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JOSÉ INOCÊNCIO

Em Renascer, Marcos Palmeira chuta medo de comparação para ficar livre: 'Dane-se'

FÁBIO ROCHA/TV GLOBO

O ator Marcos Palmeira usa camisa surrada e está na mata caracterizado como José Inocêncio do remake de Renascer

Marcos Palmeira interpreta José Inocêncio na segunda fase do remake de Renascer, da Globo

MÁRCIA PEREIRA, colunista

marcia@noticiadastv.com

Publicado em 9/1/2024 - 12h58

Dois anos após viver José Leôncio em Pantanal (2022), Marcos Palmeira faz outro fazendeiro protagonista de uma novela de Benedito Ruy Barbosa --dobradinha do mesmo ator e criador. Ele mergulha no remake de Renascer com o propósito de criar uma nova versão de José Inocêncio, interpretado por Antonio Fagundes em 1993. O ator sabe que comparações são inevitáveis, os dois "coronéis" --de Pantanal e de Renascer-- têm perfis parecidos. Mas prefere afastá-las: "Estou feliz de estar inteiro contando essa história. Então, dane-se".

Palmeira afirma que ele e os diretores estão com o olhar atento para não deixar cair em repetição a construção de José Inocêncio, mas isso não quer dizer que ficará amarrado a essa questão. O ator entra na segunda fase da novela; a versão jovem do mocinho desbravador é interpretada por Humberto Carrão.

"As semelhanças existem, a comparação vai existir. Mas eu não vejo o José Leôncio no José Inocêncio. Para mim, isso já me distancia bastante dos personagens. Um é do Brasil central e o outro do Nordeste. Tem uma questão regional forte neles, mas tem a coisa do filho rejeitado. O foco, realmente, é mergulhar nessa história que está sendo contada, nessa realidade diferente", afirma o veterano.

O telespectador vai ver, logo no começo da segunda fase de Renascer, José Inocêncio rejeitar o filho caçula, João Pedro (Juan Paiva), assim como José Leôncio fez com Jove (Jesuita Barbosa) em Pantanal. As histórias foram criadas dessa maneira, partindo do ponto do pai que se afasta e desafia o filho que mais se parece com ele, e isso não vai mudar.  

Entretanto, o intérprete vê diferenças na nova versão de José Inocêncio. "Ele foge o estereótipo do coronel, diferente do que foi feito há 30 anos pelo Fagundes. Hoje, ele mete a mão na massa, ele não é um coronel. Na verdade, ele é um dono de fazenda e que produz, que faz acontecer. A gente mudou essa figura do coronel que fica dando ordens. Eles são todos parceiros. Isso vem muito desse espírito da agrofloresta, de um homem que trabalha e enxerga a natureza", explica o ator. 

O intérprete está em um processo de fugir do óbvio nas relações de seu personagem com os filhos, os funcionários e também com Mariana (Theresa Fonseca), aquela que vai fisgar seu coração trancado dentro do peito desde a morte da mulher, Maria Santa (Duda Santos). 

"Devia ter preocupação, como é tudo muito parecido, mas, ao mesmo tempo,  é o que me apareceu, é o que eu tenho que fazer. Então, se eu ficar preso a isso, mais próximo disso eu vou ficar. Pelo contrário, eu estou completamente livre. Não estou mais com essa preocupação, não. Tenho uma preocupação, de diferenciar sotaque", comenta Palmeira. 

O ator espera que o público viaje na história e não se prenda em ficar comparando. Ele está investindo em desconectar dessa problematização, graças à segurança que a direção artística de Gustavo Fernández instaurou nos bastidores. 

Renascer foi criada por Benedito Ruy Barbosa e exibida originalmente pela Globo em 1993. A adaptação da saga rural é feita pelo neto do autor, Bruno Luperi, e sua estreia acontecerá no próximo dia 22, no lugar de Terra e Paixão.


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