A FORÇA DO QUERER

Intolerante, Joyce levará um baque após o outro, avisa Maria Fernanda Cândido

Imagens Reprodução/TV Globo

Maria Fernanda Cândido em A Força do Querer; atriz diz que maior conflito será com filha - Imagens Reprodução/TV Globo

Maria Fernanda Cândido em A Força do Querer; atriz diz que maior conflito será com filha

MÁRCIA PEREIRA - Publicado em 05/06/2017, às 05h19

Para Maria Fernanda Cândido, Joyce é uma mulher com mentalidade dos anos 1930. Ela representa o choque de culturas em A Força do Querer, a novela das nove da Globo. Sua postura conservadora e exagerada com os filhos trará muitos sofrimentos à personagem, adianta a atriz.

"Ela é representante do velho mundo. Levará um baque após o outro. Primeiro foi a marido mudar de profissão, depois a dificuldade de aceitar a nora. A transição da filha [de gênero, de mulher para homem] será seu grande conflito", avisa.

A atriz afirma que Joyce se torna mais real porque muita gente conhece pessoas como ela, avessas às mudanças. "Preconceitos nascem por intolerância, não de pessoas más", comenta.

Na novela, a personagem foi contra o marido, Eugênio (Dan Stulbach), largar a presidência da empresa da família para se dedicar à advocacia. Ela rejeita a falta de vaidade da filha, Ivana (Carol Duarte), que criou para ser sua cópia, uma fashionista. Ela também tem embates diários com sua nora, Ritinha (Isis Valverde), que não permite que a sogra mude sua forma de falar e de se vestir. 

A intérprete da dondoca da trama de Gloria Perez não fazia uma novela havia nove anos. Maria Fernanda, 43 anos, diz que optou por fazer projetos de menor duração, como minisséries, peças teatrais e filmes, por conta dos dois filhos.

Joyce (Maria Fernanda Cândido) implora para a filha, Ivana (Carol Duarte), ser mais feminina

Agora, com seu caçula com oito anos, ela pode aceitar fazer uma novela e passar grande parte do tempo longe da família, que vive em São Paulo enquanto ela grava no Rio de Janeiro. 

"Bom voltar justamente com uma mulher de muita força, que absorve todos os impactos e empurra a família para frente. As pessoas, às vezes, confundem a relação que ela tem com a estética com futilidade, mas ela sabe que não é fútil. Ela tem clareza do que ela quer e é uma mulher de muita opinião e personalidade."

Luto pela filha
A atriz se prepara ainda para a maior batalha da personagem. "É uma mulher que idealizou e projetou demais a vida dos filhos. Toda mãe faz isso, mas ela exagerou nessa dose. Ela não entende que existe felicidade fora daquilo que ela sonhou."

Maria Fernanda diz que não dá para falar como será a fase em que Ivana (Carol Duarte) fará a transição de gênero porque ainda não teve acesso a esses capítulos. Mas ela conversou com muitas mães que viveram essa realidade para construir esse universo de forma sensível e crível.

"O que uma mãe que passou por isso traz são detalhes do dia a dia. Como esse processo é doloroso. Tem o luto dessa mãe porque aquela filha não vai mais existir, vai passar a existir um filho", resume.

"Posso dizer que Joyce mesmo com suas dificuldades vai escolher estar do lado dos filhos, sempre. Mas não sei de onde vai tirar forças. Torço para que haja uma transformação nela".


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