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FOGO NO PARQUINHO

Com envolvimento de famosos, CPI da Covid vira reality político da TV Senado

FOTOS: MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO

Relator da CPI da Covid, Renan Calheiros passa álcool gel durante sessão da Comissão

O senador Renan Calheiros é o relator da CPI da Covid; sessões repercutem nas redes sociais

VINÍCIUS ANDRADE

vinicius@noticiasdatv.com

Publicado em 19/5/2021 - 7h10

Instaurada para investigar a ação do governo federal e do poder público durante a pandemia, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid virou um reality político e passou a ser o assunto mais comentado nas redes sociais enquanto os depoimentos acontecem. Os telespectadores repercutem as falas dos convocados e as trocas de farpas entre senadores. Além disso, diversos famosos já foram citados nos depoimentos.

Todas as sessões são transmitidas ao vivo pela TV Senado no YouTube e na emissora de televisão. Canais de notícias, como GloboNews e CNN Brasil, também utilizam o sinal da rede para exibir os depoimentos ao vivo, o que aumenta o alcance da CPI da Covid.

Para se ter uma ideia do interesse que o assunto tem despertado, somente no canal do Grupo Globo, desde 4 de maio, quando começou a cobertura da Comissão, 3,5 milhões de telespectadores ligaram na GloboNews para acompanhar as sessões. A rede é líder de audiência entre os canais da TV paga no PNT (Painel Nacional de Televisão), que considera as 15 maiores regiões metropolitanas do país.

O depoimento de maior audiência até o momento foi o do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que alcançou mais de 1,5 milhão de pessoas. Já no YouTube da TV Senado, a live mais vista nesse período foi a da sabatina com o ex-secretário de Comunicação de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten --o vídeo está com mais de 640 mil visualizações.

Famosos na CPI da Covid

Um dos nomes que mais rendeu comentários foi o do apresentador Otávio Mesquita. O funcionário do SBT foi mencionado por Wajngarten como uma das celebridades contratadas para a campanha Juntos Somos Mais Fortes, iniciada pelo governo em 14 de março de 2020, ainda no início da quarentena no Brasil.

Além de Mesquita, citado nominalmente por Wajngarten, também participaram da ação nomes como Sikêra Jr., Zezé Di Camargo, Patati Patatá, Carlos Bertolazzi e Minotauro. A peça publicitária orientava a população a manter as mãos limpas e deixar ambientes ventilados. Assista a um dos vídeos abaixo:

Jornalista e senador, Jorge Kajuru ironizou Otávio Mesquita. "Celebridade é o Otávio Mesquita? Se o Otávio Mesquita é celebridade no Brasil, eu quero mudar para o Paraguai hoje", provocou o político, que ainda defendeu a convocação de Marcelo de Carvalho, sócio da RedeTV!, para ser ouvido na CPI da Covid.

O empresário também foi mencionado por Wajngarten. O ex-secretário confessou que o governo só soube da carta enviada pela Pfizer, com uma oferta de 70 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, por causa de um alerta feito por Carvalho --que ficou sabendo do caso por uma de suas colaboradoras.

"Uma apresentadora [que não teve o nome revelado] da emissora é casada com um manager da Pfizer", explicou ele. A informação foi confirmada no Twitter pelo sócio da RedeTV!. Segundo Leo Dias, a tal apresentadora é Millena Machado, que comandou o Auto Esporte na Globo e fez o Festival de Prêmios na emissora de Marcelo de Carvalho.

Amado Batista é outro famoso que também já foi envolvido indiretamente na CPI da Covid. Na quarta (12) passada, Wajngarten explicou que Jair Bolsonaro não compareceu a uma reunião de 17 de novembro com a Pfizer, marcada para tratar sobre a compra de vacinas. No mesmo dia, o presidente da República havia participado de uma solenidade para comemorar o aniversário da Embratur --o evento contou com a presença do cantor romântico.

Kajuru participa no telão de sessão da CPI

Ainda durante o depoimento do ex-secretário de Comunicação, o relator da CPI da Covid, Renan Calheiros, citou os nomes da ex-BBB Flávia Viana, do ex-A Fazenda João Zoli, além das influenciadores Jéssika Taynara e Pam Puertas, contratados pelo governo no início deste ano para uma propaganda que defendia o atendimento médico precoce contra a Covid-19.

De acordo com reportagem da Agência Pública, essas celebridades receberam ao todo R$ 23 mil para fazerem as campanhas nas redes sociais.

Em 5 de maio, um dia depois do início da CPI, os senadores fizeram um minuto de silêncio em homenagem ao humorista Paulo Gustavo (1978-2021), que morreu por complicações causadas pela Covid-19.

Na semana seguinte, o senador Eduardo Girão, um dos defensores do governo Bolsonaro na Comissão, mencionou a entrevista de Déa Lúcia, mãe do comediante, para o Fantástico. "A dona Déa Lúcia fez um desabafo sobre essa questão de que desvio de verbas federais em época de pandemia é assassinato", disse o político.

Carlos Wizard, que já participou como um dos "tubarões" do programa Shark Tank Brasil, produzido pelo Sony Channel, também entra na lista de citados na CPI da Covid. O senador Alessandro Vieira protocolou um pedido para que o empresário seja convocado para depor. A intenção é investigar a influência de um "ministério paralelo da Saúde", que seria formado por aliados de Bolsonaro, nas decisões do governo durante a pandemia.

Reality político

Fora as citações de famosos e o interesse dos brasileiros na TV e nas redes sociais, a Comissão ainda tem momentos dignos de reality de confinamento. Na semana passada, por exemplo, o senador Flávio Bolsonaro xingou Renan Calheiros de "vagabundo" durante uma sessão. "Vagabundo é você que roubou dinheiro de pessoal do seu gabinete", rebateu o relator.

Omar Aziz, presidente da CPI, também precisa atuar, por vezes, como um apresentador de reality que cobra os participantes "sabonete", que fogem de perguntas. Calheiros é outro que exerce esse papel. Na terça (18), em uma chamada de atenção ao ex-ministro Ernesto Araújo, o senador alagoano ressaltou o interesse popular na Comissão.

"Nós estamos sendo acompanhados por uma grande audiência. Essa é a primeira Comissão Parlamentar de Inquérito com a participação decisiva dos internautas. Vou lhe dar um exemplo: recebo aqui recomendações dos internautas dizendo que, objetivamente, o senhor [Araújo] não me respondeu sobre algumas perguntas que lhe fiz", apontou o antenado Calheiros.


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