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LENCINHO DE PAPEL

Éramos Seis faz público chorar até desidratar; relembre cinco momentos

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Em close up, a atriz Gloria Pires está chorando, abraçada aos seus ombros, caracterizada como a Lola em Éramos Seis

Lola (Gloria Pires) chora na capela do hospital em sequência do remake de Angela Chaves

DANIEL FARAD

Publicado em 24/3/2020 - 5h07

Éramos Seis chega à sua última semana de exibição com alguns litros de lágrimas acumulados pelo caminho. Desde os primeiros capítulos, a autora Angela Chaves colocou Lola (Gloria Pires) para atravessar uma via-crúcis e exigiu que o público em casa reservasse um bom estoque de lenços de papel para acompanhar a sua saga.

A roteirista fez a sua protagonista percorrer uma sequência sem fim de tragédias. Depois de dar adeus ao marido Júlio (Antonio Calloni), a dona de casa precisou se esforçar para colocar comida na mesa. Assim que ela colocou as roupas pretas de volta no armário, voltou a se vestir de luto ao perder tragicamente o filho Carlos (Danilo Mesquita).

A mãe de Alfredo (Nicolas Prattes) também teve os seus momentos felizes, como ao ganhar uma caixinha de música de seus quatro herdeiros na primeira fase da trama. Em meio a tanta maldade, como diria a cantora Gabi Martins no Big Brother Brasil 20, a cozinheira ainda deu um nó na garganta da audiência quando viu a sua amizade com Afonso (Cássio Gabus Mendes) se transformar em amor.

Essa emoção foi tanto trunfo quanto percalço na trama. O público teve dificuldade de se entregar de cara aos personagens, que exigiram desde as primeiras sequências uma cumplicidade que precisaria de semanas para ser estabelecida.

Uma vez que a história deixou para trás a década de 1920, as pessoas enfim já conseguiam estabelecer vínculos tanto com protagonistas, quanto coadjuvantes. E assim, mais lágrimas rolaram em instantes como Justina (Julia Stockler) e Adelaide (Joana de Verona) fizeram as pazes nos céus de Itapetininga.

Relembre outros momentos que fizeram chorar em Éramos Seis:

REPRODUÇÃO/TV GLOBo

Lola (Gloria Pires) grita com sua santa de devoção após a morte de seu primogênito na trama


Dor sem tamanho

Um dos pontos mais altos da interpretação de Gloria Pires durante a produção foi a sequência da morte de Carlos. Depois de perder o primogênito, a dona de casa cambaleou pelos corredores do hospital até uma pequena capela. A atriz descartou um monólogo previsto por Angela e se deixou levar pela emoção numa conversa com a imagem de Nossa Senhora.

O roteiro original previa um monólogo com mais de dez linhas, mas a artista precisou de apenas três frases para levar o público às lágrimas. "A senhora já passou por isso. A senhora sabe a dor que estou sentindo. Por quê?", disparou Lola na cena que fez a intérprete ser ovacionada nas redes sociais.

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Afonso (Cássio Gabus Mendes) abraça Inês (Carol Macedo) em reencontro após uma década


Pai e filha

Shirley (Barbara Reis) nunca foi perdoada pelo público por arrancar Inês (Gabriela Saraivah) dos braços de Afonso no fim da primeira fase do folhetim. O reencontro entre o quitandeiro e filha foi uma das sequências mais esperadas não só pelos telespectadores, mas também por boa parte do elenco do remake de Angela Chaves.

"Quando a gente começou a receber o texto da segunda fase, eu nem queria saber da vida da Inês em Salvador. Fiquei à espera da cena em que ela voltava a São Paulo para rever o pai", confessa Carol Macedo, que interpreta a personagem.

A enfermeira colocou os seus pés no armazém enquanto o personagem de Cássio Gabus Mendes descarregava sua caminhonete. "Freguesa, eu já lhe atendo, só um minuto", disse ele, de costas. "Eu espero, pai", respondeu a jovem.

O comerciante deixou um saco de feijão cair no chão diante susto de ouvir a voz da menina. Os dois trocaram mais duas palavras, antes de um abraço emocionado. A reunião familiar foi pontuada pela canção Fruta Boa, na voz do cantor português Antonio Zambujo.

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Clotilde (Simone Spoladore) recebe ajuda de Durvalina (Virginia Rosa) para esconder gravidez


Fundo do poço

Entre idas e vindas, o romance de Clotilde (Simone Spoladore) e Almeida (Ricardo Pereira) levou o público às lágrimas tanto de felicidade, quanto de tristeza. Apesar de momentos dramáticos, como aquele em que a irmã de Olga (Maria Eduarda de Carvalho) fez seu parto sozinha com uma tesoura de costura, uma cena discreta chamou a atenção da audiência para o sofrimento da personagem.

Abandonada pelo galã de Ricardo Pereira, ela apertava a barriga para esconder a gravidez para marcar uma das passagens de tempo da trama. "Eu ia fazer as cenas tranquila e, de repente, vinha uma emoção não se de onde. Algo lá de dentro", relembra Simone Spoladore ao Notícias da TV.

Ela considera a sequência como o ponto mais baixo na trajetória da sobrinha de Emília (Susana Vieira). "Aquilo me deixou péssima. Era muito angustiante para mim fazer aquilo e ir para casa depois", confidencia a atriz.

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Almeida (Ricardo Pereira) em sequência do folhetim das seis: segunda chance para a paixão


Pedaço do céu

Com tanto sofrimento engasgado na garganta, o público pôde soltar o choro de alegria quando Almeida viajou às pressas para Itapetininga, a fim de recuperar o tempo perdido ao lado da personagem de Simone Spoladore. O texto simples, porém tocante, levou as pessoas a um processo catártico junto com o casal.

"Clotilde, você me conhece melhor que ninguém. Tive dois casamentos. Dois filhos. Rita [Noham Hadam] e Ernesto [João Vitor Manhães]. O que você não sabe é que eu me separei da Natália [Marcela Jacobina]. Este sou eu. Imperfeito, cheio de marcas da vida, mas você é a melhor parte da minha história. Por isso eu vim até aqui pedir que você me perdoe e de uma vez por todas queira fazer parte daquilo que eu sou", disse o vendedor de tecidos.

A cena ganhou força com um toque da direção. Ao soar o sino na porta da casa de Maria (Denise Weinberg), o comerciário subiu a escada ao som do tema do par romântico. A música escolhida foi a Suíte nº 1 para Violoncelo, composta pelo alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750).

A peça instrumental dialogou justamente com o voto de silêncio de Clotilde durante toda a novela. Ela também não disse uma só palavra durante toda a sequência.

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Tião (Izak Dahora) no remake de Angela Chaves: ator realmente tocou violino nas suas cenas


Último adeus

Em uma novela que não economizou no recurso narrativo de eliminar personagens para comover o público, a morte de um personagem secundário superou a despedida até mesmo do protagonista Júlio. Em meio aos conflitos da Revolução Constitucionalista de 1932, Tião (Izak Dahora) se sacrificou ao pular na frente de uma bala destina ao peito de Alfredo.

O diretor artístico Carlos Araújo aproveitou os conhecimentos musicais de Izak Dahora para intercalar cenas do soldado tocando violino com momentos em que o rapaz e o personagem de Nicolas Prattes se lembravam de travessuras da infância. Não sobrou um olho seco.


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