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ALLAN SOUZA LIMA

Para cacique de Novo Mundo, corrupção chegou ao Brasil a bordo das caravelas

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

O ator Allan Souza Lima com pintura corporal vermelha e preta e um cocar de penas brancas caracterizado como o índio Ubirajara em cena de Novo Mundo

Allan Souza Lima interpreta o cacique Ubirajara no folhetim de Alessandro Marson e Thereza Falcão

DANIEL FARAD, do Rio de Janeiro

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 23/7/2020 - 6h55

Intérprete do cacique Ubirajara em Novo Mundo, Allan Souza Lima acredita que a trama de época ainda diz muito sobre nós em pleno século 21, uma vez que o país pouco mudou desde que os primeiros portugueses colocaram os pés por aqui. O povo ainda sente na pele o reflexo de uma política torpe que se praticou na Colônia, se estendeu pelo Império e ficou como herança para a República --o nosso famoso "jeitinho brasileiro".

"É cíclico. A situação que a gente vive não é de agora. As pessoas colocam que o Brasil começou no descobrimento, esquecendo que existiam povos aqui antes dos europeus, sendo que esse berço de uma nova civilização nos deixou principalmente a corrupção", analisa o ator de 34 anos.

Entre as coincidências entre passado e presente, ele aponta que a luta dos indígenas para protegerem as suas terras de invasores, a exemplo dos tucarés no folhetim, está longe de ser um mero detalhe que ficou para trás nos livros de História.

"É sempre bom relembrar como tudo aconteceu, porque é um retrato do que a gente vive hoje. Pude representar [na novela] os índios, nossos povos originários, representando esse povo que é tão desvalorizado", reflete o pernambucano.

Própria pele

Para entrar na pele de um líder indígena, Allan embarcou com a equipe da produção para um laboratório com a tribo parkatejê na Amazônia. "A maior lição que eu tive durante esse período foi uma coisa que eu ouvi de um cacique, de que todo índio é um só. O espírito da coletividade, que o homem branco não tem. Uma das grandes experiências da minha vida", filosofa.

Ele também passava por um ritual todos os dias nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, para se transformar no marido de Jurema (Jurema Reis). "Apesar de ter sido bem cansativo, por conta das pinturas [corporais] que eu fazia no decorrer da novela, foi um aprendizado maravilhoso", conta o artista.

O galã ainda entrega que, mesmo no papel de um cacique sisudo e mal encarado, ele se transformava em um curumim nos bastidores. "Nós tínhamos crise de riso, e os diretores ficavam malucos com a gente. Daniel Dantas também se divertia. Virou uma criança com a gente", relembra o intérprete.


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