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RETOMADA

Após dois anos malditos, cinema no Brasil se prepara para 2022 'inesquecível'

Divulgação/Sony Pictures

Zendaya e Tom Holland em cena de Homem-Aranha 3

Zendaya e Tom Holland em cena de Homem-Aranha 3; filme atingiu bilheteria bilionária nos cinemas

ANDRÉ ZULIANI e ERICK MATHEUS NERY

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 5/1/2022 - 6h35

Após dois anos com consequências físicas e financeiras da pandemia de Covid-19, a indústria cinematográfica no Brasil se prepara para um 2022 "inesquecível". Com a vacinação em massa e a aplicação de estratégias empresariais, estúdios, distribuidoras e exibidoras enxergam o novo ano como o momento da retomada do cinema.

"O cinema é um lugar seguro, que sempre cumpriu todos os protocolos de segurança. Com as grandes estreias voltando para as telonas, [os cinemas] prometem ter um 2022 inesquecível", enxerga Mauro Gonzalez, CEO da Ingresso.com, principal site de venda de ingressos de cinema do Brasil.

As bilheterias conquistadas entre outubro a dezembro de 2021 mostram que o público começou a retomar o gosto de ir ao cinema, no Brasil e no exterior. Um dos indicadores desse movimento foi o sucesso financeiro de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (2021), filme que arrecadou mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,6 bilhões) em apenas dez dias de exibição pelo mundo.

"Os resultados das vendas do segundo semestre do ano, principalmente de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, nos mostraram que 2022 promete trazer resultados ainda melhores. Para se ter uma ideia, o filme com Tom Holland, nos 17 dias de pré-venda [nacional], vendeu 50% mais que Vingadores: Ultimato [2019], se comparado com o mesmo período de vendas", pontua o executivo.

Desde junho [de 2021], o hiato que separava 2019 e 2021 foi se estreitando, período que coincide com um número maior de pessoas vacinadas, menos casos de Covid-19 e o fim gradual das restrições nos cinemas. Homem-Aranha: Sem Volta para Casa foi a cereja do bolo para o mercado exibidor neste segundo semestre. 

No cenário mundial, outros blockbusters de Hollywood também registraram números positivos nas bilheterias durante as exibições no segundo semestre do ano passado. 007: Sem Tempo para Morrer (2021) e Venom: Tempo de Carnificina (2021) conquistaram, respectivamente, US$ 774 milhões (R$ 4,3 bilhões) e US$ 507 bilhões (R$ 2,8 bilhões) -- ambos estão na lista dos dez títulos que mais arrecadaram em 2021.

De acordo com a 22ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia, a previsão é que o setor cinematográfico apresente um crescimento de 141% em 2022. "Apesar da forte concorrência do streaming, a experiência de assistir a uma grande produção nos cinemas continuará sendo insubstituível", destaca Ricardo Queiroz, sócio da PwC Brasil, empresa de consultoria e auditoria responsável pelo levantamento.

"Apesar da percepção clara do consumidor de que é muito possível ter diversão e entretenimento em casa ou qualquer outro lugar através das plataformas de streaming, o público realmente está ávido por um entretenimento presencial como, por exemplo, em festivais de música. O cinema seguramente é um setor que proporciona uma experiência pessoal diferenciada", complementa.

Opções para todos

Daniel Campos, diretor de Marketing da Cinemark, diz que a companhia percebeu este retorno do público nos últimos meses: "Após o início da vacinação em massa no Brasil, as pessoas se sentiram mais seguras em retornar para todos os tipos de lazer fora de casa, incluindo o cinema. Alinhada a isso, a exibição de conteúdos especiais e grandes lançamentos impulsionaram essa volta".

O executivo exemplifica este movimento de retomada com o sucesso de Homem-Aranha e a exibição de conteúdos especiais, como o evento de aniversário de 20 anos do lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001), realizado em dezembro de 2021.

"Do ponto de vista da programação, acreditamos que a variedade é essencial para o negócio. Assim, além de grandes sucessos do cinema internacional e brasileiro, dedicamos muita atenção aos nossos conteúdos especiais, que vão desde a exibição de grandes clássicos e filmes de arte até a transmissão ao vivo de shows, partidas de futebol e de e-sports, por exemplo", adianta.

Campos ressalta que a empresa prepara novos conteúdos especiais e lançamentos em parceria com as distribuidoras. "Seguimos fazendo um grande esforço para entender os desejos e necessidades de nossos espectadores e oferecer os filmes e conteúdos que cada um deles deseja", comenta.

"A pandemia deixou marcas e aprendizados para todo o setor do entretenimento, mas cada vez mais olhamos para o futuro com uma visão positiva. Após tanto tempo com as salas fechadas, seguido por uma retomada gradual, sentimos que o cinema está de volta à vida das pessoas", acredita.

Se Homem-Aranha: Sem Volta para Casa deu o pontapé inicial na do setor em, 2022 também terá vários títulos com potencial para fazer bilhões nas bilheterias. Filmes como The Batman, Thor: Love and Thunder, Missão: Impossível 7 e Doutor Estranho no Multiverso da Loucura são apenas alguns exemplos de como a retomada do cinema pode ser ainda maior neste ano.

Futuro do cinema

No entanto, mesmo com a volta do público e as estreias de longas inéditos, as previsões do mercado apontam que a recuperação dos resultados pré-pandemia não chegará em breve.

"As projeções indicam que, em 2025, o setor ainda não terá recuperado os níveis de venda de bilheteria pré-pandemia, e apenas se aproximará da performance registrada em 2018, o que significa que o hábito de consumo de vídeo/filmes via OTT/streaming de fato avançará no espaço até então ocupado exclusivamente pelo cinema", explica Queiroz.

Segundo o especialista, nesta guerra entre as exibidoras tradicionais e as plataformas de streaming, que já disponibilizam alguns destes longas no ambiente digital em poucas semanas após as estreias no cinema --como a HBO Max, que conta com janela de 35 dias--, uma das alternativas encontradas é o investimento "em novas tecnologias que proporcionem experiências presenciais cada vez mais ricas e interativas".

"É um forte indicativo de que os players continuam acreditando fortemente em um modelo de negócio que promova uma integração entre experiência presencial, grandes produções e alta tecnologia", avalia.

"No Canadá, a Cineplex [exibidora local] assinou um acordo com a Universal para que a janela de tempo entre o lançamento das produções no cinema e nas plataformas de streaming passassem a ser de três semanas. Pode ser o início de um ciclo de fusão entre as plataformas de streaming e os principais operadores de cinema no mundo", projeta Queiroz.


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