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BÍBLIA POP

Gênesis mistura Jurassic Park e La La Land para desbancar 'reinado' de Moisés

REPRODUÇÃO/RECORD

O ator Carlo Porto nu como Adão segura um tucano com o braço direito e tem um leão à sua frente, com outros animas como cavalo, zebra, coelho e ovelha ao seu lado

Adão (Carlo Porto) no Jardim do Éden; estética lembra panfletos distribuídos por testemunhas de Jeová

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 12/1/2021 - 7h00

A Record vai fazer uma aposta arriscada ao mexer na fórmula dos folhetins bíblicos em Gênesis. De olho em um público que não acompanha as produções religiosas, a novela traz uma roupagem mais "pop" a um dos livros mais antigos e conhecidos do Livro Sagrado cristão para finalmente superar o sucesso de Os Dez Mandamentos (2015) --com direito a dinossauros saídos de Jurassic Park (1993) e números musicais que lembram La La Land (2016).

A história de Moisés (Guilherme Winter) levantou um sarrafo dentro da dramaturgia da emissora de Edir Macedo que as sucessoras não conseguiram ultrapassar. Desde A Terra Prometida (2016) até Jezabel (2019), as novelas foram perdendo público gradativamente até reterem apenas uma parcela de telespectadores mais afinada com o teor confessional das narrativas.

Uma das maneiras encontradas para convencer as pessoas que assistiram à abertura do Mar Vermelho a sintonizarem novamente na Record é o alto investimento. O folhetim é chamado de "épico" graças aos gastos superlativos, que vão desde a escolha de um elenco com rostos bem conhecidos a um cuidado extra com efeitos especiais para apagar de vez o imaginário "tosco" criado pela saga Os Mutantes (2007-2009).

Um especial exibido no domingo (10) fez questão de mostrar detalhes técnicos por trás dessa cautela, como a colorimetria das cenas que se passam no Jardim do Éden até pormenores do figurino que reúne mais de 25 mil peças. O destaque fica por conta da indumentária de Lúcifer (Igor Rickli), com coletes de fio de ouro e pedras preciosas, que levaram um mês e meio para ficarem prontos.

Durante a atração, as cenas em torno de Noé (Oscar Magrini) deixaram ainda mais claras a mudança de foco da emissora, que extrapolou os textos bíblicos e embarcou em visões mais "mundanas" sobre o patriarca. A influência de Noé (2014), de Darren Aronofsky, se faz óbvia na sequência em que os ímpios tentam invadir a arca --uma passagem que fica em segundo plano no livro.

reprodução/record

Lúcifer (Igor Rickli) em Gênesis: figurino com ouro

Além da Bíblia

Essa quebra com o caráter quase que puramente evangelizador dos folhetins bíblicos também está na introdução dos dinossauros. Os répteis de tamanho avantajado não são citados na Bíblia, mas na imaginação de Camilo Pellegrini e sua equipe de roteiristas foram extintos quando Lúcifer caiu do paraíso --o anjo lançado por Deus contra a Terra faz às vezes de meteoro.

A Record ainda decidiu seguir em frente com uma estratégia que já tinha testado de forma tímida em O Rico e o Lázaro (2017), em que Rebeca (Bruna Pazinato) cantava em meio à trama. Dessa vez, serão números musicais completos, com cenários até mesmo desconstruídos ou contemporâneos.

As novidades podem até mirar um público que não necessariamente é evangélico ou que está cansado de acompanhar apenas reprises na Globo e no SBT, mas está longe de deixar o aspecto religioso completamente de lado. Os roteiros de Camilo Pellegrini, Raphaela Castro e Stephanie Ribeiro continuam a passar pelo crivo de Cristiane Cardoso.

A filha de Edir Macedo é a diretora de dramaturgia da emissora e, entre outras funções, faz a adequação dos textos dentro da leitura que a Igreja Universal do Reino de Deus tem da Bíblia. As alterações nem sempre são bem recebidas, já que Gustavo Reiz e Emílio Boechat deixaram a autoria do projeto em meio a rumores de insatisfação.

A estética ainda faz concessões à iconoclastia de grupos protestantes para não assustar ou afastar esses telespectadores no processo. As passagens do Jardim do Éden, em que Adão (Carlo Porto) e Eva (Juliana Boller) interagem com bichos, parecem saídas direto dos folhetos entregues por testemunhas de Jeová nas ruas em seu trabalho de evangelização.

Gênesis substitui Amor Sem Igual a partir da próxima terça (19), sob a expectativa de ser o principal motor do horário nobre da Record durante boa parte do ano. A trama conta com 200 atores e sete fases que serão exibidas ao longo de oito meses --o Jardim do Éden, Arca de Noé, Torre de Babel, Ur dos Caldeus, Jornada de Abraão, Jacó e José do Egito.

Assista a um dos números musicais de Gênesis:


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