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LILIANA DE CASTRO

Fora da TV, atriz recebe chuva de recados com volta de Alma Gêmea: 'Surreal'

MÁRCIO DE SOUZA/TV GLOBO

Priscila Fantin, caracterizada como Serena, e Liliana de Castro, a Luna, encaram uma a outra, sorridentes, em ensaio fotográfico de Alma Gêmea

Serena (Priscila Fantin) e Luna (Liliana de Castro) interpretam reencarnações em Alma Gêmea

SABRINA CASTRO

sabrina@noticiasdatv.com

Publicado em 14/2/2022 - 6h30

Alma Gêmea (2005) está de volta no Viva desde o último dia 31, e assim como nas outras reprises empolgou o público fiel a novela. O entusiasmo foi tanto que atingiu as redes sociais de Liliana de Castro, a intérprete de Luna, mulher de Rafael (Eduardo Moscovis). A atriz se declara chocada com a chuva de mensagens que recebe desde a reestreia do folhetim.

"Confesso ter achado tudo um tanto surreal. Talvez por eu não ter crescido assistindo a novelas e tampouco criado o hábito depois de adulta, fico impressionada ao perceber como essas histórias reverberam. Nunca imaginei que esse trabalho, tendo sido feito com tanto afeto e cuidado na época, fosse capaz de causar esse alvoroço tantos anos depois!", afirma, em entrevista ao Notícias da TV.

Hoje, a artista mora em Los Angeles, nos Estados Unidos, e mantém o projeto Socrática, um canal no YouTube voltado a conteúdo educacional de matemática, ciências e programação. Seu último trabalho como atriz foi na série Psi, da HBO, entre 2017 e 2019. Antes, ela atuou em Caminhos do Coração (2007), Mutantes (2008) e Ribeirão do Tempo (2010), na Record.

Mesmo de longe, ela se mantém disposta a voltar para produções brasileiras. "Surgindo trabalhos com os quais me sinta alinhada e que façam sentido para ambas as partes, a ponte entre o Brasil e onde eu estiver sempre existirá", ressalta.

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Liliana de Castro em registro recente; ela dá um meio sorriso e olha para o lado

Liliana de Castro mora em Los Angeles, EUA

Permanecer muito tempo em um lugar só não faz parte do estilo de Liliana. Filha de diplomata, natural do Equador e naturalizada brasileira e argentina, a artista morou em oito países diferentes no decorrer da vida. Em 2009, por exemplo, estava na Inglaterra --para onde pretendia voltar e cursar um mestrado, plano que não deu certo.

Aliás, a vida acadêmica da atriz é bastante agitada. Na época de Alma Gêmea, ela tinha medo de sua personagem "ressuscitar" justamente porque estava envolvida em uma segunda graduação --Liliana já era formada em interpretação, mas decidiu cursar Cinema. Além disso, ela apresentava a peça Tudo É Permitido (2005) e gravava o filme O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006).

"Quando me garantiram que a personagem voltava como a Priscila Fantin --que foi um presente e tanto ter conhecido fazendo a novela-- fiquei mais calma, sabendo que poderia continuar fazendo tudo o que já me havia proposto", relembra.

Emoção nos bastidores

Mais do que contracenar com Priscila Fantin, Liliana dividia seu próprio reflexo com a atriz. Algumas das cenas mais memoráveis de Alma Gêmea são as que Serena (Priscila Fantin) se olha no espelho e enxerga Luna (Liliana de Castro).

A logística para as gravações era complexa: cada artista se posicionava de um lado de um vidro. Elas não podiam se mexer nem um pouco, com o risco de perder a sincronia minuciosamente dirigida. A iluminação também era pensada para simular um espelho. 

Antes do "ação", elas combinavam expressões, movimentos e trejeitos. Depois, se desdobravam para ficarem em uma sincronia perfeita. "Era tudo muito meticuloso e cheio de cuidados. Duro era não me emocionar ao ficar olhando para Priscila com os olhos marejados. Me emocionava muito ao gravar com ela", destaca.

Mas o que sensibilizou mesmo a atriz foi gravar a morte de sua personagem. Luna morreu no primeiro capítulo do folhetim, durante um assalto planejado pela vilã Cristina (Flávia Alessandra). Ela se jogou na frente de Rafael para salvá-lo do tiro disparado por Guto (Alexandre Barillari).

A dinâmica para rodar cenas do tipo é complicada. Vários figurinos foram preparados com um dispositivo contendo "sangue" --afinal, a gravação pode não dar certo de primeira. Já rodando a cena, Barillari teve de disparar o tiro ao mesmo tempo em que o dispositivo da roupa era acionado.

Há ainda a posição das câmeras e o timing das reações dos demais atores envolvidos. Aliás, o grito de horror de Agnes (Elizabeth Savala), mãe de Luna, é um dos principais fatores para a cena ser tão marcante. 

"Tenho muito orgulho de dizer que fizemos acontecer de primeira. Foi um único take e deu tudo certo. O difícil foi conter o choro enquanto todos corriam ao encontro da Luna e gritavam, se emocionavam... foi um daqueles momentos mágicos em que a história toma conta e as emoções ficam à flor da pele. Até hoje, quando vejo essa cena, eu choro", confessa a intérprete.

O trabalho não parou por aí, porque a atriz ainda tinha que rodar o pós-morte. Na novela, a mocinha flutuou e dançou pelos céus, subiu e desceu de escadas infinitas --"uma sessão de cardio e tanto", brinca a atriz-- e caiu do espaço até a Terra. "A tecnologia avançou, mas acho que com o que tínhamos na época, os efeitos ajudaram a contar aquela parte da história muito bem", opina.

Preparação intensa

O romance entre Luna e Rafael foi retratado apenas no primeiro capítulo da novela, mas levou meses para ser executado com perfeição. Eduardo Moscovis fez um curso de botânica para manusear as rosas, enquanto Liliana se desdobrava em aulas de balé e piano --paixões que nutria desde a infância. 

MÁRCIO DE SOUZA/TV GLOBO

Eduardo Moscovis, caracterizado como Rafael, e Liliana de Castro, a Luna, se beijam durante casamento em Alma Gêmea

Rafael e Luna se casam no começo de Alma Gêmea

Além do fascínio inicial, Liliana e Moscovis tinham de mostrar o amadurecimento da relação. Em um capítulo, eles saíram de uma simples troca de olhares para o primeiro beijo, o casamento, o parto do filho, a morte de Luna e o luto do botânico.

Para a atriz, o que mais ajudou na construção da breve história de amor foi a relação entre a equipe. "Nessa novela aconteceu algo especial. Era um grupo de pessoas generosas, disponíveis, bacanas mesmo. Me senti muito acolhida. Acho que isso refletiu no entrosamento e na conexão entre a Luna e o Rafael, e também na sensação de que aquela vida toda que apareceu em um capítulo tinha alma, estofo e história", declara.

A convivência com o elenco durante aquele um ano e meio de gravações foi, como a artista define, "um presente". "A vida tem seu jeito de nos trazer as experiências que precisamos no momento certo, e fico grata por eu ter tido a sabedoria de mergulhar nesse projeto naquele exato momento da minha história, apesar do receio de não dar conta de tudo", completa.

Em sua estreia no Viva, Alma Gêmea chegou a alcançar a 6ª posição no ranking de assuntos mais comentados pelos brasileiros no Twitter. A novela será exibida entre segunda e sábado, às 15h, com reprise às 23h45. 


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