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COM KIRSTEN DUNST

Nova série do Globoplay retrata papo-furado do esquema de pirâmides financeiras

IMAGENS: DIVULGAÇÃO/SHOWTIME

Com um luz jogada no rosto e segurando um microfone, Kirsten Dunst sorri na comédia Como se Tornar Uma Divindade na Flórida

Indicada ao Globo de Ouro, Kirsten Dunst aparece em cena de Como se Tornar Uma Divindade na Flórida

JOÃO DA PAZ

joao@noticiasdatv.com

Publicado em 3/9/2020 - 6h50

Quem não quer enriquecer fácil, dar um adeus para o patrão e comandar um negócio próprio? Com promessas que apontam para a concretização desse desejo, caloteiros montam um esquema fraudulento chamado de pirâmide financeira, que já enganou muita gente. As vidas de quem caiu no golpe do 171 são retratadas na nova série do Globoplay.

Por mais que tenha uma premissa com o pé na tragédia, Como se Tornar Uma Divindade na Flórida (On Becoming a God in Central Florida, em inglês) é uma comédia. Estrelada por Kirsten Dunst, indicada ao Globo de Ouro, a série entra no streaming da Globo nesta quinta-feira (3) --a primeira temporada é composta de dez episódios. O segundo ano já está confirmado.

Kirsten teve coragem para assumir o papel de protagonista nesta série, algo que muitas estrelas hollywoodianas não topariam. A investida deu mais do que certo, e a loira conqusita o público com seu estilo bem caricato na pele de Krystal Stubbs, funcionária de um parque aquático localizado nos arredores de Orlando que é engolida pelo tal do marketing multinível.

Quem morde a isca primeiro é seu marido, o esforçado Travis (Alexander Skarsgård, de Big Little Lies). Com um trabalho burocrático de dia, ele assume a função de vendedor noturno da FAM (Founders American Merchandise), a empresa multibilionária e truqueira da história.

O coitado vive na ilusão de que quanto mais produtos de quinta categoria (de sabão a papel higiênico) ele comprar da FAM e mais gente recrutar para o esquema, mais perto ficará de realizar o sonho de virar um ricaço. Puro engano.

Na realidade, a casa dele está arruinada. A família acumula dívidas, e Krystal sofre para criar uma criança recém-nascida. Essa imagem negativa de uma vida sofrível não pode ser exposta ao público, portanto Travis cria um mundo de fantasia ao seu redor, pois precisa convencer outras pessoas a entrarem no mecanismo.

Circunstâncias que não cabem serem citadas (spoilers!) empurram Krystal para a FAM. Ela conhece mais de perto Cody Bonar (Théodore Pellerin), o cara que recrutou Travis e está um nível acima dele na pirâmide. Cody é muito empolgado e fica a dúvida sobre o motivo de tanto entusiasmo. Um devoto fiel do fundador da empresa, o trambiqueiro Obie Garbeu II (Ted Levine), o jovem é um ouvinte assíduo das fitas cassete do guru motivacional, especialista em lavagem cerebral.

O ator Alexander Skarsgård em Como se Tornar uma Divindade na Flórida; enganação no palco


Cordeirinhos em um culto

O telespectador que caiu no golpe da pirâmide ou conheceu alguma vítima vai se identificar com a série. Ambientada em 1992, Como se Tornar Uma Divindade na Flórida apresenta com fidelidade o que as empresas de "marketing multinível" fazem. Dizem que no fim do arco-íris tem um pote de ouro, só que após muito trabalho e dinheiro gasto, o que se encontra é a sarjeta.

Esses aspectos ganham espaço na comédia e deixam o publico por dentro desse universo. Os recrutadores incorporam o mais caricato dos pastores ou palestrantes carismáticos para dispararem palavras positivas ao público-alvo, formado majoritariamente por gente que vai mal de vida, seja no quesito emocional ou financeiro. São essas as vítimas mais fáceis de caírem no conto do vigário.

A trama faz questão de mostrar o que está por trás das máscaras. Muitas daquelas pessoas, principalmente as que se pintam como bem-sucedidas, são paranoicas, totalmente inseguras, ansiosas e sedentas por aprovação.

Como se Tornar Uma Divindade na Flórida tem um elenco gabaritado que transmite bem esses sentimentos. E o roteiro surpreendente ajuda, pois a cada episódio surgem viradas de 180 graus que realmente transformam a narrativa e a mantêm interessante. Do primeiro ao décimo episódio, a temporada prende o telespectador, sugado pela trajetórias de personagens à beira do desespero, procurando uma saída para um destino melhor nessa jornada terrena e muito real.


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