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MEMÓRIA DA TV

De Nos Tempos do Imperador a Mutantes: Novelas ganham continuações na TV

DIVULGAÇÃO/TV GLOBO

O ator Selton Mello com expressão séria caracterizado como dom Pedro II em Nos Tempos do Imperador

Selton Mello caracterizado como dom Pedro II em Nos Tempos do Imperador; novela é continuação de Novo Mundo

THELL DE CASTRO

Publicado em 15/11/2020 - 6h55

Próxima novela das seis inédita da Globo, Nos Tempos do Imperador mostrará a continuação da trajetória de Novo Mundo, produzida em 2017 e reapresentada recentemente em edição especial. O folhetim, no entanto, não será a primeira da história da televisão brasileira a utilizar esse expediente, praticado desde os anos 1970.

Um dos principais casais de Novo Mundo estará de volta em Nos Tempos do Imperador: Licurgo (Guilherme Piva) e Germana (Vivianne Pasmanter) reaparecerão mais velhos, mas não menos trapalhões e trapaceiros.

O pequeno Quinzinho (Theo de Almeida Lopes) cresceu, e agora será interpretado por Augusto Madeira. Já Vitória, filha de Anna (Isabelle Drummond) e Joaquim (Chay Suede), aparecerá adulta na nova produção, vivida por Maria Clara Gueiros.

Voltando no tempo, a primeira novela que teve continuação na TV foi Os Deuses Estão Mortos, sucesso de Lauro César Muniz, apresentada pela Record em 1971. Logo em seguida, entre 1971 e 1972, a emissora exibiu, sem o mesmo êxito, Quarenta Anos Depois, do mesmo autor, que mostrava a história com um salto de 40 anos no tempo.

Nomes como Rolando Boldrin, Fúlvio Stefanini, Márcia Maria (1944-2012) e Sérgio Mamberti estiveram nas duas tramas, envelhecendo para a segunda etapa.

Na Globo, a primeira e única experiência do tipo até então aconteceu nos anos 1980. Entre 1983 e 1984, Benedito Ruy Barbosa utilizou diversos personagens de Meu Pedacinho de Chão, produzida entre 1971 e 1972, para estrelar sua nova trama, Voltei Pra Você, considerada uma espécie de continuação da história original.

Sem tradição em novelas, a Band deu uma bola dentro com Cavalo Amarelo, entre junho e novembro de 1980. A trama de Ivani Ribeiro (1922-1995) praticamente resgatou a carreira de Dercy Gonçalves (1907-2008) e fez muito sucesso, principalmente para os padrões da emissora.

Animada com os resultados, a Band preparou uma continuação que estreou logo em seguida, Dulcinéa Vai à Guerra, que estreou em dezembro de 1980 e foi exibida até março de 1981. Ainda com Dercy, a trama teve outro autor, Sérgio Jockyman (1930-2011), já que Ivani não quis assumir a nova obra. Foi um completo fiasco.

Record fez trilogia de mutantes

Mais recentemente, foi a vez da Record fazer algumas tramas desse tipo. A emissora teve até uma trilogia de mutantes com Caminhos do Coração, exibida entre 28 de agosto de 2007 e 2 de junho de 2008; Os Mutantes, entre 3 de junho de 2008 e 23 de março de 2009; e Promessas de Amor, de 24 de março a 3 de agosto de 2009.

Enquanto as duas primeiras partes da trama de Tiago Santiago foram bem no Ibope, a terceira não funcionou, e a audiência despencou.

Um dos maiores sucessos da história da emissora, Os Dez Mandamentos teve duas temporadas, entre março e novembro de 2015 e, depois, de abril a julho de 2016. A primeira temporada desbancou o SBT do segundo lugar e chegou a encostar na Globo, batendo a líder em algumas oportunidades, como na pirotécnica cena da travessia do Mar Vermelho.

Atualmente em reprise nas tardes da Recorrd, Escrava Mãe também é uma continuação, mas de forma diferente: a trama de 2016 mostra o que aconteceu antes do nascimento da escrava Isaura, personagem que protagonizou A Escrava Isaura, em 2004, marco da retomada das produções de teledramaturgia da Record.

Além das tramas citadas, existem outros casos de produções que tiveram continuidade com novas temporadas e mexidas no elenco, como Malhação (Globo), Chiquititas (SBT) e Floribella (Band).


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