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CRÍTICA

Rensga Hits! tem apelo de novelão das sete com bom elenco e música-chiclete

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Alice Wegmann está cantando e tocando violão em cena de Rensga Hits!

Em Rensga Hits!, Alice Wegmann é Raíssa Medeiros, compositora e aspirante à cantora de sucesso

CARLA BITTENCOURT, colunista

carla@noticiasdatv.com

Publicado em 4/8/2022 - 12h45

Tente assistir Rensga Hits! e não terminar cantarolando "desatola, Bandida" e falhará miseravelmente. Com jeito de um bom novelão das sete, a série que foi disponibilizada no Globoplay na quarta (3) teve uma pré-estreia nobre com os dois primeiros episódios exibidos na Globo depois de Pantanal. O resultado? Uma chuva de elogios nas redes sociais e o nome da produção nos Trend Topics do Twitter.

Não é para menos. Apesar do nome esquisito e nada popular, Rensga Hits! é um projeto muito (mas muito mesmo!) bom. É entretenimento puro; daqueles para relaxar enquanto se assiste com um sorriso no canto de boca.

A série não tem pretensão nenhuma em levantar discussões profundas, apesar de fazer o telespectador pensar em algumas passagens da trama. O objetivo é entreter e distrair, o que por si só já é bem difícil nesta época turbulenta em que vivemos.

A série, que terá 8 episódios no total (quatro estão na plataforma; em 11 de agosto, dois novos são disponibilizados e, no próximo dia 18, os dois últimos) conta a história de Raíssa Medeiros (Alice Wegmann), uma jovem do interior que descobre que é traída pelo ex-noivo e o abandona no altar, partindo rumo ao sonho de viver da música sertaneja na grande Goiânia.

Antes de chegar à cidade, Raíssa atola o carro e, com tudo dando errado, usa seu talento musical para expressar seus sentimentos e compor o que, depois de um tempo, vem ser o maior hit do feminejo brasileiro --só que não na sua voz, mas, sim, na da estrela em ascensão Gláucia Figueira (Lorena Comparato).

A canção é roubada por Isaías (Mouhamed Harfouch), um compositor com bloqueio criativo, e Raíssa vai atrás dos seus direitos. A música, Desatola, Bandida, é inédita e não sai da cabeça do telespectador tal qual Vida de Empreguete, de Cheias de Charme (2012).

Aliás, a série bebe na fonte da novela de Izabel de Oliveira e Filipe Miguez e poderia até ser uma boa novela das sete. Os diálogos são inteligentes, os personagens são populares e as tramas interessantes.

Alice Wegmann aparece soltando a voz e cantando algumas músicas inéditas, ao melhor estilo Marília Mendonça (1995-2021) --a cantora inspirou a protagonista interpretada por ela. E não é só ela.

Lorena Comparato também está ótima com uma personagem complexa e dá show (literalmente!) quando canta. Mouhamed Harfouch, Jeniffer Dias, Sidney Santiago Kuanza, Maurício Destri e Alejandro Claveaux são outros atores cantores que mandam muito bem com o microfone em mãos.

Deborah Secco, Fabiana Karla e Maíra Azevedo (Tia Má) não cantam, mas encantam a cada aparição. As três atrizes estão fantásticas em todas as cenas.

O sotaque goiano dos personagens causou alguma controvérsia. Há quem diga que não se fala daquela maneira em Goiás e que há um certo exagero na composição dos atores. Mas a verdade é que o jeito que eles falam combina com a temática da série e, estereotipado ou não, mostra que o elenco se esforçou para tirar o "carioquês" que vemos com frequência na teledramaturgia da Globo.

Se a emissora não vislumbrou o sucesso que a história faria como um novelão das sete, o público agora espera que a série seja renovada com algumas temporadas: trama para explorar é o que não falta.

Veja o teaser: 


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