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FONTE DE INSPIRAÇÃO

Sem querer querendo, Chaves invade as tardes da Globo; saiba por quê

DIVULGAÇÃO/TELEVISA

O ator Roberto Gómez Bolaños segura um bilboquê e olha atentamente para a esquerda caracterizado como o Chaves do seriado mexicano Chaves

Roberto Gómez Bolaños (1929-2014) deu vida ao protagonista de Chaves: inspiração para Sergio Guizé

DANIEL FARAD

Publicado em 29/7/2020 - 6h45

O telespectador mais atento pode sentir um certo déjà-vu ao ver a reprise de Êta Mundo Bom! (2016) no Vale a Pena Ver de Novo. O sentimento de que já assistiu àquelas cenas, no entanto, pega até mesmo quem não acompanhou a trama durante a sua exibição original. Afinal, nos gestos de Candinho (Sergio Guizé) também há um pouco do mexicano Roberto Gómez Bolaños (1929-2014), criador de Chaves (1973-1980).

O ator é fã declarado da produção que já foi um dos principais trunfos do SBT para derrotar a própria Globo. "Assisto até hoje", confidenciou ele na época do lançamento da trama, em entrevista ao Notícias da TV.

O galã trouxe para o folhetim de Walcyr Carrasco principalmente a comédia física que é característica dos programas que Bolaños criou em sua passagem pela Televisa, como o anti-herói Chapolin Colorado (1973-1979). Em momentos de felicidade, por exemplo, o filho de Anastácia (Eliane Giardini) agita os braços e as pernas como se falasse o "e zás, zás" do colega latino.

O marido de Florinda Meza, no entanto, não foi o único comediante que o galã usou para compor o protagonista. Uma de suas principais inspirações é justamente Amácio Mazzaropi (1912-1981), responsável por atuar e produzir o filme que serviu de base para o roteiro da novela, Candinho (1954).

"Vi tudo o que podia. Quando era criança, já havia assistido O Corintiano [1966] e voltei a ver quando Jorge Fernando [1955-2019, diretor da novela] me chamou para ver Candinho. Procurei não deixar só na coisa do Mazzaropi, e o Walcyr [Carrasco, autor] falou de Charles Chaplin [1889-1977], que eu acho o maior artista do mundo", considerou o marido de Bianca Bin.

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Candinho (Sergio Guizé) e os burros Policarpo e Rita em Êta Mundo Bom!: inspiração mexicana

O britânico e seus filmes, curiosamente, sempre foram apontados como uma das principais referências para Bolaños em seu programa de esquetes Chespirito (1970-1973), com destaque para o desastrado médico Chapatin. Mazzaropi também foi profundamente instigado pelo inglês, assim como outros nomes, como o cineasta francês Jacques Tati (1907-1982) e o brasileiro Renato Aragão.

"Fiz essa mistura, peguei o sotaque do Mazzaropi, muito Chaplin e Chaves. É claro que pegar um pouco de cada coisa e chegar em algum lugar é uma busca, mas faço sem pretensão. Não quero copiar ninguém", alertou Guizé.


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