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Com anúncio de Fase 4, Marvel mostra que futuro dos seus heróis está na TV

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Famoso apenas na TV canandense, Simu Liu (da série Kim's Convenience) viverá o herói Shang-Chi - Divulgação/CBC

Famoso apenas na TV canandense, Simu Liu (da série Kim's Convenience) viverá o herói Shang-Chi

LUCIANO GUARALDO, de San Diego - Publicado em 22/07/2019, às 05h23

Depois da estreia de Homem-Aranha: Longe de Casa, o futuro da Marvel era incerto. Mas o anúncio do que está por vir na chamada Fase 4 dos super-heróis mostrou um caminho claro: apostar na televisão. Dos dez projetos revelados, cinco são séries para o Disney+, novo serviço de streaming do grupo. E os outros cinco terão atores revelados na TV.

A mudança fica evidente porque, até o momento, o chamado MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês) vinha ignorando a telinha. Sim, séries como Agents of Shield ou as atrações (canceladas) da Netflix se passavam no mesmo mundo, mas nunca haviam influenciado diretamente na trama dos filmes. 

O descaso era tanto que o primeiro personagem das séries de TV a aparecer no cinema, o mordomo Jarvis (James D'Arcy), só fez a transição em Vingadores: Ultimato (2019), o 23º longa da franquia. E em uma rápida ponta. Os outros 22 filmes basicamente ignoraram todo e qualquer evento das atrações televisivas.

Daqui para a frente, a pegada será outra. Os produtores já deixaram bem claro que o longa Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura, previsto para maio de 2021, terá ligação direta com WandaVisão, série que estreia no Disney+ alguns meses antes.

Já a atração solo de Loki (Tom Hiddleston), que também chega ao streaming em 2021, mostrará o que aconteceu com o irmão de Thor (Chris Hemsworth) depois de seu sumiço em Ultimato. Uma narrativa que não teria mais espaço no cinema, mas que despertou a curiosidade dos fãs, vai ganhar vez na televisão.

Essa mudança de estratégia também é uma arma da empresa do Mickey Mouse para conseguir mais assinantes para o seu streaming. Reservar algumas histórias importantes para o Disney+ é muito mais interessante do que fazer uma reviravolta no MCU em um episódio de Jessica Jones (2015-2019), pois a segunda opção traria vantagens para a Netflix, e não para a turma de Minnie, Donald e Pateta.

Famosos quem?

Mesmo no cinema, o MCU vai ter cara de televisão. É que astros de Hollywood como Robert Downey Jr., Mark Ruffalo, Gwyneth Paltrow e Michael Douglas devem ser figuras cada vez menos presentes nos filmes da Marvel. No lugar deles, rostos conhecidos apenas na TV, como Richard Madden (Game of Thrones), David Harbour (Stranger Things), Brian Tyree Henry (Atlanta) e Lauren Ridloff (The Walking Dead).

Apostar no novo também é uma forma de economizar. Angelina Jolie certamente vai ganhar muito mais do que qualquer um de seus colegas de elenco no filme Os Eternos, que estreia em novembro do ano que vem. Já Downey Jr. recebeu cerca de US$ 75 milhões (R$ 280 milhões) para atuar em Guerra Infinita (2018). E Scarlett Johansson também vai faturar uma nota com o filme solo da Viúva Negra.

A editora de HQ já percebeu que não precisa de grandes nomes para fazer sucesso. Chris Evans (que viveu o Capitão América), Chadwick Boseman (Pantera Negra), Chris Hemsworth (Thor) e Tom Holland (Homem-Aranha) eram praticamente desconhecidos do grande público quando ganharam os papéis que mudaram suas carreiras. A marca Marvel se tornou maior do que qualquer um de seus atores.

Um dos casos mais emblemáticos da nova fase é o de Simu Liu, anunciado como o intérprete de Shang-Chi. O ator tem como ponto alto do currículo um papel na comédia canadense Kim's Convenience, na qual vive o filho do protagonista, um coreano conservador que gerencia um mercadinho na cidade de Toronto.

Além de o intérprete ser pouco famoso, seu personagem também não é um dos heróis mais populares do catálogo da Marvel. Mas o longa, que será lançado em fevereiro de 2021, já tem tudo para ser um sucesso bilionário, por dois motivos: carregará a marca Marvel e terá grande apelo com o público da China, um dos mercados mais cobiçados da indústria do cinema atualmente.

Para os brasileiros, fica uma dúvida: como acompanhar a trama dos novos filmes se as séries do MCU não estarão disponíveis até a chegada do Disney+? É a pergunta que a Disney precisará responder não apenas em território nacional, mas em boa parte dos países onde demorará um tempo para lançar seu serviço de streaming...

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