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ISABEL TEIXEIRA

Em Pantanal, Maria Bruaca cai na real e dança em ruínas: 'Não é vítima'

JOÃO MIGUEL JÚNIOR/TV GLOBO

A atriz Isabel Teixeira está à beira de um rio e olha para frente com seriedade caracterizada como Maria Bruaca, sua personagem em Pantanal

Isabel Teixeira é Maria Bruaca em Pantanal; atriz não vê dona de casa como vítima do marido

MÁRCIA PEREIRA

marcia@noticiadastv.com

Publicado em 19/4/2022 - 6h25

Maria Bruaca (Isabel Teixeira) é tão submissa e devota do marido, Tenório (Murilo Benício), que chega a dar raiva de suas cenas em Pantanal. A dona de casa parece viver em outro século, mas vai acordar quando sua filha, Guta (Julia Dalavia), escancarar a vida dupla do pai. O fazendeiro tem outra família. A intérprete da mulher adianta que a personagem vai "renascer das cinzas" na novela das nove da Globo.

"O chão dessa personagem é totalmente destruído de uma hora para outra, e ela fica tentando dançar ainda sobre ruínas. Isso é seu sofrimento e, ao mesmo tempo, movimento, porque ela vai tentar reconstruir o chão dela. Então, eu não a vejo como vítima. Eu vejo essa personagem como uma mulher em movimento. Eu sou apaixonada por ela", avisa Isabel Teixeira.

A atriz faz sua segunda novela no horário nobre da Globo. Em 2019, ela integrou o elenco de Amor de Mãe, como Jane, a médica que acabou assassinada pela amiga. A paulistana tem 48 anos e grande parte da sua carreira foi no teatro, além de ter feitos trabalhos como produtora e assistente de direção.

"Eu sou uma iniciante no audiovisual e em novela. Aqui [a novela] não é uma sala de espetáculo. É um público maior e que vai acompanhar uma história. Eu acho isso tão bonito e vivo", empolga-se a artista.

Apesar da reação que sua cria pode gerar em quem vê Maria Bruaca levando patadas de Tenório, a intérprete está encantada. Isabel, inclusive, explica o passado de Maria Bruaca para ela ser o que é:

É uma personagem que a gente já sabe a curva dela. Eu sei onde ela começa e mais ou menos como termina. Eu sei as trajetórias pelas quais ela vai passar. Estudando essa linha, um casamento de 30 anos e que começa com Tenório trabalhando com os pais dela quando os dois fogem. Eu acho que ela pula a janela, vai embora e se casa com ele em uma delegacia, muito nova. Então, ela teve uma paixão que moveu.

De acordo com a atriz, depois de 30 anos em um cotidiano em que a personagem serve, cuida da casa e é destratada, ela deixa de amar o marido. Um comportamento que ela acredita que é normal, mas não é normal, principalmente após a passagem de três décadas.

divulgação

Ângela Leal e Ângelo Antônio em Pantanal

Ângela Leal e Ângelo Antônio em cena de 1990

'Serva' morre para nascer outra mulher

"O que acontece com Maria Bruaca é que ela tem uma realidade estabelecida com a qual ela é muito acostumada. A chegada da filha traz uma visão nova do feminino, e a gente constrói isso, eu e Julia. A gente fala muito sobre isso. E aí tem o choque. A vida que ela achava que ela tinha não era real. Existe uma outra família. Existiam outros filhos", explica a artista.

Isabel montou todo o perfil dessa dona de casa que é obrigada a rever toda a sua vida antes de começar a gravar. A mulher de Tenório é uma Maria, o Bruaca é um apelido dado pelo embuste. Na versão original, Ângela Leal deu vida a ela, enquanto o fazendeiro foi interpretado por Antônio Petrin.

Só que esse lugar em que a mãe de Guta está vai deixar de existir quando ela souber da outra família do marido. Toda a repressão que ela suportou é deixada para trás. Não é uma vingança, mas uma mulher em reconstrução em todos os sentidos, o que inclui o sexual. Ela decide vivenciar o tesão que tem por Alcides (Juliano Cazarré).

No passado, em 1990, os amantes viveram uma das cenas que mais deram o que falar. Ângelo Antônio, na pele do peão amante da patroa, foi castrado por Tenório. Isabel e Cazarré dizem que não sabem nada sobre a sequência.

A cena pode estar escondida na manga do autor Bruno Luperi, responsável pela adaptação do texto de seu avô, o criador da saga rural, Benedito Ruy Barbosa. O novelista por trás do remake afirma que a essência não mudou e que todo o seu trabalho é o de atualizar, trazendo o enredo para os dias atuais.

Com isso, dá para imaginar que na reta final de Pantanal haverá a castração de Alcides, que sobreviverá e se vingará de Tenório com a mesma crueldade a qual terá sido submetido. Ele jogará o algoz para ser comido por piranhas em um rio.


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