Segredos dos bastidores

De 'Jack Bauer' a feminismo: 5 coisas que você não sabia sobre The Blacklist

Divulgação/Fox/NBC

Kiefer Sutherland, o eterno Jack Bauer, por pouco não ocupou o lugar de James Spader em The Blacklist - Divulgação/Fox/NBC

Kiefer Sutherland, o eterno Jack Bauer, por pouco não ocupou o lugar de James Spader em The Blacklist

JOÃO DA PAZ - Publicado em 28/03/2019, às 05h24

Imagine The Blacklist sem James Spader. É difícil, mas a ideia inicial dos produtores do drama era ter Kiefer Sutherland, o eterno Jack Bauer, como protagonista. Após a recusa do ator, quem ficou com o papel foi Spader, e a NBC promoveu a série em volta dele. A atriz Megan Boone não curtiu a estratégia e pediu tratamento igual nas propagandas da atração.

Esses são apenas dois dos cinco segredos mais interessantes de Blacklist, uma das séries policiais mais populares da atualidade, que venceu o risco de cancelamento no ano passado e segue firme para a já confirmada sétima temporada. Atualmente, a trama está no sexto ano e o canal AXN exibe episódios inéditos toda quinta, às 22h. As cinco primeiras temporadas estão disponíveis na Netflix. 

Confira abaixo cinco coisas que você não sabia sobre The Blacklist:

'Jack Bauer' protagonista

O criador de Blacklist, Jon Bokenkamp, sugeriu nomes hollywoodianos de ponta para o papel do protagonista masculino. Entre os atores cogitados, estavam Richard Gere, Pierce Brosnan, Bryan Cranston... Mas uma oferta formal só foi feita mesmo em fevereiro de 2013 para Kiefer Sutherland, ator que eternizou o agente Jack Bauer na série 24 Horas (2001-2010, 2014).

Sutherland recusou o convite e logo se envolveu em outro projeto, o revival de 24 Horas, intitulado de Viva um Novo Dia, em 2014. O papel de Raymond "Red" Reddington caiu no colo de James Spader, três vezes vencedor do Emmy. Ele foi escalado três dias antes do início das filmagens da primeira temporada. Tudo acabou dando certo. Spader encarnou tão bem o personagem que recebeu duas indicações ao Globo de Ouro por The Blacklist. 

Divulgação/NBC

Megan Boone em segundo plano no pôster da 1ª temporada e em destaque no cartaz da 2ª


Igualdade de gênero

A trama de Blacklist tem dois personagens centrais. Red (Spader), um dos dez fugitivos mais procurados pelo FBI (a polícia federal norte-americana), que se entrega aos oficiais e faz uma proposta. Ele quer ajudar a agência a prender criminosos com quem ele trabalhou nos últimos 20 anos. Red especificamente pede que a novata Elizabeth "Liz" Keen (Megan Boone) trabalhe com ele.

A rede NBC, que exibe a série nos Estados Unidos, elaborou dois cartazes para promover a primeira temporada. Em um deles, só Spader aparecia, no centro. No outro, Spader está novamente no centro, porém com Megan em segundo plano. 

A atriz não gostou nada dessa estratégia e pediu igualdade de representação. As propagandas mudaram de estilo logo na segunda temporada, que ganhou dois pôsteres: um com Spader em primeiro plano e outro com Megan. Os nomes dos dois também passaram a ser grafados no mesmo tamanho na parte de cima do cartaz. Depois disso, os destaques foram mais equilibrados.

Contudo, em 2017, um problema similar ocorreu: ao promover a quinta temporada, a página oficial da NBC no Twitter só valorizou o personagem de Spader. Megan usou sua conta na rede social e cutucou a própria NBC, alterando o que a rede publicou, trocando o sujeito masculino na frase. "Ele [Red] está de volta mais determinado do que nunca" virou "Ela está de volta mais determinada do que nunca". O atrito gerou um debate nas redes sociais sobre igualdade de gênero nas séries americanas.

Memória fotográfica

O ator James Spader se gaba de ter uma memória eidética, conhecida popularmente como memória fotográfica. O fato de ele conseguir memorizar momentos com facilidade faz seu trabalho ficar mais tranquilo. Spader lê o roteiro com suas falas somente uma única vez. Seja nos ensaios ou na gravação para valer, ele nunca carrega o roteiro em mãos, pois se lembra dos diálogos sem precisar colar.

divulgação/nbc

James Spader com o chapéu que é marca registrada de Red, criminoso inspirado na vida real


Criminoso da vida real

Em entrevista para o site Collider, o showrunner Josh Eisendrath revelou que a inspiração da série veio de um criminoso da vida real: Whitey Bulger (1929-2018) que esteve por 20 anos na lista dos mais procurados pelo FBI.

Em 2011, Bulger foi encontrado e preso na cidade de Santa Monica, no Estado da Califórnia, aos 81 anos. Por mais de uma década, Bulger só ficou atrás de Osama bin Laden (1957-2011) na lista dos mais procurados.

"A ideia era: o que aconteceria se um homem como Whitey Bulger se entregasse ao FBI e dissesse que tomou essa atitude para dedurar nomes de pessoas com quem trabalhou nas últimas duas décadas", falou Bokenkamp. Assim nasceu Blacklist. 

Um detalhe faz a diferença

Red tem uma marca registrada: seu icônico chapéu. O curioso é que os roteiristas não pensaram nesse detalhe, e a ideia partiu do próprio Spader. Na mesma entrevista para o Collider, Eisendrath revelou que os produtores não receberam bem a sugestão de Red usar um chapéu.

"Ninguém quer ver um cara usando chapéu na TV", diziam. "Mas ele [Spader] foi muito insistente em sua ideia, e estava completamente certo. Eu amo o chapéu agora", confessou o produtor.

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