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Streaming cresce 50% em um ano e só perde para a Globo no Ibope; veja

ALISSON LOUBACK/NETFLIX

Áurea Maranhão e Marco Pigossi fazem pose na delegacia de Cidade Invisível, série da Netflix

Áurea Maranhão e Marco Pigossi em Cidade Invisível, da Netflix: consumo de streaming disparou

VINÍCIUS ANDRADE

vinicius@noticiasdatv.com

Publicado em 7/9/2021 - 7h00

Após a explosão de consumo de conteúdo online durante o início da quarentena no Brasil em 2020, os serviços de streaming mantiveram uma tendência de crescimento e fecharam o primeiro semestre deste ano com mais audiência do que todos os canais de TV paga. Além disso, as plataformas online só ficaram atrás da Globo na disputa contra a TV aberta.

Dados obtidos pelo Notícias da TV indicam que os streamings tiveram um crescimento de 48% na chamada média-dia (das 7h à meia-noite) no PNT (Painel Nacional de Televisão), que representa o ibope das 15 maiores regiões metropolitanas do país.

No primeiro semestre do ano passado, o consumo de serviços fora da TV paga e da TV aberta havia registrado 5,0 pontos de média, enquanto neste ano foram 7,4 de ibope nos seis primeiros meses de 2021. O salto de 2,4 pontos representa 643,2 mil lares brasileiros a mais sintonizados nas plataformas.

Nessa medição, os dados de streaming são apontados como "conteúdo de TV/vídeo sem referência" e incluem não só serviços como Netflix, Globoplay, Prime Video, HBO Max, Disney+ e semelhantes, como também o YouTube e até videogames ou DVDs --ou seja, tudo o que está fora da programação linear da televisão. O uso em aparelhos móveis, como celulares ou tablets, não entra na conta. Só TV.

O crescimento do online foi na contramão do restante do mercado no primeiro semestre. A TV paga, que tem sofrido uma debandada de clientes a cada mês, fechou com 6,5 de ibope entre janeiro e junho de 2020, mas perdeu 19% da audiência e caiu para 5,2 de média em 2021.

O "mês da virada", em que o streaming passou a ser mais consumido do que a televisão por assinatura, foi em maio do ano passado, conforme registrado pelo colunista Ricardo Feltrin, do UOL. Naquela ocasião, a vantagem (até então inédita) do "conteúdo de TV/vídeo sem referência" era de apenas 0,2 ponto: 6,9 x 6,7.

Desde então, a diferença só aumentou. Para se ter uma ideia, na média da noite (18h à meia-noite), período nobre em que mais TVs estão ligadas, os canais pagos tiveram 8,6 pontos de média em 2020, índice que caiu para 7,2 neste ano, um tombo de 16%.

Já o streaming fez o movimento inverso e saltou de 6,3 para 9,1, um crescimento de 45%. A disparada também foi suficiente para que o consumo online nas TVs fosse maior do que a audiência de grandes emissoras do país.

Vice-líder na TV aberta, a Record registrou 5,9 de média-dia entre janeiro e junho de 2021, 1,5 ponto a menos do que o mercado de streaming. SBT (4,5 de média), Band (1,3) e RedeTV! (0,5) perderam ainda mais feio para Netflix, YouTube e companhia.

A Globo, que tem parte desse consumo online com plataformas como  Globoplay e Canais Globo, é a única com índices melhores do que a soma de todo o "conteúdo de TV/vídeo sem referência". A líder de audiência registrou 15,1 pontos na média-dia do primeiro semestre, um pouco mais do que o dobro dos 7,4 do streaming.

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