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A&E

Na contramão de rivais, dona do History e do Lifetime foge de guerra do streaming

Divulgação/History

Chumlee Russell, Rick e Corey Harrison, do Trato Feito, estão diante de uma mesa cheia de dinheiro, com algumas notas no ar

Chumlee Russell, Rick e Corey Harrison são astros do Trato Feito, fenômeno do History

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 14/6/2021 - 6h30

A já acirrada guerra do streaming, que ficará mais ainda tumultuada com a chegada da HBO Max e do Discovery+, não contará com a A&E Networks. Pelo menos por enquanto. A programadora, responsável pelos canais History, H2, Lifetime e A&E, até estuda uma plataforma própria, mas sem pressa para não se perder em meio à concorrência nem confundir o seu público consolidado na TV paga.

"Lançar a nossa plataforma é a primeira pergunta que nós nos fazemos todos os dias, e também a última. Mas o nosso objetivo hoje, uma vez que conhecemos muito bem a nossa audiência, é encontrar a melhor maneira de fazer o nosso conteúdo chegar até esse público. Então, não vamos tomar nenhuma decisão precipitada", explica Raul Costa Jr., gerente-geral da A&E Networks no Brasil, em entrevista exclusiva ao Notícias da TV.

Atualmente, além dos canais lineares, os programas do grupo são disponibilizados sob demanda (ou seja, podem ser vistos a qualquer momento) em plataformas individuais, como o History Play e o Lifetime Play. No entanto, para acessá-las, é preciso inserir os dados de sua operadora, o que limita o acesso do catálogo a assinantes da TV paga.

Em um momento em que a TV por assinatura no Brasil perde dezenas de milhares de clientes todos os meses, encontrar alternativas para chegar ao público parece ser a solução natural. Costa Jr., no entanto, afirma que a audiência dos canais da A&E segue o movimento contrário ao dos contratos.

Raul Costa Jr., gerente-geral da A&E Networks no Brasil: streaming ainda é estudado (Divulgação)

"No início da pandemia, em março e abril do ano passado, o público da Pay TV disparou, mas principalmente para os canais de jornalismo. Passado um mês e meio, parece que as pessoas se cansaram daquilo, porque também não tinha tanta notícia diferente no dia a dia, o que fez crescer a audiência de quem estava focado no entretenimento. Agora, tudo voltou a um patamar mais estável. Mas, enquanto a TV paga perdeu 7% de audiência, o grupo A&E cresceu 12%", valoriza.

Ou seja, a posição da programadora ainda é confortável em relação à concorrência, e tentar entrar em uma guerra que já tem exércitos demais atirando para todos os lados e com a necessidade de um investimento bilionário poderia se revelar um tiro que sairia pela culatra. Uma estratégia mais sábia é analisar os primeiros combates e evitar os erros de quem se torna vítima precoce da disputa.

Nós estamos passando por um momento muito agressivo no mercado, com todas as mudanças, as fusões, os lançamentos de streamings distintos. De certa maneira, você vê a audiência dividida: 'Eu vou para cá ou para lá?'. Está tudo meio louco. O que temos feito é estudar muito e manter um critério aprofundado, porque sei que o público espera isso das nossas marcas e dos nossos conteúdos.

Enquanto o streaming próprio é estudado a fundo, a A&E Networks busca outras maneiras de entregar seu conteúdo para o público. Além dos já citados Plays, alguns episódios de séries consagradas são disponibilizados no YouTube, no Facebook e até no Instagram oficiais dos canais. "E com algumas produções também estamos presentes em outras plataformas de streaming", ressalta o executivo.


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