O ÚLTIMO DRAGÃO

Galã de Rubi vira 'empresário do tráfico' em novelão mexicano da Netflix

REPRODUÇÃO/NETFLIX

Reprodução de imagem de Miguel Garza, personagem de Sebástian Rulli na série O Último Dragão, da Netflix

Sebastian Rulli interpreta Miguel Garza em O Último Dragão, uma das séries mais vistas da Netflix

ERICK MATHEUS NERY - Publicado em 10/05/2020, às 06h03

Quinze anos depois de interpretar um dos galãs da novela mexicana Rubi (2004), um dos principais sucessos do SBT, Sebastian Rulli deixou os papéis de mocinho para enfrentar um novo desafio: virar um "empresário do tráfico" em O Último Dragão, série com pegada de novela que se tornou um dos produtos mais vistos da Netflix em território nacional nas últimas semanas.

Na trama do streaming, ele vive Miguel Garza, um mexicano que foi criado no Japão após o assassinato dos pais. Lá, se formou em Economia e treinou várias artes marciais. Quando chega à fase adulta, ele precisa voltar para o México e assumir a liderança do cartel comandado pelo avô. No novo negócio, pretende "limpar" o dinheiro do crime e conseguir cada vez mais lucros.

"Adoro desafios, e O Último Dragão foi o mais importante e complicado trabalho que enfrentei na minha carreira, com muito risco. Porém, graças a Deus, a série conquistou um ótimo resultado e estou entusiasmado para continuar tendo esse tipo de oportunidade", revela o ator em entrevista ao Notícias da TV.

A primeira temporada da série entrou para o catálogo da Netflix em outubro do ano passado, sem alarde ou repercurssão por parte dos espectadores. Porém, a nova leva de episódios chegou em abril e surpreendeu até o elenco.

"O show não estava preparado para ser dividido em duas partes, é uma história completa em 82 capítulos. No entanto, a Netflix decidiu fazer essa divisão e foi um bom acerto. Gerou muita intriga e emoção para a segunda temporada", confessa.

"O desenvolvimento dos novos capítulos é muito mais interessante do que era a princípio, mesmo com o resultado abrupto, forte e intenso da série. Miguel Garza deseja mudar o mundo, mudar esse negócio para que termine a ilegalidade, a informalidade e, principalmente, as mortes ocasionadas pelo tráfico", avisa Rulli.

O galã não esconde sua preocupação por liderar uma história criada por Arturo Pérez-Reverte, o mesmo autor do livro A Rainha do Sul, que já ganhou duas adaptações para a TV: uma pela Telemundo (e que foi ressuscitada pela Netflix) e outra pelo USA Network, protagonizada pela brasileira Alice Braga.

"Senti orgulho, um grande compromisso e um risco muito alto. Sinceramente, encabeçar uma história é complicado. É um lugar que exige muita responsabilidade e compromisso do ator, e eu gosto disso. Não é qualquer um que consegue, mas todos sonhamos com isso e é maravilhoso quando chegam histórias assim."

De mocinho a chefão do crime

Nas novelas exibidas pelo SBT, Sebastian Rulli já foi o playboy Heitor (Rubi, 2004), o professor universitário Arthur (Teresa, 2010) e o capataz Alessandro (O Que a Vida Me Roubou, 2013). O último trabalho está sendo reexibido atualmente na emissora de Silvio Santos, e o ator destaca as diferenças entre os personagens no ar:

Rulli como o capataz Alessandro, em O Que a Vida Me Roubou, novela mexicana reprisada no SBT

"Alessandro era um personagem impulsivo, sem as qualificações de Miguel, que teve acesso à educação. Alessandro não teve, ele é muito mais intenso, explosivo. Miguel é uma pessoa inteligente, preparada, culta, com uma estrutura de pensamento muito mais linear. Alessandro não soube controlar suas emoções tanto quanto Miguel."

O protagonista da série da Netflix também agradeceu o carinho do público brasileiro, que tem enviado uma série de mensagens para ele em suas redes sociais após a estreia da nova temporada da trama.

"Adoro estar no coração dos brasileiros com histórias interessantes para o público. Agradeço esse retorno e espero seguir tendo desafios como os que tive em O Último Dragão para estar perto deles com esta mesma intensidade".

Devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o ator está confinado com sua mulher, a atriz Angelique Boyer, e aguarda as negociações entre a Televisa (que produziu a história) e a Netflix para a renovação da trama. 

"Cuidamos tanto do lado emocional quando do físico em casa. Valorizamos muito o que realmente importa, que é a família, o afeto e a saúde. Principalmente nesta pandemia, já que não temos uma data de quando ela vai terminar e vivemos o dia a dia com a melhor atitude para seguir com esperança", finaliza.

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