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ATÉ JANEIRO DE 2024

Globo bate martelo com fila do horário nobre e enfrenta escassez de talentos

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Os autores Ricardo Linhares e Maria Helena Nascimento sorriem lado a lado

Os autores Ricardo Linhares e Maria Helena Nascimento vão escrever novela das nove da Globo

CARLA BITTENCOURT, colunista

carla@noticiasdatv.com

Publicado em 6/4/2022 - 7h00

A Globo bateu o martelo e decidiu que Ricardo Linhares e Maria Helena Nascimento vão escrever a novela das nove que vai substituir a de Walcyr Carrasco. Pela ordem, após Pantanal, entra a história de Gloria Perez a partir de outubro deste ano. Em maio de 2023, estreia a nova saga do autor de A Dona do Pedaço (2019). Depois, em janeiro de 2024, será a vez da trama da dupla. A partir daí é um mistério o que virá em seguida, e a emissora enfrenta uma escassez de novelistas experts no horário nobre.

Linhares e Maria Helena entram, portanto, no seleto grupo de autores que ainda têm contrato fixo com a emissora. Com a demissão de Aguinaldo Silva, em 2019, de Silvio de Abreu, em 2020, a morte de Gilberto Braga (1945-2021) e com a transferência de Olho por Olho, de João Emanuel Carneiro, para o Globoplay, a emissora enfrenta uma preocupação velada com a produção de histórias para a faixa das 21h, além da falta de um cronograma para ser vendido pela área comercial.

Com poucos medalhões com contrato de exclusividade, a líder de audiência na TV aberta só vai contratar os roteiristas que tiverem projetos aprovados. Os autores trabalharão em sinopses sem nenhum vínculo com a Globo, entregarão os projetos para avaliação e, somente com aval da diretoria de Dramaturgia da casa, é que eles serão contratados para a execução da obra, por um período de tempo fechado.

Isso significa que boa parte do trabalho --que é a concepção de uma sinopse e a produção de, pelos menos, dois blocos de capítulos-- será feita de graça, sem nenhum tipo de pagamento. Há quem diga que esse processo desestimula a produção de conteúdo para a emissora.

Por outro lado, quem permanece com contrato --mesmo que para novelas em outros horários -- pode se ver motivado a alçar uma promoção para o horário nobre, apresentando boas sinopses.

Internamente, fala-se na possibilidade de a Globo se abrir cada vez mais para as produtoras de conteúdo em projetos de séries e minisséries, como aconteceu com Passaporte para a Liberdade, primeira parceria da emissora com a Sony Pictures Television, e a inédita Rio Connection, uma produção entre a Globo, Floresta e Sony.

No caso de novelas, não há ainda nenhuma conversa sobre produzir em esquema de parcerias. Nesse segmento em que a Globo é a número um em todo o mundo, a emissora não pretende dividir a produção com nenhuma outra grife. Pelo menos por enquanto.

Por isso, a tensão em ter autores renomados e uma fila definida e organizada para lançamentos das 21h é um assunto que se faz mais presente do que nunca nas reuniões de planejamento da alta cúpula da emissora.


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