ator reconhece que não foi nada "gracinha" no sofá da apresentadora e que chegou à grosseria de recusar um aperto de mão de um dos convidados da atração.

Ricca, na época, era contratado do SBT e foi chamado para divulgar a novela Éramos Seis (1994) no programa de Hebe Camargo (1929-2012). Junto com ele, estava a atriz Bete Coelho, também do elenco da trama. Mas os dois foram surpreendidos com outra presença: a de Paulo Maluf, então prefeito de São Paulo --a apresentadora nunca escondeu seu apreço pelo político e o defendeu tanto na TV quanto fora dela.

Ao se deparar com Maluf em sua frente, Ricca foi categórico e se recusou a lhe estender a mão. "Foi uma grosseria de minha parte, reconheço que errei. Hoje, eu agiria de uma maneira mais educada", conta o ator ao Notícias da TV.

"Sou de uma geração que a gente julgava um pouco a Hebe. Eu era militante político, como grande parte da minha geração, e ou você estava de um lado ou do outro. Eu estava de um lado, e ela do outro. E é triste ver artistas que apoiam o outro lado da história. É difícil hoje a gente não julgar pessoas que tomam determinados partidos em um momento tão doloroso", lamenta o intérprete de 57 anos.

Ricca ressalta, no entanto, que Hebe se desculpou por ter apoiado Maluf depois que percebeu que o político não era exatamente o que ela tinha idealizado. "E a gente pode errar, pode até colocar balas a mais no nosso cartucho, mas tem que saber reconhecer os erros. É bom que [a série] passe na TV aberta e a gente possa ver um personagem tão complexo se desculpar e virar para o lado correto da história."

"A contradição desses personagens faz com que eles sejam grandes. Não tem vilania, a Hebe não é uma heroína clássica, é um ser vivo que está lá e que a Valentina [Herszage] e a Andréa [Beltrão] foram e deram vida. Para que a geração da Valentina, que não teve essa referência dessa mulher e desse contexto histórico, possa ter. Para a gente, o que fica é o [valor] humano", filosofa o ator.

Ciumento e violento

Na série que a Globo estreia no próximo dia 30, depois de Fina Estampa, Lélio é apresentado como um homem extremamente ciumento, que se descontrolava ao ver o sucesso de Hebe na TV e que não aceitava que outros homens fossem sequer conversar com ela. Ricca diz que tem pouco em comum com seu personagem.

"Eu nunca tive esse tipo de relação doentia que o Lélio tinha. As pessoas me contaram que ele era sem-vergonha, desrespeitoso, agressivo. O Lélio seria esse cara que estaria hoje na avenida Paulista vestido de verde e amarelo. Ele tinha esse reacionarismo, muito característico dessa burguesia paulista", critica ele.

"Eu acho que os homens avançaram muito em questão de respeito, compreensão, ou pelo menos estamos tentando. [Nos anos 1980 e 1990] Parecia que se podia tudo, o machismo era exacerbado, a homofobia, era tudo muito permissivo. A dor do outro pouco importava. E a Hebe teve que conviver com um homem desses. Ele comemorou quando ela foi demitida, porque ela ia ficar só pra ele", ressalta.


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