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DIA DO ORGULHO

Após rejeitar 'série gay', Disney+ avança na representatividade LGBTQ+ pelas beiradas

Fotos: Divulgação/Disney+

Harper e Mouse se beijam em Big Shot

Harper e Mouse se beijam em Big Shot: Treinador de Elite, e Carlos e Seb em High School Musical: A Série

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 28/6/2021 - 6h15

Antes mesmo de seu lançamento no Brasil, em novembro do ano passado, o Disney+ já havia frustrado a comunidade LGBTQ+. É que o streaming tinha rejeitado a série Love, Victor, estrelada por um adolescente homossexual, por considerar a temática "adulta demais". Mas os gritos de censura se revelaram precoces: a plataforma tem comido pelas beiradas e assegurado a representatividade em diferentes produções.

Atrações voltadas para o público adolescente, como High School Musical: A Série: O Musical e Big Shot: Treinador de Elite, não só contam com personagens LGBTQ+ em seu elenco fixo como mostram beijos envolvendo casais do mesmo sexo.

E, ao contrário do que ocorre em algumas novelas brasileiras, o carinho é natural e sem alarde --são apenas dois adolescentes com hormônios à flor da pele, que se gostam e que se beijam, assim como fazem seus amigos heterossexuais.

A mesma High School Musical também mostra um relacionamento maduro entre mulheres: a protagonista, Nini (Olivia Rodrigo), tem duas mães. Situação similar à do pequeno Nick (Maxwell Simkins), um dos jogadores de hóquei da série Virando o Jogo dos Campeões --inspirada na trilogia noventista Nós Somos os Campeões.

Nenhum dos personagens enfrenta qualquer tipo de problema ou preconceito dos colegas por não estarem em uma "família tradicional" --as questões que os dois precisam resolver são outras, similares às de quem tem pai e mãe.

Cadê Star Wars e Marvel?

Curiosamente, o Disney+ tem deixado a desejar na representatividade justamente em suas produções mais adultas, como The Mandalorian (situada no universo de Star Wars) e as séries baseadas nos heróis da Marvel.

No episódio mais recente de Loki, o personagem de Tom Hiddleston até assumiu sua bissexualidade em uma conversa com Sylvie (Sophia Di Martino). Isso, porém, ficou apenas nas palavras do Deus da Trapaça e não foi mostrado para o público, ao contrário do que as produções teen do serviço têm feito.

Algo similar já havia ocorrido nos filmes: a guerreira Valquíria (Tessa Thompson) é descrita como bissexual, mas isso é pouco explorado em suas aparições. A sua intérprete prometeu que no longa Thor: Amor e Trovão, previsto para o ano que vem, a personagem finalmente sairá em busca de uma rainha para governar Asgard ao seu lado.

Assim, o primeiro herói da Marvel a aparecer com um parceiro do mesmo sexo em cena deve ser Phastos (Brian Tyree Henry), de Os Eternos, que chega aos cinemas em novembro. Uma espera de 13 anos para os fãs de quadrinhos, que acompanham o Universo Cinematográfico da editora nas telonas desde 2008.

The Mandalorian também não fez nenhuma referência à comunidade LGBTQ+ em suas duas temporadas já disponibilizadas. Não que isso surpreenda o público. Afinal, a saga espacial criada por George Lucas sempre foi frágil nesse aspecto, e o primeiro casal homossexual só foi aparecer na franquia no Episódio 9 (2019) --ainda assim, sem muito destaque.

E Love, Victor, como fica? Para desespero dos fãs brasileiros, ansiosos para conferirem a obra situada no mesmo universo do longa Com Amor, Simon (2018), a série só chega por aqui com o lançamento do Star+, em 31 de agosto. Nos Estados Unidos, onde a atração é exibida pela plataforma Hulu, duas temporadas completas já foram lançadas. Confira o trailer:

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