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TOUR DE FORCE

Ana Hikari agarra chance em As Five para não sumir no limbo do preconceito

REPRODUÇÃO/GLOBOPLAY

Dentro de um carro no meio da chuva, Ana Hikari caracterizada como Tina em cena de As Five

Ana Hikari reprisa o papel de Tina em As Five; atriz rouba a cena em estreia de spin-off de Viva a Diferença

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 15/11/2020 - 7h05

As Five cumpre a promessa de virar a vida das protagonistas de Malhação - Viva a Diferença (2017) de cabeça para baixo. A série do Globoplay brinca de HBO ao trocar os dilemas adolescentes por cenas de sexo, drogas ilícitas e o "mundo cão" dos adultos. O principal destaque da estreia, no entanto, é mesmo Ana Hikari --a atriz se mostra disposta a enfrentar o preconceito para seguir na TV.

Ana quebra o equilíbrio natural que se mantinha entre as cinco intérpretes na temporada original do folhetim adolescente. A atriz entrega ao público uma performance segura, que não soa como fruto de acaso ou sorte de principiante.

O roteiro de Cao Hamburger, que mistura doses de sensibilidade com crueza, é fundamental para extrair bons momentos das trupe. Manoela Aliperti e Gabriela Medvedovski, por exemplo, crescem nas sequências graças ao carisma de suas personagens em diversas tiradas.

Ana, ao contrário, passa os primeiros dez minutos praticamente calada em cena. Ela surpreende ao trazer à tona a confusão de sentimentos da DJ durante o velório da mãe, Mitsuko (Lina Agifu), com facilidade. O rosto da artista se torna um caleidoscópio, que vai da tristeza, raiva, decepção e até a mágoa, recuperando o conflito familiar que se desenhou em Viva a Diferença.

Ela também tem mais fluidez ao dar o texto e um gestual mais refinado, numa evolução bastante visível para quem emenda a série com a reprise de Malhação. A parceria com Daphne Bozaski, que sempre fez um trabalho acima da média como a Benê, deve render nos próximos capítulos.

Contra o mundo

Ana Hikari agarra a oportunidade em As Five por um motivo bastante claro, já que enfrenta um mercado de trabalho que ignora solenemente pessoas com ascendência asiática. As quatro últimas novelas inéditas da Globo contaram com 193 atores em personagens fixos --apenas Bruna Aiiso, de Bom Sucesso (2019), representou os 2,08 milhões de brasileiros declarados "amarelos".

Malhação deu a mesma visibilidade às cinco atrizes, mas Ana retornará à TV com mais atraso do que as amigas. Se não fosse a pandemia de coronavírus (Covid-19), Gabriela Medvedovski estaria no ar como a protagonista jovem de Nos Tempos do Imperador, enquanto Heslaine Vieira seria a antagonista. Daphne Bozaski também fisgou uma coadjuvante importante na trama de época das seis.

Manoela Aliperti deu preferência ao cinema, com papéis relevantes em dois filmes que estão no prelo para 2021. A intérprete de Tina até fez o reality Que Marravilha! em 2018, mas só deverá voltar a atuar em Quanto Mais Vida Melhor. A trama está na fila para substituir a segunda parte de Salve-se Quem Puder na faixa da sete.

Ana, porém, tem um potencial parecido com atrizes que saíram de Malhação para o horário mais nobre, a exemplo de Marina Moschen e Alice Wegmann. A questão central é se a Globo demonstrará interesse em bancar uma atriz fora do padrão no papel de mocinha ou desperdiçará o investimento para buscar outra ilustre desconhecida --branca, de preferência.

Aos 25 anos, a jovem já tem noção da pedreira que tem a frente. "Uma coisa é cumprir uma cota estética de pessoas diferentes [na tela]. Outra é representatividade. Não à toa, as pessoas se aproximaram pelo que viram em Viva a Diferença. A gente deu nome aos bois, de uma forma que não foi didática", avalia ela em entrevista ao Notícias da TV.


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