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DRAMA RURAL

Por que vale maratonar Yellowstone, série mais vista do que The Walking Dead

FOTOS: DIVULGAÇÃO/PARAMOUNT NETWORK

Sentado em uma cadeira, Kevin Costner aparece com chapéu de caubói e olha para o infinito em cena de Yellowstone

O ator Kevin Costner em cena de Yellowstone, série mais vista da TV por assinatura norte-americana

JOÃO DA PAZ

joao@noticiasdatv.com

Publicado em 6/9/2020 - 6h50

A série Yellowstone desafia qualquer lógica. Oriunda de um canal à margem da TV paga americana (Paramount Network), a atração tem números de audiência maiores do que The Walking Dead e muito acima de produções badaladas de grifes como FX, HBO e Showtime. A fórmula do drama é simples, mas tem pinceladas que a tornam especial.

O feriadão de 7 de setembro é uma boa pedida para maratonar as duas temporadas que estão disponíveis no Brasil. Yellowstone é uma atração do Paramount+, serviço que pode ser acessado no Now, no Amazon Prime Video Channels e na própria plataforma (site ou app). A mensalidade é de R$ 19,90, com um período grátis de teste de uma semana.

Yellowstone é um pouco como Empire (2015-2020), drama sensação desta década. No centro da história há uma disputa de quatro filhos pelo comando dos negócios do pai, prato cheio para desavenças, traições e bastante barraco. Em tempos nos quais muitas produções buscam premissas mirabolantes e diferentonas, investir em um fundamento descomplicado pode se mostrar seguro e trazer mais resultado.

Por outro lado, Yellowstone não poderia ser mais diferente do que Empire. Ela é ambientada na zona rural dos Estados Unidos, com paisagens de tirar o fôlego. São montanhas, florestas e uma imensidão de terras a perder de vista. É feita para a "galera de peão", com rodeios, muitas calças jeans e botas de couro, sem esquecer o chapéu de caubói e a fivela ostentação. Tem como mote o macho durão, irreversível, encarnado por John (Kevin Costner), o patriarca da família Dutton.

Enquanto isso, Empire era uma atração essencialmente urbana, com histórias protagonizadas por negros, tendo como alvo telespectadores das grandes metrópoles. Por isso, a temática tinha uma inclinação mais progressista, para agradar a esse público.

Com criação de gado e cavalos à vontade, Yellowstone também quer contentar a sua audiência, mas para isso adota uma linha um pouco mais conservadora, tradicional.

As atrizes Kelsey Asbille e Kelly Reilly interpretam as mulheres aguerridas de Yellowstone


Índios e mulheres fortes

Yellowstone é moderada em alguns aspectos, mas não quer dizer que seja quadrada. Longe de qualquer antiguidade, o drama abre espaço para personagens femininas fortes e discute temas pouco vistos no mundo do entretenimento, como questões relacionadas aos índios americanos.

Reservas indígenas e a ação intrusiva do homem branco em territórios sagrados do povo nativo dos EUA estão presentes em todos os episódios de Yellowstone. Isso porque John Dutton, além de ter um índio como rival, tem uma nora que é nativa.

Monica Dutton-Long (Kelsey Asbille) é casada com Kayce (Luke Grimes). Ela é crucial para a trama por ser professora universitária e lecionar sobre História Americana. Seu conhecimento dá um outro ponto de vista aos relatos oficiais dos livros didáticos, sempre inserindo a visão indígena dos fatos, desconsiderada nas obras. Isso é algo único, fundamental e brilhante de Yellowstone.

Outra personagem feminina forte é Beth (Kelly Reilly), filha de John. Por razões que seu passado turbulento explica, ela tem uma postura intrépida em tudo o que faz. Ela é daquelas que pouco se lixa para a opinião dos outros, não se envergonha por tomar banho em uma banheira no meio do rancho da família e andar nua. No clã Dutton, ela articula os planos ardilosos, sem se excluir da execução. A loira fatal gosta de estar na linha de frente, mostrando ser destemida de fato.

Liderança na TV paga

A terceira temporada de Yellowstone terminou nos EUA no último dia 23. O último episódio da leva teve um público de 5,15 milhões de telespectadores, simplesmente a maior audiência da TV paga americana em 2020 (excluindo eventos esportivos e noticiosos). E essa é só uma das marcas impressionantes da série rural.

A média de telespectadores da terceira temporada foi de 3,9 milhões por episódio, acima da que o décimo ano de The Walking Dead alcançou (3,3 milhões). De uma temporada para a outra, a audiência de Yellowstone cresceu 65%, o que é um dado assombroso, pois a tendência é uma série perder público com o passar dos anos.

Sem Game of Thrones (2011-2019) e com The Walking Dead em baixa, Yellowstone virou a série de maior audiência (no dia de exibição) dos canais pagos nos EUA, um feito para o Paramount Network, à frente das atrações líderes da HBO (Perry Mason), FX (American Horror Story), Showtime (Shameless) USA Network (A Rainha do Sul), TNT (Expresso do Amanhã) e Starz (Power).


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