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PROBLEMÁTICAS

Não Vale a Pena Ver de Novo: Novelas que a Globo preferiria esquecer

DIVULGAÇÃO/TV GLOBO

Montagem com fotos dos atores José Mayer em A Lei do Amor (2016) e Grazi Massafera em Tempos Modernos (2010); ambos com expressões sérias

José Mayer em A Lei do Amor (2016) e Grazi Massafera em Tempos Modernos (2010)

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 14/2/2022 - 6h25

Uma reprise no Vale a Pena Ver de Novo pode ser considerada um comprovante de que uma novela fez sucesso e conquistou o público da Globo. Alguns folhetins, no entanto, muito provavelmente nunca terão essa glória. Por grandes problemas em suas exibições originais e audiências pífias, há novelas que a emissora prefere manter escondidas em seu acervo.

De Corpo e Alma (1992) e A Lei do Amor (1996) foram atrações que terminaram com casos de polícia. A primeira foi tragicamente marcada pela morte de Daniella Perez (1970-1992), atriz assassinada por Guilherme de Pádua, seu colega de cena. Já a segunda foi palco para denúncias de abuso sexual --José Mayer assediou uma figurinista nos bastidores da novela. 

Há também os fiascos de trama e audiência, como Bang Bang (2005), a fracassada tentativa de fazer uma novela de faroeste, e Tempos Modernos (2010), considerada pela protagonista Grazi Massafera como a pior novela da Globo. 

Confira sete novelas que a Globo preferiria esquecer:

reprodução/tv globo

Daniella Perez, assassinada por colega de cena

De Corpo e Alma (1992)

Na novela, os personagens de Daniella Perez e Guilherme de Pádua tiveram um envolvimento, mas se separaram, pois o verdadeiro amor dela era outro. O ator, no entanto, não gostou de perder espaço de tela e começou a assediar Daniella para que ela pedisse a sua mãe, a autora Gloria Perez, que ele tivesse mais importância na trama. 

Na noite de 28 de dezembro de 1992, Pádua, insatisfeito, matou Daniella. Ele a desacordou com um soco e a assassinou com 18 estocadas no coração e no pescoço. Pressionado pela polícia, o ator confessou tudo. Pádua e sua então mulher, Paula Thomaz, foram condenados pelo homicídio, mas já vivem livremente. A novela, no entanto, ficou para sempre marcada pelo crime bárbaro.

reprodução/tv globo

Problemas de saúde marcaram Esperança

Esperança (2002)

Após o sucesso de Terra Nostra (1999), Benedito Ruy Barbosa quis fazer uma espécie de continuação da novela em Esperança. Mas muita coisa deu errado. Houve uma sucessão de fatalidades, como a troca do autor por Walcyr Carrasco, acidente com os protagonistas e morte de um ator português. 

Reynaldo Gianecchini e Ana Paula Arósio Arósio se feriram durante a gravação de uma cena em que a personagem dele destruía uma estátua. A atriz torceu o pé, enquanto o ator teve um dente quebrado ao ser atingido por estilhaços que voaram após o golpe. Meses depois, mais uma tragédia: o ator português Luís de Lima (1925-2002) morreu aos 77 anos, vitima de infecção pulmonar.

Para piorar, havia grande atraso de capítulos, o público não gostava da história, e a audiência refletia todos os problemas. Walcyr Carrasco foi convocado para substituir Ruy Barbosa, que enfrentava problemas de saúde. Ele conseguiu dar um novo rumo à trama, mas não salvar Esperança do fiasco que a marcou.

divulgação/tv globo

Atores se envolveram em polêmicas na novela

O Sétimo Guardião (2018)

Bem antes de começar, a novela já tinha diversos problemas: o autor Aguinaldo Silva foi acusado de plágio. O escritor Silvio Cerceau alegou que tinha ajudado a criar a sinopse junto com outros alunos de Silva e entrou na Justiça para ter seu nome nos créditos. Quando a história enfim foi ao ar, não agradou, com protagonistas sem química e coadjuvantes com tramas desinteressantes. Na época, terminou como a quarta pior novela da Globo.

Houve ainda diversos problemas com o elenco: Caio Blat foi acusado de assédio sexual contra uma atriz; surgiu uma história de briga entre Marina Ruy Barbosa e Lilia Cabral numa gravação (as duas confirmaram um desentendimento), e a separação de José Loreto e Débora Nascimento na época da novela também gerou uma série de boatos sobre um suposto "surubão de Noronha". A novela deu muito mais o que falar pelas fofocas do que por sua própria história.

reprodução/tv globo

Bang Bang fracassou com velho-oeste

Bang Bang (2005)

A iniciativa de fazer uma novela com estilo velho-oeste foi um dos grandes fracassos da faixa das 19h. Além de ter um cenário totalmente diferente do que o público brasileiro estava acostumado e nomes dos personagens em inglês, Bang Bang tinha vários problemas nas tramas dos personagens e foi toda remendada. O resultado foi uma audiência muito baixa, mesmo com elenco de estrelas da Globo, como Fernanda Lima, Tarcísio Meira (1935-2021) e Marisa Orth. 

divulgação/tv globo

Grazi foi muito criticada em Tempos Modernos

Tempos Modernos (2010)

A novela de Bosco Brasil, inspirada em Rei Lear, de Shakespeare, tinha a pretensão de retratar a relação entre homem e máquina no século 21. Tanto que o protagonista, Antonio Fagundes, contracenava com um robô, Frank. A vilã de Grazi Massafera, Deodora, inicialmente também seria uma robô, mas a atuação e a personagem foram tão criticadas que o autor mudou o rumo dela. Ao longo da história, ela surtou e virou uma menina romântica. 

"Eu fiz uma novela com ele [Fagundes] que foi um fracasso, né? Tempos Modernos. Foi a pior novela da Globo, e eu fiz", contou a atriz. O casal protagonista também não emplacou, e a novela terminou com a pior média de um folhetim das 19h até então. 

reprodução/TV globo

Personagem de Gloria Pires desagradou público

Babilônia (2015)

Babilônia foi rejeitada desde o início, quando o beijo entre as personagens de Fernanda Montenegro e Natália Timberg foi criticado por telespectadores mais conservadores. Mas a novela tinha diversos problemas, como roteiro inconsistente, briga constante e cansativa entre duas vilãs, tramas remendadas e alteradas prejudicialmente (como uma história de "cura gay") e romances e núcleos de humor fracos. O público detestou a novela e trocou a Globo pela Record --Os Dez Mandamentos (2015) se deu bem com o fracasso da concorrente e conquistou audiência.

reprodução/tv globo

A Lei do Amor foi última novela de Mayer

A Lei do Amor (2016)

A novela já não fazia sucesso por ter um casal principal sem carisma (vivido por Claudia Abreu e Reynaldo Gianecchini) e tramas paralelas que irritavam o telespectador, como o machista Tiago (Humberto Carrão) e a implicante Letícia (Isabella Santoni), chamada de "Chatícia" por telespectadores mais insatisfeitos.

No entanto, a pá de cal veio quando José Mayer foi acusado de abusar sexualmente da figurinista Su Tonani durante as gravações da novela. Ela contou que ele passou a mão em sua genitália, sem consentimento, num camarim, por exemplo. O caso tomou grande repercussão e apoio de dezenas de funcionárias famosas da emissora. Mayer foi afastado e posteriormente dispensado da Globo.


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