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Líder de audiência, CBS tenta se livrar do rótulo de TV mais branca dos EUA

DIVULGAÇÃO/CBS

Renée Elise Goldsberry olha para o lado direito sentada ao lado de Mike Colter, que faz um gesto típico de reza na série Evil

Renée Elise Goldsberry ao lado de Mike Colter em cena da primeira temporada de Evil, drama sobrenatural da CBS

JOÃO DA PAZ

Publicado em 15/7/2020 - 13h49

Tachada como a TV mais branca dos Estados Unidos, a CBS agiu para se distanciar desse rótulo. A rede líder de audiência no território americano firmou nesta quarta-feira (15) uma parceria com a NAACP (Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor) com o intuito de desenvolver programas criados e protagonizados por negros, indígenas e minorias. A ação entra em conjunto com outra medida anunciada nos últimos dias.

Na última segunda (13), a CBS se comprometeu publicamente a reservar 25% do orçamento de produção de séries da temporada 2021-2022 a criadores, roteiristas e produtores negros, nativos norte-americanos e pessoas que representem minorias. Fora isso, há uma determinação voltada às equipes de roteiristas, que devem ter um espaço de 40% para profissionais não-brancos. Essa proporção deve crescer para 50% na temporada seguinte.

Tal postura da CBS foi turbinada pelo impacto das manifestações nos EUA contra o racismo e a favor da diversidade, eclodidas após a morte do segurança negro George Floyd por um policial branco, no final de maio. Todos os setores da sociedade se viram em uma posição de fazer algo além do discurso para mudar esse cenário, o que inclui a representatividade em Hollywood.

Até então, o movimento da CBS nessa direção era tímido. Em 2016, a rede sofreu duras críticas por lançar um pacote de novas séries todas estreladas por homens brancos. Ano após ano isso tem mudado, mas pouco. Em 2018, apenas três atores negros encabeçaram estreias da programação.

O domínio branco na CBS prevalece atualmente, seja na frente das câmeras ou nos bastidores. Só que o cenário não é tão tenebroso como fora no passado. Atores como Mike Colter (Evil), Cedric the Entertainer (The Neighborhood) e Zeeko Zaki (FBI) dão outro tom para a rede, que há 12 anos seguidos é a mais vista nos EUA.

George Cheeks, presidente e diretor-executivo de entretenimento do Grupo CBS, explicou que a parceira com a NAACP é importante, pois "a mais proeminente organização nos EUA em prol dos direitos civis vai nos ajudar a encontrar, desenvolver e contar histórias mais inclusivas". O plano é fazer séries, documentários, reality shows e outros formatos nas mais variadas plataformas. Contando com a principal delas, que é a TV aberta, claro.

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