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TRANSTORNO ALIMENTAR

Nutricionista faz alerta e reforça desabafo de Tatá Werneck: 'Magreza não é saúde'

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Tatá Werneck em uma festa de carnaval, maquiada, sorrindo, apoiada em uma bancada

Tatá Werneck criticou a cultura da magreza: 'Ótimo é estar saudável'

ISABEL MELLO

isabel@noticiasdatv.com

Publicado em 20/7/2021 - 6h25

Na quinta-feira (15), Tatá Werneck compartilhou em suas redes sociais que chegou a pesar 40 quilos depois da morte de Paulo Gustavo. "Eu estava muito magra, porque eu estava deprimida, e as pessoas falavam: 'Caraca, mas está ótima'", relatou. Comentários como esses mantêm vivo o culto à magreza, fixação que, no pior dos cenários, pode resultar no surgimento de transtornos alimentares. Afinal, ser magra não é sinônimo de ser saudável.

Flávia Maestrello, nutricionista formada pela Universidade Federal de São Paulo e pós-graduanda em Comportamento Alimentar, acha importante desmistificar a ideia de que uma pessoa magra é saudável, enquanto um indivíduo com sobrepeso é, necessariamente, doente.

"Uma pessoa em sobrepeso pode, sim, ser saudável, até porque pode se tratar de uma questão genética. Existem muitas pessoas magras que têm o perfil de colesterol alterado, diabetes, hipertensão, enquanto outras que estão no sobrepeso têm os exames perfeitos", explica.

Pressão dentro e fora

A cultura da magreza e o julgamento de corpos considerados fora do padrão provocam distúrbios e dismorfias corporais. "Tanto o julgamento alheio, quanto a própria concepção pode desencadear transtornos alimentares", afirma Flávia.

Esses transtornos têm mais probabilidades de acometer pessoas portadoras do componente genético favorável, mas é necessário atentar-se a possíveis gatilhos: "O componente genético tem um papel muito forte, mas não é o único fator. Alguns gatilhos como traumas e bullying na infância podem levar a um transtorno alimentar".

A anorexia nervosa, bulimia e compulsão alimentar atingem 4,7% da população brasileira, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Cada um deles tem a sua especificidade, mas, muitas vezes, estão ligados a problemas psicológicos como ansiedade, fobia social e depressão.

Na anorexia nervosa, a pessoa restringe a alimentação ao máximo e corta vários grupos alimentares. No caso da bulimia a pessoa come uma quantidade normal ou em excesso e depois vai purgar em forma de 'compensação', por meio do vômito, laxante ou com muito exercício físico. A compulsão alimentar, por sua vez, acontece quando você come uma quantidade enorme de comida em um curto período de tempo.

As consequências dessas perturbações no comportamento alimentar são diversas. "Anorexia e bulimia podem causar uma desnutrição gravíssima que pode levar o indivíduo à morte. No caso da bulimia, pode ter perda de dentes, por conta da acidez do suco gástrico. Já a compulsão alimentar pode acarretar um aumento do colesterol e diabetes, por exemplo", aponta Flávia.

Como lidar

Para superar esses problemas de saúde, várias especialidade precisam trabalhar juntas. "O tratamento é bem complexo e deve ser feito com uma equipe multidisciplinar, composta por psiquiatra, psicólogo e nutricionista especializado em transtorno alimentar. Dependendo do caso é necessário o acompanhamento de um educador físico e fisioterapeuta também".

O diagnóstico precoce melhora o prognóstico do tratamento e, para isso, a família também precisa estar preparada para dar o alerta. "Quanto mais cedo a gente identifica um transtorno alimentar, melhor o resultado do tratamento. Às vezes, nem a própria pessoa percebe a sua condição".

Armadilhas

Com o assunto em alta, Daiana Garbin, mulher do apresentador Tiago Leifert,  voltou a compartilhar sua experiência com um transtorno alimentar na última quinta-feira (15). A jornalista afirmou que conviveu mais de 20 anos com o distúrbio sem saber.

"Cuidado com o que você segue nas redes sociais, algumas pessoas que, como eu, que fiquei mais de 20 anos doente e não sabia, não sabem que essa forma de se relacionar com o corpo e a comida é doentia", declarou.

"[Influencers] mostram hábitos, o dia a dia e fazem reality show da própria vida e você, que segue, acha que é saudável, que aquilo vai te fazer bem. Então, cuidado com o que você consome todos os dias", alertou a jornalista.

As redes sociais podem se tornar um inimigo quando se trata de autoimagem. "A gente nunca sabe, pelo Instagram, se uma pessoa tem um transtorno alimentar ou até um comer transtornado [pensamentos e sentimentos disfuncionais em relação à alimentação]", afirma a nutricionista.


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