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TECLA SAP

Rodrigo Santoro e Wagner Moura dublam eles mesmos nas séries americanas?

DIVULGAÇÃO/HBO E REPRODUÇÃO/NETFLIX

Rodrigo Santoro se veste como um pistoleiro do Velho Oeste em Westworld; ao lado Wagner Moura surge bigodudo e gordinho em Narcos

Rodrigo Santoro em cena de Westworld e Wagner Moura na série Narcos; rosto de um, voz de outro

JOÃO DA PAZ

Publicado em 23/7/2020 - 6h50

Atores brasileiros do alto escalão, como Rodrigo Santoro e Wagner Moura, desfrutam de uma carreira internacional relevante, falando inglês ou espanhol em séries americanas. Mas como eles ficam nas atrações em que atuam e que ganham dublagem em português? Eles fazem as próprias vozes, como no cinema de antigamente?

A resposta é: depende. Cada caso é um caso. O fluminense Santoro, por exemplo, teve a incumbência de fazer o próprio personagem, Paulo, na versão dublada da cultuada série Lost (2004-2010). Já em Westworld, quem ficou com a missão de ser a voz do pistoleiro Hector Escaton foi McKeidy Lisita, locutor da Globo com timbre famoso no mundo das séries. Ele também dubla o sucesso Manifest - O Mistério do Voo 828, no qual é o matemático e professor Ben Stone (Josh Dallas).

Wagner Moura tem uma situação curiosa. Após ser alçado à fama no mercado estrangeiro com o longa nacional Tropa de Elite (2007), o ator baiano se firmou na pele do traficante Pablo Escobar (1949-1993) nas duas primeiras temporadas de Narcos (2015-2017, Netflix) --ele foi indicado ao Globo de Ouro. O criticado sotaque espanhol de Moura no drama não foi dublado em português.

Nessa opção, somente os diálogos em inglês ganharam uma nova voz no idioma brasileiro, e as falas em espanhol foram legendadas.

No filme Sergio (2020), também disponível na gigante do streaming, Moura dubla ele mesmo. Já no longa Wasp Network: Rede de Espiões (2019), que estreou na plataforma no mês passado, quem dubla o ator é Alexandre Moreno, voz de Adam Sandler no cinema e de Matthew Perry na série Friends (1994-2004).

No quesito filmes, Santoro dublou ele mesmo em várias produções, como Simplesmente Amor (2003), 300 (2006), Ben-Hur (2016) e a animação Rio (2011).

Temporada sim, outra não

Protagonista de A Rainha do Sul (Netflix), a paulistana Alice Braga se firmou em Hollywood com uma das séries de maior audiência da TV paga norte-americana. Na primeira temporada, ela mesma dublou a sua personagem, a traficante Teresa Mendoza. Mas a partir do segundo ano, a voz em português da criminosa mudou, passando a ser da atriz Cassia Bisceglia.

Tia de Alice, a atriz lendária Sônia Braga nunca teve uma dublagem fixa em português. Em Luke Cage (2016-2018), por exemplo, a honra ficou com Geisa Vidal. Em Alias (2001-2006), a voz em português foi de Carla Pompilio. E na atração CSI: Miami (2002-2012), Nádia Carvalho foi sua dubladora.

Atores conhecidos por novelas da Globo e que se aventuraram recentemente no mundo das séries tiveram destinos diferentes nas dublagens. No drama McMafia (Prime Video), Caio Blat ganhou a voz de Bruno Mello. Enquanto Marco Pigossi dublou a si mesmo em Tidelands (2018, Netflix), tanto em português como na versão em espanhol do drama australiano.

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