Recap S10E15

Coronavírus obriga Walking Dead a exibir final capenga, mas com choro e emoção

Imagens: Divulgação/AMC

Jeffrey Dean Morgan com um olhar desolador e barba rasa em cena da último episódio da décima temporada de Walking Dead

O ator Jeffrey Dean Morgan no 15º e último episódio da décima temporada de Walking Dead; final manco

JOÃO DA PAZ - Publicado em 05/04/2020, às 22h56

[Atenção: este texto contém spoilers]

A crise do coronavírus, que interrompeu os trabalhos de dezenas de séries nos Estados Unidos, obrigou The Walking Dead a exibir um final capenga da décima temporada. Por mais que o episódio Tower (Torre), que foi ao ar neste domingo (5), tenha apresentado momentos agradáveis com choro e emoção, ele deixou histórias inconclusivas, o que não é o ideal para um desfecho de temporada.

Em um primeiro momento, Angela Kang, a showrunner do drama zumbi, disse que sua série não seria afetada pelo novo coronavírus (Covid-19). Mas acabou que foi prejudicada, sim, justamente em um episódio crucial: o 16º, que seria originalmente o final de temporada. Ele agora só vai ao ar em uma data a ser determinada, como um especial.

Falta finalizar a pós-produção, que foi suspensa devido à orientação de obedecer um distanciamento social, necessário para evitar a propagação do vírus.

Geralmente, o penúltimo episódio de uma temporada serve de preparação para o grande final. E foi essencialmente o que ocorreu em Tower, que ajeitou tramas para serem amarradas no que seria o capítulo derradeiro. Agora, os fãs vão ter de tomar um chá de cadeira e esperar o tal especial para ver o que acontecerá.

O principal vácuo foi em relação à última cartada de Beta (Ryan Hurst) contra o grupo de sobreviventes. Totalmente pirado após a morte de Alpha (Samantha Morton), a ponto de ter um pedaço da pele dela em sua máscara zumbi, o fiel aliado da vilã careca agrupou milhares de mortos-vivos para atacar o inimigo com força.

À frente de uma numerosa horda, Beta chegou em Alexandria, porém lá só estavam Aaron (Ross Marquand) e Alden (Callan McAuliffe), como vigias dentro do moinho de vento. O bando partiu em direção de Oceanside e a dupla, via rádio, avisou o resto dos sobreviventes, alojados dentro de um hospital (a tal torre que deu nome ao episódio), que o plano deles de despistar os Sussurradores estava funcionando.

Loucão, Beta passou a ouvir uma voz, que seria de Alpha, o aconselhando a ser mais paciente e esperar o momento certo de partir. Daí, o atual líder viu um gato cruzando o seu caminho e o seguiu. O bichinho os levou até o hospital e... o episódio terminou.

Um gancho como esse lembrou a pior fase de Walking Dead, pré-Angela Kang, quando a série propositadamente fazia esses cortes abruptos na história em um final de temporada para deixar o telespectador ansioso pela nova leva de episódios. Esse tipo de solução deixou de ser adotada pela nova showrunner. Dessa vez, por força maior, não teve jeito. Só resta aguardar.

Outra situação não resolvida foi a volta de Maggie (Lauren Cohan), prometida para essa temporada. Ficou claro que ela iria aparecer no final original. Dentro do contexto, ela agora pode surgir para salvar Aaron e Alden, cercados pelos Sussurradores no meio da floresta. O público que torcia para vê-la ainda na décima temporada terá de se contentar com o episódio especial que está por vir.

Paola Lázaro, com sua personagem Princesa, chegou para trazer leveza a The Walking Dead


Humor, choro e emoção

Tower não foi um final de temporada satisfatório, mas como um capítulo trivial, teve ótimos momentos aqui e ali. A introdução definitiva da Princesa (Paola Lázaro) foi hilária. A nova personagem protagonizou cenas engraçadas ao lado de Yumiko (Eleanor Matsuura), Ezekiel (Khary Payton) e Eugene (Josh McDermitt). Princesa tem personalidade para liderar o núcleo cômico de Walking Dead.

A série aproveitou para rir de si mesmo quando Eugene perguntou para a moça por que ela se chama Princesa. "Rainha faria eu parecer velha e arrogante", disse Juanita Sanchez, seu nome de batismo, causando um climão. Pois Ezekiel se autointitulou rei de uma comunidade, com direito a um reinado e tudo mais.

O quesito choro ficou por conta de Judith (Cailey Fleming). A fofa filha de Rick (Andrew Lincoln) fez um desabafo para Daryl (Norman Reedus) de cortar o coração. Lágrimas rolaram em seu rosto ao se lembrar da mãe, Michonne (Danai Gurira), que partiu, e ao dizer que ela não queria perder Daryl também.

O galã do apocalipse zumbi deu a ela palavras de conforto, e a cena foi um dos pontos altos da temporada, prova de que The Walking Dead sabe fazer um aprofundamento excelente na psique dos seus personagens.

Por fim, a emoção à flor da pele foi demonstrada por Lydia, em mais uma ótima atuação da jovem Cassady McClincy, sem dúvida uma das melhores atrizes do elenco. A filha de Alpha confrontou Negan (Jeffrey Dean Morgan), o assassino de sua mãe. Confusa, a jovem explodiu ao ficar frente a frente com o vilão, indo da tristeza aos gritos, até desferindo socos no peito do carrasco. Ela acabou nos braços dele, chorando copiosamente.

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