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De Better Call Saul a Flash: sete séries derivadas tão boas quanto as originais

Divulgação/AMC

Bob Odenkirk na série Better Call Saul, que traz a jornada do advogado Jimmy McGill pré-Breaking Bad - Divulgação/AMC

Bob Odenkirk na série Better Call Saul, que traz a jornada do advogado Jimmy McGill pré-Breaking Bad

JOÃO DA PAZ - Publicado em 07/08/2018, às 05h17

Com a estreia da quarta temporada nesta terça (7), na Netflix, Better Call Saul se consolida como uma das melhores séries derivadas já feitas na TV norte-americana. E olha que ela tem um teto enorme para alcançar. É "filha" de Breaking Bad (2008-2013), considerado por telespectadores o maior drama da história. Segundo o criador de ambas, o spin-off não deve nada em popularidade à série mãe.

"Todo dia, pessoas me abordam na rua e dizem que Better Call Saul é a série favorita, em comparação com as duas", revelou Vince Gilligan em entrevista para a revista Rolling Stone. "Eu amo ouvir isso", confessou.

Embora haja quem coloque Breaking Bad como intocável, é inegável notar como Better Call Saul é forte e criou sua própria identidade. O que, para uma série filhote, é díficil conseguir.

Confira sete séries derivadas tão boas quanto as originais:

divulgação/The WB

Com David Boreanaz, Angel fez sucesso ao acompanhar a rotina de um detetive vampiro 

Angel
As distinções de Buffy, a Caça Vampiros (1996-2003) com Angel (1999-2004) são claras. Enquanto a primeira tem uma trama mais adolescente, a segunda traz histórias da vida adulta. A atração filhote acompanhou os trabalhos do vampiro Angel (David Boreanaz), detetive que tinha como objetivo ajudar os mais necessitados, sem deixar explícito que a especialidade da firma eram casos sobrenaturais.

Em Buffy, Angel tinha um romance com a protagonista, Buffy Summers (Sarah Michelle Gellar). Assim que o casal viu que a relação não daria certo, ele se mudou para Los Angeles e seguiu sua vida. A série Angel conseguiu ter vida própria, em cinco temporadas bem estruturadas. O drama ganhou fãs leais, que lhe deram uma média de telespectadores que girava na casa dos 4 milhões por episódio, sem muita oscilação.

Divulgação/amc

A atriz Rhea Seehorn, a advogada Kim Wexler, faz par com Bob Odenkirk em Better Call Saul

Better Call Saul
Como Breaking Bad terminou em alto nível, a ideia de continuar a história em uma série derivada não soava bem. Contudo, Vince Gilligan encontrou o modelo certo para extrair da trama original uma atração de qualidade. O personagem eleito foi o atrapalhado advogado Jimmy McGill (Bob Odenkirk), com a proposta de contar a trajetória dele pré-Breaking Bad, antes de virar o espertalhão Saul Goodman.

Better Call Saul funciona porque não procura imitar a série mãe (a não ser em alguns aspectos técnicos, como direção, fotografia e afins). O filhote foca mais nos personagens e em seus dramas do que numa grande história, como fez Breaking Bad. E Better Call Saul prova que Odenkirk, formado no humorístico Saturday Night Live, é um ótimo ator dramático, três vezes indicado ao Emmy.

divulgação/the cw

Flash, protagonizado por Grant Gustin, superou em audiência a série mãe, do Arqueiro Verde

Flash
Antes de virar o Flash e ganhar uma série própria, o policial forense Barry Allen (Grant Gustin) apareceu em três episódios de Arrow. Ele mora em Central City, cidade vizinha de Star City, que tem o Arqueiro Verde/Oliver Queen (Stephen Amell) como herói. Os dois apareceram juntos no primeiro crossover do chamado Universo Arrow, exibido em 2014.

De lá para cá, a sombria e densa Arrow foi perdendo aos poucos prestígio e audiência. E a divertida e agitada Flash caminhou na contramão, crescendo a cada episódio. A série chega a colocar a nanica rede CW à frente das rivais Fox e ABC nas noites de terça. Fora isso, na temporada 2017-2018, episódios de Flash davam o dobro da audiência de Arrow.

Divulgação/nbc

O ator Kelsey Grammer em Frasier; comédia dos anos 1990 ganhou cinco prêmios Emmy

Frasier
Frasier é exemplo de uma série derivada que foi mais bem-sucedida do que atração mãe. Na carona de Cheers (1982-1993), com 28 vitórias no Emmy, quatro como melhor comédia, Frasier (1993-2004) acompanhou a rotina do psiquiatra Frasier Crane (Kelsey Grammer). O protagonista voltou à sua cidade natal, Seattle, depois de seu casamento acabar em Boston, onde Cheers era ambientada.

Frasier teve as mesmas 11 temporadas que Cheers e terminou sua jornada com mais Emmys (37), inclusive na categoria melhor comédia (cinco vitórias seguidas, entre 1994 e 1998). No mês passado, Grammer revelou que há uma negociação para reviver Frasier, seguindo a onda de retomar clássicos da TV, como Roseanne e Will & Grace.

divulgação/NBC

Série mais longeva da TV, Law & Order: SVU é liderada pela atriz Mariska Hargitay desde 1999

Law & Order: SVU
O melhor exemplo da potência de Law & Order: Special Victims Unit (SVU) é que ela é a primeira coisa que os telespectadores citam ao falar da franquia Law & Order, composta por cinco séries, além de SVU. Neste ano, o drama que investiga crimes sexuais entrará na 20ª temporada, igualando a marca da série original.

SVU foi o primeiro spin-off de Law & Order (1990-2010) e já teve 434 episódios. Tem média de audiência considerada boa (6 milhões de telespectadores), com fãs que não se cansam das histórias retiradas das páginas de sites e jornais. A série é conhecida por retratar casos famosos, da suposta pedofilia do cantor Michael Jackson ao escândalo sexual da Fox News.

divulgação

Grant Show com Courtney Thorne-Smith em Melrose Place; casal na ficção e na vida real

Melrose Place
Na vasta seara de séries dos anos 1990 com uma pegada novelesca voltada ao público jovem adulto, Melrose Place (1992-1999) se destacou. Derivada de Barrados no Baile (1990-2000), o drama narrou a vida de um grupo de jovens moradores de um condomínio de luxo em Los Angeles.

O personagem escalado para fazer a ponte de Barrados com Melrose foi o galã Jake Hanson (Grant Show), o grande pegador da trama. Foram seis relacionamentos em cinco temporadas de Melrose. Ele também serviu como ligação para outra série derivada da franquia Barrados no Baile, Models Inc. (1994-1995), com aparição no episódio piloto.

divulgação/cbs

A feroz advogada Diane Lockhart (Christine Baranski) é a protagonista de The Good Fight

The Good Fight
Uma das séries mais elogiadas pela crítica nesta década, The Good Wife (2009-2016) deu vida a um filhote robusto. Um dos segredos do sucesso de The Good Fight é a continuidade da história da série mãe com apenas uma mudança: sem o núcleo da protagonista, a advogada Alicia Florrick (Julianna Margulies).

The Good Fight é centrada na advogada Diane Lockhart (Chtistine Baranski), ex-parceira de Alicia, e todos os melhores coadjuvantes de Good Wife dão as caras, pois ambas se passam na mesma cidade, Chicago. Isso ajuda a chamar a atenção dos fãs da atração original. E Good Fight tem uma característica bem peculiar: foi rotulada como a série mais anti-Trump da TV.

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