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MEMÓRIA DA TV

De Pantanal a O Clone: Cinco novelas que escaparam de ir parar no lixo da Globo

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Cristiana Oliveira segura espingarda em cena como Juma Marruá em Pantanal (1990)

Cristiana Oliveira como Juma Marruá em Pantanal (1990); novela foi menosprezada pela Globo

THELL DE CASTRO

Publicado em 6/2/2022 - 6h20

Na trajetória de quase 57 anos da Globo, dezenas de novelas fizeram muito sucesso e chegaram a parar o Brasil em determinadas ocasiões. O que pouca gente sabe é que tramas memoráveis como Pantanal (1990) e O Clone (2001) escaparam, por pouco, de ir parar no lixo pelos mais variados motivos.

O primeiro caso emblemático ocorreu em 1975, quando a emissora investiu pesado para comemorar seus dez anos e produziu a novela Roque Santeiro, que estrearia em 27 de agosto daquele ano.

No entanto, a história de Dias Gomes (1922-1999) foi censurada no dia em que estrearia, obrigando a emissora a colocar no ar uma reprise tapa-buraco de Selva de Pedra (1972) enquanto Pecado Capital (1975), recentemente incluída no Globoplay, foi feita às pressas.

O roteiro poderia ter ficado na gaveta para sempre, mas a Globo acabou fazendo Roque Santeiro em 1985, transformando-a num dos maiores sucessos da história da televisão brasileira.

Alguns anos depois, Benedito Ruy Barbosa, que já havia tido uma recusa para Os Imigrantes (1981) --que acabou fazendo na Band-- ofereceu para a Globo uma trama que se passava no inexplorado Pantanal brasileiro.

Apesar de gostarem da ideia, os diretores da emissora sempre recusavam a produção, por motivos diversos, incluindo altos custos e dificuldades para gravações naquela localidade.

Após deixar a Globo, Benedito quase fechou com o SBT, mas acabou encontrando as portas abertas na Manchete, que produziu o folhetim em 27 de março de 1990, graças à insistência do autor. Uma nova versão da novela finalmente será exibida pela Globo em breve.

Por Amor e Laços de Família

Manoel Carlos apresentou a sinopse de Por Amor (1997) para a Globo em 1983. Em 1991, quando ele retornou à emissora após períodos na Manchete e Band, foi solicitado que ele desenvolvesse a história para a faixa das seis. Mas Maneco queria mostrá-la às oito; dessa forma, nasceu Felicidade (1991).

Depois, Por Amor quase foi feita em 1995, novamente às seis --acabou cedendo o lugar para História de Amor. A trama finalmente foi produzida em 1997, mas também correu o risco de nunca sair do papel.

Por falar em Manoel Carlos, o triângulo amoroso envolvendo Helena (Vera Fischer), Edu (Reynaldo Gianecchini) e Camila (Carolina Dieckmann) estava na sinopse original de História de Amor.

No entanto, a novela foi alterada por determinação do Ministério da Justiça. Além disso, o próprio Manoel Carlos declarou que ela não era compatível com a faixa das seis. Ficou para 2000, em Laços de Família, que poderia nunca ter existido caso o autor tivesse seguido com sua ideia na metade da década de 1990.

O Clone

Sucesso de Gloria Perez atualmente exibido no Vale a Pena Ver de Novo, O Clone tinha o islamismo entre seus temas, o que foi considerada uma abordagem delicada por muita gente dentro da Globo.

Pouco antes da estreia, para complicar, aconteceram os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. A mídia especulou que o assunto seria retirado do folhetim ou, até mesmo, que a novela seria suspensa --mas nada disso aconteceu.

"Não houve reunião, nem haverá alteração, porque, como já foi dito, a trama da novela é um romance", declarou o então diretor da Central Globo de Comunicação, Luis Erlanger, ao Jornal do Brasil de 13 de setembro de 2001.

Apesar de preocupada, a emissora manteve tudo como estava: O Clone foi lançada em 1º de outubro daquele ano, fazendo muito sucesso.


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