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Blackish

Como uma comédia politizada e estrelada por negros se tornou a joia da TV

Divulgação/ABC

Os atores Anthony Anderson e Tracee Ellis Ross em cena da quinta temporada da comédia Blackish - Divulgação/ABC

Os atores Anthony Anderson e Tracee Ellis Ross em cena da quinta temporada da comédia Blackish

JOÃO DA PAZ

Publicado em 4/5/2019 - 6h31

Sem medo de abordar assuntos espinhosos como polarização política e racismo, Blackish atingiu o status de principal comédia da TV aberta americana, com força para suceder a inclusiva Modern Family, que vai acabar em 2020. A rede ABC não apenas renovou Blackish para uma sexta temporada, como encomendou o segundo spin-off.

Após o fim de The Big Bang Theory, daqui a duas semanas, e com a despedida da premiadíssima Modern Family, Blackish sobrará como a maior e melhor representante da TV aberta no gênero comédia.

Um exemplo disso é que, mesmo com a forte concorrência recente das atrações de canais pagos e dos streamings, que apresentam produções mais refinadas, Blackish foi a única série da TV aberta indicada na categoria melhor comédia no Emmy do ano passado. Blackish esteve na disputa nas edições de 2017 e 2018.

Os protagonistas também são reconhecidos pelo Oscar da TV, com quatro indicações para Anthony Anderson e três para Tracee Ellis Ross --ela venceu um Globo de Ouro, em 2017. A dupla é quem lidera a trama de Blackish, sobre um casal de negros que passa pelos percalços de criarem seus filhos em um bairro de classe alta dominado por moradores brancos.

Anderson e Tracee são símbolos de uma nova narrativa de negros na TV. Anthony vive Andre Johnson, um publicitário em uma firma de renome, que constantemente explica para seus colegas de trabalho as nuances da cultura e comunidade negra. Tracee é Rainbow Johnson, uma anestesiologista bem-sucedida na sua área.

Blackish consegue equilibrar temas complexos com situações hilárias, que constantemente viram memes na internet. A série não é rasa ao abordar situações como violência policial contra negros, uso de palavras pejorativas e racistas, controle de armas, política opressora, apropriação cultural, entre outros.

Só um tema foi censurado pela ABC. O produtor Kenya Barris, criador de Blackish contratado a peso de ouro pela Netflix, queria fazer um episódio sobre uma onda de protestos de jogadores da NFL (a liga profissional de futebol americano), ocorrido entre 2016 e 2017, durante o hino nacional americano, tocado antes das partidas.

Os atletas se ajoelhavam ao invés de ficarem de pé, gesto para chamar a atenção da violência policial contra jovens negros inocentes. Para boa parte da população conservadora dos EUA, o ato foi visto como uma afronta aos valores da nação e desencadeou uma série de debates acalorados em todo país.

Como o grupo Disney, dono da ABC e do canal esportivo ESPN, tem um acordo lucrativo com a NFL, o episódio foi colocado na geladeira

Mas em meio a controvérsias, Blackish tem boas doses de humor escrachado, como capítulos sobre o primeiro papo sexual com os filhos, namoro inter-racial (entre negra e branco), paquera na terceira idade, qual o filho predileto... E por aí vai.

Novo filhote

Cada vez mais as TVs dos EUA apostam em spin-offs, as séries derivadas, por serem mais baratas de fazer e já começarem com perspectiva de boa audiência, do público oriundo da atração mãe. Blackish gerou a respeitada Grownish (Netflix), estrelada por Yara Shahidi. A atriz ícone da geração millennial vive Zoey Johnson na série, que acompanha os primeiros passos da jovem na vida universitária.

O novo spin-off encomendado pela ABC ganhou o título de Mixedish e vai narrar a adolescência de Rainbow Johnson (Tracee Ellis Ross) nos anos 1980. A ideia da série é mostrar como era crescer naquela época em uma família inter-racial. O pai de Rainbow é branco; a mãe, negra.

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