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PANDEMIA DA COVID-19

Revoltada com morte de Paulo Gustavo, Fátima Bernardes cobra: 'Cadê vacina?'

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Fátima Bernardes no estúdio do Encontro, na Globo

Fátima Bernardes lamentou a morte de Paulo Gustavo durante o Encontro desta quarta (5)

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 5/5/2021 - 11h44
Atualizado em 5/5/2021 - 11h52

Fátima Bernardes não conteve a emoção, chorou e fez um desabafo sobre a situação do Brasil durante a pandemia da Covid-19 no Encontro desta quarta-feira (5). Ao comentar a morte de Paulo Gustavo (1978-2021) por conta da doença, a apresentadora criticou o governo: "Cadê a vacina? Cadê o respeito ao distanciamento, ao uso de máscara? Cadê uma campanha forte de alerta e informação à população?".

A apresentadora começou o matinal muito emocionada, chorou e ficou com a voz embargada em vários momentos. "Hoje é um dia de luto pelo Paulo Gustavo, mas também por todos os outros que se foram por conta dessa doença terrível que é a Covid-19, e pela forma como a pandemia vem sendo administrada, infelizmente, aqui no nosso país. Dói muito saber que muitas dessas mortes poderiam ser evitadas", afirmou.

A jornalista ainda lamentou a morte do pai de Gael e Romeu, de apenas um ano. "O Paulo tinha só 42 anos, uma família linda, como a de tantos outros brasileiros, e dois filhos com menos de dois anos. E se foi, mesmo sem ter nenhuma comorbidade", completou ela.

Confira o discurso abaixo:

Em outro momento da atração, após o quadro Bem Estar, a comunicadora voltou a dar declarações fortes sobre o que considerou um colapso da saúde no Brasil: "Se não fosse o Sistema Único de Saúde [SUS], que número [de vítimas da Covid-19] nós teríamos hoje? O que seria da população brasileira nesse momento? Porque a vacina não chegou".

"É uma doença realmente cruel. Não adianta hoje você estar chorando pela morte do Paulo Gustavo, de pessoas queridas, e ir para a rua sem máscara, aglomerar desnecessariamente. Não estamos falando do trabalhador no ônibus, no trem, estamos falando das pessoas fazendo festas clandestinas. Isso é um absurdo, é crime!", continuou Fátima.

Na sequência, prosseguiu, fazendo um apelo ao público: "Você está colaborando para este número subir. Pelo amor de Deus, o que falta acontecer para que você saia de máscara? O que falta para esse país distribuir máscara para as pessoas que não têm condição de comprar. Não tem vacina, então que se distribua máscara, porque as pessoas não têm dinheiro, muitas vezes".

"A gente tem péssimas condições de higiene, um país com péssimo saneamento básico. O que a gente pode fazer tem que ser feito agora! Não há mais o que esperar! Não estamos só tristes, estamos indignados, revoltados. É muito ruim quando a tristeza e a indignação se misturam à raiva. É um sentimento que eu não gostaria de estar sentindo neste momento. Nenhuma dessas 411 mil mortes são números", concluiu Fátima.

Homenagens ao ator

O Encontro ainda trouxe depoimentos de outros famosos e amigos de Paulo Gustavo. "A gente se formou junto na escola de teatro. Nossa primeira estreia profissional foi junto, em 2005, éramos uma dupla no teatro. Ontem se foi um pedaço meu, também. Um pedaço da minha história", desabafou Fábio Porchat, aos prantos. Confira abaixo:

Lucio Mauro Filho relembrou: "O Brasil fica mais sem graça sem o Paulo. A gente perde um dos maiores comediantes que esse país já teve. Um grande amigo, ídolo, um geniozinho. Vai fazer muita falta". Já Rafael Infante enviou um vídeo falando diretamente para a figura do ator: "[Quero] agradecer toda a luz que você trouxe para a gente, vai continuar reverberando sempre. Você é um mestre, um gênio espontâneo e revolucionário".

Mais cedo, no Bom Dia São Paulo, Rodrigo Bocardi também questionou autoridades públicas: "Temos que cobrar dos nossos governantes, relembrar e responsabilizar aqueles que trataram isso de forma omissa".

"A gente tem que ter consciência de que era para estarmos em uma situação muito melhor se não fosse esse monte de trapalhada que a gente vem acompanhando até aqui. Tá mais que provado que todos esses que tomaram [a vacina] até agora têm um índice de queda de contaminação e internação significativo", concluiu o âncora.

O presidente Jair Bolsonaro publicou uma nota de pesar pela morte de Paulo Gustavo e foi criticado por diversos usuários da rede social, que o acusaram de hipocrisia por conta de sua condução durante a pandemia.


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