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EVIL

Criadores de Good Wife trocam política e direito por fé em nova série

Divulgação/CBS

As atrizes De'Adre Aziza e Katja Herbers em cena de Evil na igreja

De'Adre Aziza e Katja Herbers em cena de Evil na igreja: crença e ceticismo são temas constantes

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 23/10/2020 - 6h55

Casados há 33 anos, os produtores Robert e Michelle King conquistaram Hollywood ao criarem The Good Wife (2009-2016) e a derivada The Good Fight, dramas jurídicos com fortes pinceladas políticas --em especial na crítica a Donald Trump. O casal trocou o tribunal pela igreja em Evil, que estreia nesta sexta (23) no Universal TV.

A atração mistura drama, suspense, terror, sobrenatural e até comédia para narrar a inusitada parceria entre um aprendiz de padre bonitão e uma psicóloga forense. Eles investigam se alguns acontecimentos aparentemente inexplicáveis são frutos de milagres e possessões ou se são apenas casos de homens espertos tentando se aproveitar da crença alheia.

David Acosta (Mike Colter, de Luke Cage) é o homem religioso, que acredita que boa parte dos eventos com que se depara são justificados apenas pelos mistérios da fé. Já Kristen Bouchard (Katja Herbers) é totalmente cética e busca a ciência para explicar tudo o que encontra pela frente.

Ao longo dos 13 episódios da primeira temporada --a atração foi renovada para uma segunda leva de episódios, ainda sem previsão de estreia--, a dupla vai se transformando: ele passa a desconfiar mais do que parece sobrenatural, e ela começa a crer no inacreditável. É uma mudança e tanto para a já batida fórmula das séries policiais, com a investigação de um caso por semana.

Discussão respeitosa

Em entrevista ao Notícias da TV, Katja Herbers afirma que um dos pontos altos de Evil é promover uma discussão respeitosa entre os crentes e os céticos. David e Kristen se provocam o tempo todo, com uma tensão palpável, mas nunca menosprezam o ponto de vista um do outro.

"Tudo é tratado com sentimento, com empatia. Não é um julgamento de pessoas religiosas ou de quem não acredita. É uma conversa aberta e respeitosa entre pessoas com pontos de vista diferentes", defende a atriz.

Ela chega a se emocionar ao perceber que, em um momento em que a sociedade está tão polarizada e com ataques gratuitos de um lado para o outro, uma série de TV consiga seguir o caminho oposto e buscar a união no lugar da separação.

"Eu acho muito bonito, até me arrepio quando falo isso, porque acho que deveria ser assim sempre. A gente não vê mais pessoas de opinião distintas conversando com educação, sem agressividade. E isso vem muito dos nossos produtores. Robert é um católico devoto, Michelle se define como uma 'judia cultural'. E eles têm esse tipo de conversa há 30 anos", explica Katja.

Mas o que um país como o Brasil, com a maior população católica do mundo e um forte movimento cristão conservador, vai achar de uma atração que tem uma cética como protagonista?

"Os brasileiros vão amar! Tanto da maneira com que a religião é tratada, como da forma como os descrentes são mostrados. É um programa muito rico, com discussões inteligentes, e diferente de tudo que já foi feito na TV", finaliza.

O Universal TV estreia a série nesta sexta-feira (23), com novos episódios toda semana às 23h. A primeira temporada está disponível completa no Globoplay. Confira o trailer:


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