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VADE RETRO

Amaldiçoado na Record, Satanás toca terror e se dá bem no Pantanal da Globo

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

O ator Gabriel Sater caracterizado como Trindade em cena de Pantanal

Trindade (Gabriel Sater) em Pantanal; Globo quebra maldição que o capeta jogou na Record

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 6/6/2022 - 6h50

As más línguas dizem que o diabo é o pai do rock, mas Trindade (Gabriel Sater) gosta mesmo é de uma moda de viola em Pantanal. O peão fez um pacto tão bem feito na Globo que quebrou uma maldição que pegou a Record em cheio a cada folhetim bíblico. Afinal, nenhum dos capetas da concorrência fez tanto sucesso quanto o cramulhão de olhos azuis da novela das nove.

O filho de Almir Sater até tem mais pinta de Jesus Cristo em procissão no interior de Minas Gerais do que propriamente do coisa-ruim no folhetim de Bruno Luperi. Com o benefício do eurocentrismo, o galã não só conquistou a atenção de Irma (Camila Morgado), mas de uma parte do público disposta a lhe vender a alma.

Gabriel está até mais perto de ser canonizado pela sua participação na produção, mais especificamente na trilha sonora. Ele não só regravou um dos maiores clássicos da música brasileira, Amor de Índio, como ainda passou ileso pelo tribunal das redes sociais pela versão --embalando todas as noites o romance entre Juma (Alanis Guillen) e Jove (Jesuita Barbosa).

Satanás até pode ser mais conhecido pela sua participação na Bíblia Cristã, mas Benedito Ruy Barbosa também lhe deu uma carreira à parte. O inominável costuma ser uma figura carimbada em suas tramas, até mesmo dentro da Globo. Zé Galinha (Osmar Prado) tinha certeza que Zé Inocêncio (Antonio Fagundes) prendeu um belzebu na garrafa em Renascer (1993), e Zeca (Eriberto Leão) era conhecido como filho do Diabo em Paraíso (2009).

A Record, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, curiosamente não teve a mesma sorte ao invocar o príncipe das trevas para ser o principal antagonista de suas novelas bíblicas. Os Dez Mandamentos (2015), imbatível até aqui, não teve a presença do sete-peles, ao contrário da fracassada Apocalipse (2017) --em que ele batia ponto todos os dias no corpo de Sérgio Marone.

REPRODUÇÃO/RECORD

O ator Guilherme Chelucci caracterizado como Satanás em Apocalipse

Satanás (Guilherme Chelucci) em Apocalipse

Xô, Satanás

Gênesis (2021) tinha um Lúcifer (Igor Rickli) para chamar de seu, mas o chifrudo era quase uma participação especial em algumas fases da trama. Ele esteve mais presente durante a jornada de Abraão (Zécarlos Machado) e José (Juliano Laham), mas passava vários capítulos fora do ar. 

Não à toa, o folhetim de Camilo Pellegrini, Stephanie Ribeiro e Raphaela Castro foi muito mais bem-sucedido do que Jesus (2018), que tinha um Satanás (Mayana Moura) mais engajado.

Os intérpretes, porém, são uníssonos em dizer que o papel do mafarrico é cercado de mistérios nos bastidores da Record. Mayana afirmou ter sentido a presença do dito-cujo diversas vezes e até lhe deu uma joia para deixá-lo ir embora. Rickli sentiu-se mais deprimido diante daquela energia.

Guilherme Chelucci levava três horas para se transformar em um demônio digno de Star Wars, rezando durante todo o processo. Alguns profissionais tinham medo de encará-lo nos bastidores ao vê-lo pronto para tocar o terror em Apocalipse.


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