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ASTRO EM HOLLYWOOD

Fora da Globo, Wagner Moura vira produtor para mudar visão dos EUA sobre latinos

Divulgação/Netflix

Wagner Moura contracena com Senhorinha Gama da Costa Lobo em cena do filme Sergio, da Netflix

Wagner Moura (à dir.) com Senhorinha Gama da Costa Lobo em um dos pontos altos do filme Sergio

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 21/4/2020 - 6h13

Um dos maiores nomes do Brasil na atuação, com indicação ao Globo de Ouro e vários projetos em Hollywood no currículo, Wagner Moura conseguiu projeção mundial sem depender da Globo (onde fez apenas duas novelas). Agora, quer usar sua influência para mudar a visão que os norte-americanos têm de latinos, especialmente no cinema e na TV.

"Acho que nós [latinos] somos muito subrepresentados na indústria cinematográfica americana, não só na quantidade de personagens, mas na maneira como eles são mostrados. É sempre a latina sexy, o cara violento, o traficante... Eu decidi virar produtor aqui com o único objetivo político de mudar isso", diz ele ao Notícias da TV.

O primeiro passo ele deu ao produzir e estrelar o filme Sergio, que a Netflix lançou na última sexta-feira (17). No longa dirigido pelo norte-americano Greg Barker, Moura interpreta o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello (1948-2003), um dos homens mais importantes em toda a história da ONU (Organização das Nações Unidas).

"Foi muito especial fazer esse filme do jeito que eu tinha imaginado. Como é um cara da ONU, eu queria ter vários sotaques diferentes. Sou brasileiro, a Ana de Armas é cubana, o Clemens Schick é alemão, o Brían F. O'Byrne é irlandês... Temos figurantes do Iraque, Jordânia, Tailândia, Angola, Timor-Leste...", lista ele, que reconhece que nem sempre um filme hollywoodiano se preocupa com tamanha variedade.

Wagner, aliás, valoriza que seu par romântico no filme, Ana de Armas (que interpreta a economista argentina Carolina Larriera), também está tentando fazer a parte dela para quebrar a barreira dos latinos na indústria do entretenimento. Ela foi indicada ao Globo de Ouro deste ano por sua atuação em Entre Facas e Segredos e será um dos destaques de Sem Tempo para Morrer, próximo filme de James Bond.

"Quando eu conheci a Ana, a primeira conversa que tivemos foi nesse sentido [de mudar a representação latina em Hollywood]. Ela vai interpretar Marilyn Monroe [no filme Blonde, previsto para ser lançado ainda em 2020], um ícone americano, e eu disse a ela o quanto isso é importante para os latinos", elogia o brasileiro.

"Quando eu vi [o mexicano] Diego Luna em Star Wars [no longa Rogue One, de 2016], usando o seu sotaque, achei incrível", valoriza Wagner, em referência ao personagem Cassian Andor, primeiro protagonista latino da saga espacial --e que fez tanto sucesso que ganhará uma série sobre ele no streaming Disney+.

"Isso tudo é muito importante! Mostra que podemos ir atrás de qualquer papel, sem voltar atrás para a nossa representação anterior", ressalta o ator, que chegou a se sujeitar a um esteréotipo latino ao viver o traficante Pablo Escobar (1949-1993) na série Narcos, da Netflix. Um degrau importante para atingir seu atual patamar.

A próxima luta de Wagner Moura, no entanto, não é em Hollywood. Ele ainda tenta estrear nos cinemas brasileiros o longa Marighella, sua primeira vez na direção. Inicialmente prevista para ser lançada em junho do ano passado, a produção ficou envolvida em um imbróglio com a Ancine (Agência Nacional de Cinema) e foi adiada para 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Mas a segunda data também não deu certo, e o filme estrelado por Seu Jorge foi novamente remarcado: ele deveria chegar às salas em 14 de maio deste ano --obviamente, por causa da pandemia do novo coronavírus, isso não ocorrerá mais.


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