Nostalgia

De Will & Grace a 24 Horas: os sucessos e fiascos da era das séries ressuscitadas

Divulgação/NBC/Fox

Megan Mullally em Will & Grace e Corey Hawkins em 24 Horas; TV dos EUA revive séries famosas - Divulgação/NBC/Fox

Megan Mullally em Will & Grace e Corey Hawkins em 24 Horas; TV dos EUA revive séries famosas

JOÃO DA PAZ - Publicado em 28/03/2018, às 06h06

Seja por falta de criatividade ou para aproveitar a onda de nostalgia, a TV norte-americana tem investido cada vez mais na reciclagem de produções famosas. A era das séries ressuscitadas acerta em cheio com Will & Grace, que volta nesta quarta (28) à TV brasileira. Mas o público não compra qualquer projeto: basta ver o fracasso de 24 Horas: O Legado.

Confira quem se deu bem e quem se ferrou entre os projetos revitalizados nos últimos anos:

Sucessos
Exatamente seis meses depois da estreia nos Estados Unidos, Will & Grace chega ao Brasil, agora como atração da Fox (quartas, 21h45). A comédia é o melhor exemplo de uma série ressuscitada bem-sucedida _mesmo com uma mutilação na história encerrada pela primeira vez em 2006, na oitava temporada.

A NBC optou por eliminar os acontecimentos do episódio final, que apresentou os protagonistas com filhos. A meta era reviver a boa química do quarteto original, sem precisar mostrar as responsabilidades maternas ou paternas.

"Honestamente, nós não queríamos os protagonistas como bons ou maus pais. Nós queremos que eles sejam simplesmente Will e Grace", justificou David Kohan, um dos criadores da série, em seminário da TCA (Associações do Críticos de Televisão dos Estados Unidos).

O desaparecimento dos filhos vira motivo de piada na volta da comédia. E o telespectador logo esquece esse "pequeno" detalhe e se deleita ao rever o grupo de amigos no mesmo pique, similar ao visto uma década atrás.

A NBC botou tanta fé no sucesso que, antes mesmo do retorno, anunciou duas novas temporadas. Na semana passada, a série ganhou mais uma, a 11ª terceira.

divulgação/fox

Eric McCormack e Debra Messing, atores que vivem os personagens principais de Will & Grace

Nos Estados Unidos, Will & Grace é a segunda comédia de maior audiência da atualidade entre o público adulto (18 e 49 anos), atrás apenas de Modern Family.

Outras comédias ressuscitadas conseguiram se distanciar das séries originais. A Casa da Raven (Disney Channel), continuação de As Visões da Raven (2003-2007), acertou ao mostrar as queridas protagonistas adultas e mães solteiras. Já ganhou uma segunda temporada.

Já One Day at a Time (Netflix), baseada em atração homônima exibida entre 1975 e 1984, virou a nova queridinha da mídia norte-americana e foi renovada nesta semana para a terceira temporada.

O drama Twin Peaks, ressuscitado 25 anos depois do fim, caiu nas graças dos cinéfilos e dos telespectadores mais conceituados. Mas os episódios insanos não agradaram ao grande público, que botou fé em histórias mais simples, como as contadas em Gilmore Girls: Um Ano para Recordar e Star Trek: Discovery. As três produções fazem parte do catálogo da Netflix no Brasil.

Fiascos
Sem Jack Bauer (Kiefer Sutherland), a série 24 Horas: O Legado foi um dos maiores fiascos de 2017. E o menos culpado foi seu substituto, o ex-sargento Eric Carter, defendido muito bem por Corey Hawkins (de Straight Outta Compton). O problema foi a trama, sem novidades e muito previsível. A série foi cancelada, mas a Fox ainda não desistiu da franquia 24 Horas e quer produzir novas histórias.

divulgação/cbs

Luicas Till tenta, mas é difícil repetir o impacto de MacGyver alcançado na década de 1980

Encostada nas noites de sexta da rede norte-americana CBS, o remake de MacGyver (Universal) também não repete o sucesso dos anos 1980. A série até consegue uma audiência decente, mas as malucas peripécias do seu protagonista não geram burburinho na mídia. Essencialmente, a trama passa batido.

Outro sucesso nos anos 1980, Dinastia (Netflix) não vingou no século 21. A nova versão do novelão da The CW causa pouca repercussão. A série mãe foi indicada seis vezes ao Globo de Ouro de melhor drama e ganhou um prêmio, em 1984. Já o remake tem baixa audiência e corre risco de cancelamento.

Nem lá nem cá
Entre os hits e os fracassos, estão as séries que escorregaram na trama, mas contaram com o prestígio do público. Arquivo X, por exemplo, chegou a estar entre as dez maiores audiências da TV aberta nos EUA, em 2016. Porém, a volta 14 anos depois foi confusa, com episódios desconexos, que confundiram o telespectador. Resultado: a série perdeu 60% do público entre as duas novas temporadas.

Já Prison Break ressuscitou nove anos depois do seu desfecho original sem receber elogios da mídia. O público curtiu a continuação da história e a Fox até planeja fazer mais uma temporada com as aventuras dos irmãos Michael Scofield (Wentworth Miller) e Lincoln Burrows (Dominic Purcell).

Por fim, a continuação de Três É Demais (1987-1995), chamada de Fuller House, é uma das séries da Netflix mais execradas pela imprensa. Mas a comédia familiar é um fenômeno de público: está entre as produções mais maratonadas na plataforma.

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Prison Break

Prison Break

Ficha técnica: Drama, Policial, EUA, 2005. Criação: Paul Scheuring. Elenco: Dominic Purcell, Wentworth Miller, Amaury Nolasco, Sarah Wayne Callies. Disponível no Now.

Por que assistir: A série conquistou o público com uma história envolvente, que gera tensão a cada reviravolta. A primeira temporada, muito bem amarrada, recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor drama, e Wentworth Miller também concorreu ao prêmio. Os anos seguintes deixaram um pouco a desejar, mas vale arriscar pelo bom início (e se "viciar").

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